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análises
Doom

Doom - Switch

Uma adaptação inferior, mas funcional, de um excelente FPS.

  • Texto: David Selnes

Se há um ano nos dissessem que estaríamos a jogar Doom numa consola portátil da Nintendo, não acreditaríamos, mas aqui está, o Doom de 2016 a correr na Nintendo Switch e com todo o conteúdo da versão original. Para um olhar mais aprofundado ao jogo em si, podem ler a nossa análise original, enquanto que aqui procuraremos centrarmos-nos no que está diferente na versão Nintendo Switch.

O jogo corre com uma resolução dinâmica de 720p, tanto em modo TV, como em modo portátil, reduzindo a resolução quando a ação se torna demasiado intensa. Isto tem, naturalmente, impacto na qualidade gráfica do jogo. É impossível não comparar esta versão de Doom com a que saiu há um ano para PC, PS4, e Xbox One, e visualmente existem bastantes compromissos. Além da resolução, a qualidade das texturas, das sombras, e da iluminação, são bastante inferiores. O resultado, sobretudo na televisão, é uma experiência mais borrada e desfocada. São compromissos esperados, considerando a diferença do hardware que existe entre a Switch e as outras plataformas, mas existem outros compromissos além do grafismo.

Doom, nas outras versões, corre a 60 frames por segundo, permitindo desfrutar de uma jogabilidade fluída, intensa, e frenética. Na versão Switch, o jogo corre a um máximo de 30 frames por segundo, ou seja, metade da fluidez, e mesmo assim, existem momentos em que se torna ainda mais lento. Ou seja, tecnicamente, Doom na Nintendo Switch é uma experiência inferior que nas outras plataformas. Mas é um mau? Não, continua a ser um jogo bastante divertido. O facto de incluir todo o conteúdo - armas, inimigos, níveis, banda sonora (fantástica), e segredos - é um grande trunfo por si só. Afinal de contas, esta é a única versão realmente portátil do jogo.

Existe mais uma queixa que é necessário deixar aqui, relativa aos Joy-Con. Os comandos base da Switch funcionam bem para a maioria das experiências que estão na consola, mas num jogo de ação na primeira pessoa, com este grau de intensidade, não são tão precisos quanto desejaríamos. Funcionam, mas poucos jogos justificam tanto uma mudança para o comando Pro como Doom.

A campanha de Doom é estupenda, misturando eficazmente os conceitos de antigamente com uma experiência modernizada. Doom é um jogo de ação na primeira pessoa "à antiga", no sentido em que requer movimento e perícia por parte do jogador. Isto não é Call of Duty ou Battlefield, não é um jogo para estarem escondidos a apontar ao longe, nada disso. É ação intensa, "na cara" dos demónios, onde os inimigos são grandes, e as armas ainda maiores. E se quiserem, até existe algo mais para fazer além da campanha.

A versão Switch também inclui o modo multijogador, que tem a particularidade de ser um dos poucos do género que existem na consola. O modo online tem de ser descarregado para o cartão ou para a memória da consola, logo fica já esse aviso, e também é mais exigente em termos técnicos que a campanha a solo. Reparámos em pormenores gráficos ainda mais baixos, e a fluidez da jogabilidade quebrou com mais frequência, mas ainda assim foi divertido. Também importante, pelo menos quando experimentámos, não tivemos problemas em encontrar com quem jogar online. Há ainda a destacar o facto desta versão Switch incluir todos os mapas e conteúdo extra que não vieram de raiz nas outras versões, o que é outro bónus apreciável.

Pensar que se podia ter Doom na Nintendo Switch como nas outras plataformas, era um sonho impossível, mas para sermos honestos, nem sequer acreditávamos que o jogo pudesse estar na consola como está. É uma conversão bastante razoável da Bethesda, suficiente para justificar a recomendação a quem aprecia o género, embora seja claramente a versão inferior do jogo. Se tiverem as outras plataformas, recomendamos-lo naturalmente nessas consolas ou no PC, mas se só têm a Nintendo Switch, é uma boa proposta para amantes do género.

Doom
DoomDoomDoom
07 Gamereactor Portugal
7 / 10
+
Ter este Doom em formato portátil é impressionante. Mantém-se razoavelmente estável. Inclui todo o conteúdo. É um FPS à antiga, mas modernizado.
-
Inferioridade gráfica. Por vezes não é fácil ler os textos. Existem momentos em que a fluidez quebra. Está a 30 frames por segundo.
overall score
Esta é a média do GR para este jogo. Qual é a tua nota? A média é obtida através de todas as pontuações diferentes (repetidas não contam) da rede Gamereactor