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God of War

God of War

Kratos reinventou-se numa das melhores aventuras de ação dos últimos anos.

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Kratos mudou. e com ele, God of War. Este é o primeiro jogo da saga criado de raiz para a PlayStation 4, e surge cinco anos depois do último capítulo, God of War: Ascension. Para trás ficaram sete jogos (dois de PS2, dois de PSP, dois de PS3, e um móvel) que seguiram sempre a mesma fórmula - mitologia grega, sistema de câmara fixa, e ação rápida à base de combinações de golpes. Um enorme legado, cheio de momentos épicos, muita violência, e a estória de vingança de homem - um deus - contra os seus congéneres do Olimpo.

Este God of War marca uma separação drástica em relação a esse legado, a todo os níveis, mas o protagonista mantém-se. Vão novamente jogar como Kratos, filho de Zeus e antigo Deus da Guerra, mas agora no reino de Midgard. A ação passa-se muito anos depois dos eventos trágicos de God of War III, e nesse tempo, Kratos seguiu em frente como pôde e até começou uma nova família. O jogo arranca logo após a morte da nova esposa de Kratos, o que o deixa como único responsável pelo filho Atreus. Pai e filho decidem partir numa jornada para levarem as cinzas da esposa ao topo da montanha mais alta, já que esse era o seu desejo. Esta é a principal premissa do jogo. Não é uma estória de vingança, e não é uma estória para salvar o mundo. É uma jornada muito íntima e pessoal para ambos.

Pelo meio vão conhecer outras personagens, re-descobrir um pouco do passado de Kratos, e acima de tudo, desenvolver a relação de pai e filho entre Kratos e Atreus. Esse é o grande foco desta estória. É a aventura de um pai e um filho, que ao longo de largas horas de jogo, se descobrem de formas surpreendentes. Não é uma estória muito emocional, mas é interessante, e é uma jornada que vale a pena acompanhar.

Kratos já não o deus em fúria de God of War III, completamente cego de raiva e sem respeito pela vida humana. Em parte, Kratos pareceu quase um vilão em God of War III. Neste novo jogo, Kratos está mais calmo e ponderado, mas não esperem uma mudança de 180º. Continua a ser extremamente antipático, rude, e agressivo, e sempre que ajuda alguém, é por conveniência própria, ou por acidente. Atreus ajuda a balançar essa atitude. Jovem, mostra-se bem mais entusiasmado pela aventura e por conhecer outras pessoas. Inocente, tenta também ser prestável e ajudar sem pensar no que pode ganhar com isso. É uma mistura que funciona bastante bem ao longo de toda a narrativa.

God of War

Então e os deuses? O novo God of War é baseado na mitologia nórdica, onde se incluem Thor, Odin, Loki, Freya, e Baldur, entre muitos outros. Se vão ver algum deus durante o jogo? Sim, vão, ou não seria um God of War, mas nota-se que é o início de uma nova linha de jogos. Não esperem de imediato invadir Asgard para derrotarem todos os deuses nórdicos - não é God of War III. Além dos deuses, existem muitos outros elementos da mitologia nórdica presentes no jogo. A ponte dos nove reinos e o Bifrost, as valquírias e os elfos, a serpente do mundo, e claro, os draugr - zombies vikings, basicamente. Existem muitas referências, muitas surpresas, e muito conteúdo à vossa espera.

Vão visitar várias localizações durante esta aventura, mas God of War não é um jogo em mundo aberto. É uma aventura completamente linear, ainda que não existam ecrãs de loading, e seja necessário revisitar áreas. O caminho a seguir é sempre bastante direto, mas o jogo está recheado de áreas escondidas e segredos. Existem dezenas de colecionáveis, recursos, baús, e vários tipos de desafios para ultrapassarem - incluindo algumas das batalhas mais difíceis do jogo. Em cima disso também existem puzzles, enigmas, mapas de tesouro, e missões secundárias (aqui referidas como favores), além de mini-masmorras secretas. God of War é um jogo massivo, provavelmente mais longo que a trilogia original junta, apesar do mundo em si ser bastante linear. A única área que é aberta é um enorme lago, que se explorarem com o barco, permite aceder a pequenas ilhas, embarcações naufragadas, cidades em ruínas, e templos dos deuses.

God of War inclui também alguns elementos do género Metroidvania, no sentido em que envolve o recuo para áreas já visitadas. Conforme desbloqueiam novas habilidades e capacidades, vão conseguir aceder a áreas ou objetos que até aí não conseguiam. Para isso podem aceder a um sistema de viagem instantânea, embora só fique disponível na sua plenitude depois de muitas horas de jogo.

Este novo capítulo na PS4 marca uma mudança no estilo narrativo, na estrutura de jogo, no tema do mundo, e acima de tudo, na jogabilidade. Se os jogos anteriores eram frenéticos e com combate à base de combinações de golpes, o novo God of War é bem mais pessoal, lento, e tático. Em vez da câmara com ângulos fixos existe uma câmara móvel posicionada perto do ombro de Kratos, e em vez das versáteis lâminas dos jogadores anteriores, estarão acompanhados de um poderoso machado. Este machado, Leviathan, é mágico. Além de incluir dentro de si o poder do gelo, pode ser invocado por Kratos a qualquer momento, pressionando o triângulo. Isto significa que o podem arremessar a um inimigo, e rapidamente o chamar de volta.

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