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análises
Animal Crossing: Pocket Camp

Animal Crossing: Pocket Camp

Parecia o conceito ideal para adaptar a plataformas móveis.

  • Texto: Clover Harker

A série de Animal Crossing é bastante adorada por vários fãs da Nintendo, em particular pela sua simplicidade e charme. Nos primeiros jogos da série os jogadores eram transportados para uma vila sossegada, onde podiam ter uma vida tranquila a apanhar fruta, plantar flores, pescar, e recolher insetos. Sim, em cima disso estão a dever dinheiro a um guaxinim chamado Tom Nook, pela casa que vos vendeu, mas podem pagar essa dívida quando quiserem. Também podem comprar mobília e roupas, interagir com outros animais humanóides, e penhorar tesouros ou itens que encontrem. Caso se tornem amigos dessas personagens, vão receber uma foto sua, como prova da sua amizade incondicional. É uma estrutura simples, sem a intensidade e espírito competitivo de tantos outros jogos, e com Pocket Camp, a ideia era passar essa experiência para as plataformas móveis.

O jogo foi construído nessa estrutura típica, embora ainda mais simples para acomodar a natureza da do estilo de jogo móvel. A aldeia deu lugar a um acampamento, a casa foi substituída por uma roulote, e em vez de deverem dinheiro a Tom, estão a dever a um grupo de três pinguins italianos. À semelhança dos outros títulos, podem decorar e personalizar a roulote, mas não nos sentimos muito motivados a fazê-lo. Se nos anteriores ainda podem convidar vizinhos, em Pocket Camp não existe nada de interessante para fazer na roulote. Fora da casa com rodas, podem visitar pequenas ilhas e praias - mas "pequenas" é mesmo a palavra chave. Não existe quase nada para ver ou explorar, mas podem pescar, caçar insetos, e apanhar fruta. É tudo muito fácil, e pescar um peixe é tão simples quanto carregar no ecrã quando a mensagem aparece.

Cada ilha tem dois visitantes de cada vez, que rodam com frequência, e cada visitante é um outro jogador aleatória. Podem visitar o seu acampamento, se quiserem, e congratulá-lo pelo seu trabalho. No mundo real, entrar na roulote de um desconhecido no meio do mato, talvez não seja uma decisão inteligente, mas no mundo inofensivo de Animal Crossing, não existem intenções sinistras. Existe também uma caixa para vender itens a outros jogadores, mas como são tão fáceis de apanhar, não nos parece muito útil. Os jogadores não têm de estar online para os visitarem, mas também muda muito se estão ou não. Não existe quase nada para fazer, a não ser congratular o nosso hospedeiro, e isso não tem qualquer efeito prático.

Outros visitantes são naturalmente os animais humanoides controlados pela inteligência artificial. Podem fazer amizade com estas personagens, tal como o faziam no passado, oferecendo-lhes objetos ou fazendo-lhes favores. Isto também vos dará acesso a materiais, que podem usar para criar mobília e acessórios no ferreiro do acampamento. Aqui podem reconhecer várias caras familiares dos jogos anteriores, como Cyrus e as irmãs Able, que vendem roupa. Até podem comprar mobília aos netos de Tom Nook.

Em Pocket Camp podem ver qual é o estado da vossa relação com uma personagem, e se a relação for alta o suficiente, podem convidá-la para o vosso pequeno local. Antes de cada visita, contudo, o animal em questão irá entregar-vos uma lista de requisitos para a visita. Cada personagem tem o seu gosto muito pessoal, que pode ir de um estilo engraçado a desportista, por exemplo. Quanto mais próximo um acampamento estiver dos gostos do visitante, melhor será a recompensa que vos irá oferecer. Uma vez convidados, os animais ficam no acampamento indefinidamente, a não ser que os dispensem - mas podem convidá-los de volta.

Animal Crossing: Pocket Camp tem um modelo free-to-play, o que significa que também tem micro-transações. Podem comprar Leaf Tickets, que são itens que aceleram as encomendas de mobília, ou que preenchem os requisitos necessários caso não tenham os materiais necessários. Podem conseguir estes Leaf Tickets simplesmente jogando, mas o tempo de espera tende a alagar-se.

Existem incentivos para os jogadores gastarem dinheiro real, mas percebemos isso. É um jogo free-to-play, logo é natural que seja desenhado dessa forma. O que nos desiludiu neste Animal Crossing é a aparente falta de charme a que a série nos habituou. Ao contrário do ambiente cheio de vida e curioso dos jogos anteriores, a experiência em Animal Crossing: Pocket Camp tende a ser mais repetitiva e banal. Acreditamos que existe aqui potencial para fazer muito mais e melhor, e considerando a forma como os jogos móveis evoluem, temos esperança que a Nintendo aproxime mais a experiência desse potencial.

O maior elogio que podemos fazer a Animal Crossing: Pocket Camp, é que é fácil de pegar e jogar. É um jogo acessível, com um grafismo engraçado mas pouco exigente, e que parece estar bem optimizado. Até os ecrãs de loading são curtos, o que ajuda a uma experiência imediata. Infelizmente, só isso não chega. O jogo precisa claramente de ser mais do que é neste momento, e se a Nintendo não meter mãos à obra, será difícil tornar Animal Crossing num jogo relevante para o mercado móvel.

Animal Crossing: Pocket CampAnimal Crossing: Pocket Camp
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06 Gamereactor Portugal
6 / 10
+
É acessível, com caras familiares e uma jogabilidade relaxada. Bom potencial.
-
Torna-se repetitivo com grande rapidez. Falta-lhe o encanto habitual de Animal Crossing.
overall score
Esta é a média do GR para este jogo. Qual é a tua nota? A média é obtida através de todas as pontuações diferentes (repetidas não contam) da rede Gamereactor