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Battlefield V

Battlefield V

Num ano em que a concorrência é mais feroz que nunca, terá Battlefield V argumentos para se impor?


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Battlefield V recebeu várias críticas quando a DICE indicou que iria incluir mulheres no jogo, acusado sobretudo de sacrificar autenticidade pela vontade de cumprir uma agenda política. Pois bem, podemos confirmar que Battlefield V tem de facto várias personagens femininas no jogo, tanto na campanha, como no online. Que impacto teve isto na nossa experiência de jogo? Zero, por isso, caberá a cada jogador decidir se isso é algo que o incomoda ou não. O que se segue é uma análise a Battlefield V enquanto produto, enquanto jogo, sem considerações de política, agendas, ou quotas. Mais importante que isso, gostaríamos de referir que fizemos esta análise num ambiente controlado, nos escritórios da DICE, o que significa que não testámos o multijogador em servidores abertos ao público. Se existirem problemas durante o lançamento, contudo, cá estaremos para os reportar.

Em muitos aspetos, Battlefield V é uma sequela direta de Battlefield 1. Muitas mecânicas de jogo foram transportadas de um, para o outro, e Battlefield V é, como Battlefield 1, um regresso ao passado, embora desta vez o foco seja a Segunda Guerra Mundial, e não a primeira. Isto acaba por ter algum impacto em termos de sensação, de jogabilidade, porque as armas são diferentes, os palcos de guerra são diferentes, e os veículos são diferentes. Isto acaba por, de certa forma, facilitar um pouco a vida ao jogador. As armas, por exemplo, são ligeiramente mais fáceis de controlar e de apontar, e o jogo, de forma geral, está mais rápido. Isto significa que a maioria dos jogadores terá mais facilidade em pegar em Battlefield V do que se calhar tiveram com Battlefield 1, embora continue a existir um grande fosso entre quem realmente domina o jogo, e quem está agora a começar - esperemos que o matchmaking seja competente a juntar jogadores de capacidades equivalentes.

Uma das maiores novidades de Battlefield V é o novo sistema de fortificações, que permite reforçar pontos estratégicos. Sacos de areia, arame farpado, e estações de munições e saúde, podem ser construídos em locais específicos, de forma a que toda a equipa possa beneficiar destes pontos de controlo. Não sabemos se será uma função muito usada nos servidores reais, mas do que vimos durante as nossas horas como modo online, o sistema de fortificações tem uma utilidade real, sobretudo em modos de jogo mais à base de controlo do mapa.

Outra alteração é semelhante ao que já tinha acontecido com Call of Duty: Black Ops 4, que é o facto da saúde já não regenerar por si. Terão de usar medicamentos para ganharem saúde, mas só têm um por respawn. Depois cabe à classe médica distribuir mais pelos colegas, embora também os possam encontrar nas fortificações. O mesmo é verdade para as munições - vão começar com um número limitado, e terão de visitar as estações ou contar com as classes de suporte para receberem munições novas. Estas alterações mudam por completo a postura do jogador, já que agora existe um perigo muito real de ficarem sem munições durante um momento crucial, ou de ficarem com pouca saúde depois de um tiroteio e sem meios de recuperarem. É um novo facto de stress, mas também de estratégia, que terão de ponderar.

O sistema de classes em si também foi revisitado pela DICE, e sofreu algumas alterações. Em termos de categorias, continuam a poder escolher entre Assalto, Médico, Suporte, e Informação (Recon), mas a forma como o jogo foi estruturado, significa que é mais importante que nunca contar com uma equipa variada. Como já referimos, a escassez de munições, e a ausência de saúde regeneradora, tornam o Médico e o Suporte em classes cruciais, enquanto que Informação oferece grandes vantagens, como a marcação de inimigos. Quanto ao Assalto, destaca-se pela sua capacidade destruidora, e é a melhor classe para derrubar veículos. Ou seja, vão precisar de todas estas capacidades no campo de batalha, e se vos faltar uma classe, vão estar em desvantagem em relação ao inimigo.

