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análises
Tiny Metal

Tiny Metal

Um sucessor digno de Advance Wars?

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Tiny Metal é um jogo muito peculiar, já que é o primeiro título ligado à Sony publicado numa consola Nintendo desde os dias da Super Nintendo. Tiny Metal foi produzido pela Area 51, e publicado pela Sony Music Entertainment (um departamento diferente da SCEU, mas ainda assim, é a Sony). Trata-se de um jogo com fortes influências de Advance Wars, que combina combates por turnos com um estilo visual de animação.

Luja Lindberg, coronel do Império de Artemisia, está desaparecido. Na sua ausência, o tenente Nathan assumiu a liderança do Império, que é atacado por Zipang, uma nação concorrente que nos lembra o Japão. Nathan consegue aguentar a primeira vaga do ataque, e em vez de esperar pela segunda investida, decide partir para a ofensiva. Para isso contrata a ajuda dos White Fang, um grupo de mercenários liderados pela guerreira Wolfram. É este o mote para Tiny Metal, e embora exista exposição (alguma obrigatória, outra opcional), tudo o que se segue é algo cliché e previsível.

O enredo desenvolve-se lentamente, com vários momentos e conversas de pouco interesse. O facto de apenas existirem vozes em japonês, não irá incomodar alguns jogadores, mas nós preferimos perceber o que as personagens estão a dizer. O mais estranho é que existem algumas vozes em inglês, mas só surgem durante a jogabilidade em si. Seja como for, terão de ler muito nesta estória de Tiny Metal.

Esta estranha mistura de japonês com inglês sugere que a equipa não terminou a produção do jogo, e esse sentimento é reforçado com a ausência do modo online, que o menu refere como "para breve". Existe um modo Skirmish, que permite ultrapassar 56 missões isoladas, mas só podem enfrentar a inteligência artificial. Esperemos que cumpram a promessa e acrescentem multijogador, porque é um formato que se adequa bem a disputas entre jogadores.

A jogabilidade será familiar a quem jogou os Advance Wars. O mapa é dividido em quadrados, por onde podem mover as unidades por turnos. O mapa em si está tapado por "nevoeiro de guerra", e as unidades só podem ver um certo espaço junto de si (dependendo da unidade). Esta escolha acaba por ser prejudicar o combate, já que é difícil planear algo quando a visibilidade é tão limitada. As batalhas acabam assim por se tornarem mais num jogo de reações do que planeamento, e exige algumas rondas para que o jogador aprenda o cenário onde está a lutar - quase uma mecânica de tentativa e erro.

Em Tiny Metal não vão construir estruturas, mas antes capturá-las. As unidades terrestres são construídas num edifício que parece um armazém, uma torre trata das unidades aéreas, e uma espécie de observatório desbloqueia os "heróis", versões mais poderosas das outras unidades. Ora, nada isto é dito ao jogador. Basicamente têm de capturar um edifício, e só depois percebem o que podem fazer com ele - mais um elemento de tentativa e erro.

As estruturas do inimigo não podem ser destruídas, mas existe uma forma de as neutralizar -
posicionando uma unidade em cima da estrutura. Se colocarem um tanque em cima do 'armazém' inimigo, já não será capaz de produzir mais unidades desse tipo. Considerando que o objetivo da maioria das missões passa por destruir todas as unidades, prevenir a sua construção é naturalmente uma tática interessante. Este é mais um elemento que descobrimos sozinhos, sem qualquer tipo de informação por parte do jogo.

As unidades em si funcionam num esquema de pedra/papel/tesoura, mas como o jogo não é particularmente complexo, normalmente basta construir algumas unidades para bloquear as estruturas inimigas, e alguns tanques para destruir o resto. Existem outras unidades, obviamente, mas Tiny Metal não é muito exigente ao nível de táticas e micro/macro gestão. O facto de funcionar à base de turnos torna Tiny Metal num jogo lento, excessivamente lento. Tudo começa ainda antes dos combates, com longas corridas de texto que tentam contextualizar as missões. Depois, as batalhas tendem a decorrer ao longo de vários minutos, por vezes até mais de uma hora. O facto de ser possível salvar a qualquer momento, atenua esse problema.

Não temos grandes queixas em relação ao som de Tiny Metal, mesmo que também não tenhamos grandes elogios a fazer. A banda sonora e os efeitos sonoros cumprem a sua função, mas é preciso considerar as vozes em japonês, como já referimos. Visualmente, Tiny Metal tem também alguns problemas. É tudo colorido e simples, o que por si só não é negativo, mas este detalhe minimalista por vezes dificulta a distinção das unidades. Mais especificamente em relação à versão de Nintendo Switch, onde jogámos, há também a relatar algumas quebras na fluidez, sobretudo ao nível das sequências de vídeo.

Tiny Metal pode ser um divertido jogo de estratégia por turnos, mas está longe de ser um sucessor digno de Advance Wars, e fica muito aquém de jogos como Xcom 2 e Mario + Rabbids, por exemplo. Com opções do género bem superiores, e as falhas que referimos em cima, torna-se mais difícil recomendar Tiny Metal. Talvez se forem mesmo fãs do género e o apanharem numa boa promoção...

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06 Gamereactor Portugal
6 / 10
+
Um regresso saudoso aos combates por turnos. Podem salvar praticamente a qualquer momento.
-
Visualmente abaixo das expetativas. Narrativa aborrecida. Só tem vozes em japonês. Batalhas longas. Algumas funções estão ausentes.
overall score
Esta é a média do GR para este jogo. Qual é a tua nota? A média é obtida através de todas as pontuações diferentes (repetidas não contam) da rede Gamereactor