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Mario + Rabbids Kingdom Battle

Mario + Rabbids Kingdom Battle

Impressões finais de Mario + Rabbids, incluindo níveis avançados e o modo cooperativo.

  • Texto: Martin Eiser

Já tínhamos gostado do que vimos e jogámos de Mario + Rabbids durante a E3, mas a Ubisoft ainda tinha algo mais para nos mostrar. Viajámos até Paris, para novo evento, onde tivemos a oportunidade de explorar mais a fundo este jogo de estratégia por turnos que combina os Rabbids e o universo de Super Mario. Originalmente criados como inimigos de Rayman, os Rabbids rapidamente ganharam o seu próprio espaço na Ubisoft, e agora invadiram o Mushroom Kingdom prontos para espalharem o caos.

Tudo o que envolve os Rabbids tende a ser engraçado e um pouco (muito) absurdo, e este exclusivo Switch não vai ser exceção. O jogo tem um aspeto delicioso, e parece reunir os ingredientes necessários para ser uma experiência divertida. Foi essa a sensação que o jogo nos deixou durante a E3, mas existiam dúvidas em relação ao tipo de profundidade tática que o jogo conseguiria proporcionar. Acessibilidade e simplicidade são definitivamente matrizes obrigatórias, mas durante a nossa estadia em Paris a Ubisoft assegurou-nos que Mario + Rabbids não é um 'XCOM a brincar', mas um jogo de estratégia que pode ser apreciado por miúdos e graúdos.

Durante a campanha podem ter uma equipa formada por três elementos, com uma seleção que inclui Mario, alguns dos seus amigos, e Rabbids com disfarces. Cada personagem tem capacidades e atributos específicos, incluindo ataques primário e secundário, e duas habilidades especiais. A árvore de talentos das personagens divide-se entre movimento, ataque, e técnica, e embora existam habilidades semelhantes de personagem para personagem, alguns fatores distinguem as suas funções. A Princesa Peach, por exemplo, pode aprender uma técnica para curar o grupo, enquanto que Mario consegue preparar-se para atacar um inimigo assim que saía de cobertura (o Ambush, de XCOM). Luigi, como tem pernas enormes, consegue movimentar-se mais rapidamente pela grelha que forma a arena de combate.

A jogabilidade é simples e acessível, sem dúvida, mas depois de algumas partidas começaram a ficar evidentes as nuances do sistema de jogo, que recompensa jogadas inteligentes. Em cada turno podem mover as personagens, atacar adversários, ou realizar outras ações. Até podem usar movimentos conjuntos entre duas personagens, que aumentam o seu alcance. Além das armas primárias terão acesso a acessórios secundários, como martelos, granadas, e até pequenos veículos. Têm de ter sempre em conta o inimigo, procurando pontos fracos e hipóteses de flanqueamento, mas só isso não é normalmente suficiente. Os três têm de trabalhar como equipa, ou serão vencidos.

Se não tiverem uma estratégia minimamente preparada, vão ter dificuldades. Foi isso que nos aconteceu num mapa mais avançado da campanha, no mundo fantasmagórico. Para vencer era necessário chegar a um ponto específico no outro lado do mapa, com a particularidade de que os inimigos nunca paravam de aparecer. Estes "Boos" não se limitam a atacar e a tirar energia, têm intenções muito mais nefastas. Se conseguirem entrar em contacto com uma das nossas personagens, vão agarrá-la e levá-la vários blocos para trás, afetando seriamente o seu progresso. Pior ainda, a personagem fica bastante afastada dos seus companheiros, e avançar sozinho é muito mais complicado. Este mundo mostrou também um boss, e a necessidade de resolver pequenos puzzles entre batalhas.

Quanto à estória, será também algo simples. Bowser (quem mais?) esta a aproveitar-se do poder de um Rabbid especial, que permite ao arqui-inimigo de Mario criar um mar de novos oponentes. Até existem algumas criações bizarras à vossa espera, como o boss que encontrámos depois da secção com os Boos - um misto de Rabbid, Boos, e uma grafonola. O resultado foi um estranho fantasma que canta ópera, que só podia ser danificado quando os holofotes não estavam focados em si. Mario + Rabbids Kingdom Battle inclui batalhas desafiantes, muitas possibilidades táticas, e até um elemento de exploração. Entre batalhas terão a hipótese de descobrir segredos, surpresas, e várias referências aos mundos de Mario e dos Rabbids.

Na E3 foi anunciado um modo cooperativo para Mario + Rabbids, que incluirá 16 mapas para dois jogadores. Em Paris experimentámos três desses mapas, e este modo tem a particularidade de permitir quatro elementos por equipa, em vez dos três da campanha. Este modo tem outros tipos de desafios que vão apimentar a experiência, incluindo limite de turnos, objetivos de escolta, e outras variantes. No entanto, ainda só foi confirmado modo local - a Ubisoft não confirma nem desmente um modo online.

Ainda assim, olhamos para o modo cooperativo como uma espécie de bónus, uma adição interessante que vem reforçar o prato principal - a campanha a solo. Mario + Rabbids parece ser divertido, viciante, e profundo o suficiente para surpreender os jogadores. A confirmarem-se estas nossas impressões, esta pode ser uma excelente adição à coleção da Nintendo Switch, e uma das maiores surpresas do ano.

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