Para facilitar o trabalho de equipa, a DICE fez outras alterações práticas, como a capacidade de ressurreição. Todas as classes podem agora reanimar os seus colegas, e não apenas o Médico, o que será uma grande vantagem para quem joga em esquadrões. Contudo, uma nota, já que os esquadrões agora estão limitados a quatro jogadores, e não cinco, como em Battlefield 1. Cada esquadrão terá a capacidade de pedir reforços quando tiverem conquistado pontos suficientes, um pouco à semelhança dos Killstreaks de Call of Duty. Estes reforços não são poderosos ao ponto de ganharem uma batalha, mas podem dar uma boa vantagem se forem usados corretamente. Podem, por exemplo, pedir mísseis, e um míssil bem colocado pode mudar o rumo de uma batalha na parte final do jogo.

Quanto a modos, para o online, Conquest continua a ser o principal destaque, colocando os jogadores em confronto num mapa massivo, com vários pontos para serem conquistados e mantidos. A equipa que controlar mais pontos durante mais tempo, ganha. Depois existem as Grand Operations, que são semelhantes a Operations, mas com ligeiras alterações às mecânicas, e um pequeno contexto narrativo. Uma equipa tem de cumprir uma série de objetivos, como destruir os canhões anti-aéreo, enquanto que a outra tem de defender esses objetivos. Parece uma mistura entre Rush e Conquest, e é extremamente intenso e viciante, embora algumas partidas tendam a serem demasiado longas (a ação decorre ao longo de vários dias de jogo).

Os modos que estão presentes são divertidos, mas Battlefield V está um pouco escasso a nível de conteúdo. Modos como Rush e Collaborative estão ausentes, enquanto que o modo battle royale (Firestorm) só será lançado em março. Contudo, ao contrário de Call of Duty, Battlefield mantém conteúdo singleplayer. Existem três War Stories (histórias separadas), um prelúdio, e uma quarta War Story que será introduzida em dezembro, gratuitamente. Como um todo, não chegam a formar uma campanha realmente boa, mas têm momentos divertidos, e servem como uma boa introdução às mecânicas de jogo. Não vale a pena, contudo, comprar Battlefield V apenas pelo conteúdo singleplayer, já que é o online que mais brilha.

Battlefield VBattlefield V

Battlefield V também trouxe consigo um sistema de progressão melhorado, onde podem desbloquear armas, fatos, e outros itens. É um sistema mais completo e profundo do que em Battlefield 1, com muitas opções cosméticas que ajudam a personalizar e a distinguir cada jogador. Quanto às armas, podem desbloquear acessórios, Perks, e pinturas, ainda que o leque de armas disponível não seja impressionante. Gostaríamos de ter visto um arsenal mais variado e completo, mas as armas que estão presentes funcionam bastante bem.

Para justificar esta aparente escassez de conteúdo, a DICE e a EA classificaram Battlefield V como um "Jogo Vivo", que é o mesmo que dizer que a ideia é atualizar o conteúdo de forma regular. Este serviço chama-se Tides of War, e inclui de tudo, desde eventos temporários, a armas, passando por veículos e pinturas. Como devem calcular, também entram aqui as micro-transações, embora a DICE destaque que não existem passes de expansões, e nada do que será possível comprar com dinheiro irá afetar a jogabilidade ou o progresso do jogador.

Tecnicamente, é o que se pode esperar de um jogo da DICE - fantástico. Os jogadores de Call of Duty podem estranhar a transição dos 60 frames por segundo, para os 30 de Battlefield V, mas essa fluidez inferior é compensada com um espetáculo visual estupendo, mapas massivos, e grande destruição do ambiente. Battlefield V é uma grande produção, espantoso a nível gráfico e sonoro, e apresenta a Segunda Guerra Mundial como nunca a vimos antes.

Battlefield V é um jogo bastante bom, com mudanças sólidas que tornam a experiência de jogabilidade superior à de Battlefield 1. É mais importante jogar em equipa e considerar as classes, enquanto que as armas são mais equilibradas e funcionam melhor. Tudo, claro, embrulhado num pacote de grande nível gráfico e sonoro. O seu maior problema é mesmo o conteúdo, já que a campanha é pouco mais do que uma distração, e o modo online parece escasso. Existe sempre o potencial para o jogo melhorar com a chegada de Firestorm e todo o conteúdo prometido para o futuro, mas para já, isto é o que temos.

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08 Gamereactor Portugal
8 / 10
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Jogabilidade viciante. Escala massiva. Banda sonora fantástica. Sistema de progresso aprimorado. Tides of War é gratuito.
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Algo escasso em conteúdo.
overall score
Esta é a média do GR para este jogo. Qual é a tua nota? A média é obtida através de todas as pontuações diferentes (repetidas não contam) da rede Gamereactor