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GRIS

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Ficámos apaixonados por este espetacular mundo feito de aguarelas.

  • Texto: Sam Bishop
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Se o que procuram são direções artísticas diferentes do habitual, e jogos que arrisquem novas ideias, normalmente é necessário procurar entre os jogos Indie. Ao longo dos últimos anos tivemos exemplos de vários projetos com abordagens arrojadas, e com identidades muito próprias, e GRIS é mais um que podem acrescentar a essa lista.

Um dos produtores, do Nomada Studio, já explicou que existem vários significados para GRIS, mas um desses significados é cinzento, em catalão - o estúdio está localizado em Barcelona. Isso faz sentido com a premissa do jogo, já que, no início, o mundo é mergulhado num misto de preto, branco, e cinzento, e é apenas avançando ao longo desta aventura de três a quatro horas que vão restaurar a sua cor.

É aqui que entra em cena o lado artístico de GRIS, já que a passagem de um mundo monocromático - ainda que belo à sua maneira - para a sua versão mais viva e colorida, é impressionante. Estas cores preenchem o cenário como se fossem pinturas de aguarelas, e se inicialmente é o vermelho que domina as atenções, mais tarde juntam-se-lhe outras cores de forma sucessiva. O resultado é uma imagem espetacular no ecrã, que é genuinamente uma obra de arte.

Mas não pensem que a sua espetacular direção artística é a única coisa que distingue GRIS, ou que apenas serve para embelezar o cenário. Esta arte nunca é ao custo do design dos níveis, ou da sua funcionalidade. Tudo é muito limpo, muito claro, e com ângulos bem definidos, permitindo uma navegação clara pelo cenário. Também bastante importante para o impacto causado por GRIS é a sua escala. Sem entrarmos em pormenores da história, é suposto que o jogador se sinta minúsculo neste mundo, e o jogo consegue esse efeito com grande eficácia. Podem estar a passar por uma ponte, ou a subir pelos céus, quando a câmara lentamente se afasta e mostra a personagem quase como um pequeno ponto num enorme cenário. Em momentos em que é necessário, a câmara também se aproxima, permitindo ter uma visão mais clara do que se passa ao redor do jogador.

Embora o elemento artístico de GRIS seja impressionante, é apenas parte da equação, já que existe também todo o lado da jogabilidade. GRIS é um jogo de plataformas em 2D, mas não se limita a pedir que o jogador avance na horizontal. A verticalidade é uma peça muito importante da experiência, mas independentemente da direção, o jogo tem a excelente capacidade de indicar o caminho ao jogador sem ser demasiado óbvio.

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O grosso da vossa experiência com GRIS vai envolver correr e saltar, mas existem outras habilidades. A personagem tem um vestido, que a certo ponto, pode assumir uma forma sólida. Isto permite partir certos blocos no chão, abrindo caminho para novas áreas. Eventualmente também vão ganhar a capacidade para nadar, duplo salto, e uma outra que não podemos revelar, porque é uma surpresa. Tudo isto é executado de forma muito simples a nível de controlos.

Também vão interagir com o mundo à vossa volta. O exemplo mais claro são as borboletas que povoam o cenário, e que permitem à personagem usar um super salto, mas existem outros elementos que vão encontrar ao longo da aventura. O mundo de GRIS está em constante mutação, e se forem como nós, vão ficar impressionados com alguns truques que o jogo tem guardados na manga.

Não é só o estilo visual que merece ser louvado, já que a banda sonora é também ela memorável, fundindo-se com a história e o grafismo para intensificar as emoções do jogador. Não temos qualquer problema em afirmar que, antes de GRIS terminar, ficámos com os olhos molhados (malditos ninjas com cebolas). É um jogo com grande impacto, visual e emocional, e embora a parte final se arraste um pouco, conseguiu terminar tudo de forma muito eficaz.

Se gostam de jogos com um forte sentido artístico, histórias emocionais, e boas sequências de plataformas em 2D, então, GRIS é absolutamente obrigatório. É curto, mas vai certamente causar mais impacto que muitos jogos de 40 ou mais horas que estão no mercado. Um casamento impressionante de arte, música, jogabilidade, e design, e um triunfo para este promissor estúdio de Barcelona.

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09 Gamereactor Portugal
9 / 10
+
Excelente direção artística, com utilização fantástica das cores. Design soberbo. Banda sonora espantosa. História emocional. Mecânicas divertidas.
-
O final estende-se em demasia.
overall score
Esta é a média do GR para este jogo. Qual é a tua nota? A média é obtida através de todas as pontuações diferentes (repetidas não contam) da rede Gamereactor