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análises
The Elder Scrolls V: Skyrim

The Elder Scrolls V: Skyrim - Nintendo Switch

Um dos melhores RPG de sempre, agora em formato portátil.


E vão oito, oito versões de The Elder Scrolls V: Skyrim que a Bethesda lançou até ao momento. Existem as três versões originais de PC, PS3, e Xbox 360, mais a Legendary Edition de PS4, Xbox One, e PC, a versão de realidade virtual do PSVR, e agora, a versão de Switch. A Bethesda soube capitalizar o sucesso deste fantástico RPG, ainda que nos pareça que por vezes se excedem. Ter um jogo desta categoria na Nintendo Switch é uma proposta atraente, mas cobrar € 59.99 por um jogo com seis anos e sem novidades, é excessivo. Ainda assim, se nunca jogaram The Elder Scrolls V: Skyrim - o que é provável se só tiveram consolas Nintendo -, ainda vão a tempo de descobrir uma das maiores aventuras dos videojogos.

The Elder Scrolls V: Skyrim é um RPG genuíno, no sentido em que vão realmente participar num "Role Playing Game" - um jogo de faz de conta, se preferirem. Podem criar uma personagem a partir do zero, sem passado, e a partir daí constroem a aventura que quiserem. Podem participar na guerra civil entre os Imperials e os Stormcloack, assumir o papel de um assassino para a Dark Brotherhood, ou tentar a sorte na guilda dos magos. Até podem ser um lobisomem ou um vampiro, se quiserem. As possibilidades são tremendas, e nenhum jogo moderno oferece tamanha liberdade de escolha ao jogador em termos do que pode ser. Isto cria momentos de incoerência na estória, mas é um preço a pagar por tamanha liberdade.

Em termos de jogabilidade, podem jogar de forma furtiva com um arco e flecha, podem controlar um escudo e uma espada, equipar um machado gigante, ou atirar bolas de fogo das mãos. Até podem invocar os mortos e convencer os vivos de que são amigos. Ou então podem fazer tudo isso e muito mais. A escolha, novamente, é do jogador.

Mas se conhecem minimamente The Elder Scrolls V: Skyrim, já sabiam tudo isto. Se é o caso, mais importante será saber como está o jogo na Nintendo Switch, particularmente em termos técnicos. Como devem calcular, não está à altura das versões mais recentes de PC, PS4, e Xbox One. Graficamente existem menos detalhes no ecrã, sobretudo no exterior. O número de flores, texturas no solo, e outros pormenores semelhantes, é consideravelmente menor, sobretudo à distância. O jogo é também menos definido. Não sabemos exatamente qual é a resolução de Skyrim na Switch, mas comparando a versão PS4 e a versão Switch numa TV grande, a diferença é evidente. A versão Switch é menos definida, o que cria um efeito meio desfocado da imagem. A situação melhora em modo portátil, provavelmente devido à dimensão reduzida do ecrã. Neste modo, Skyrim na Switch não parece tão mau como no modo TV, à semelhança do que tinha acontecido com Doom.

Felizmente o jogo pareceu-nos bastante estável e fluido, dentro dos 30 frames por segundo. Não jogámos o jogo todo, mas durante as horas que jogámos não nos apercebemos de abrandamentos bruscos, ou algo que prejudicasse a jogabilidade. Apreciámos também a rapidez dos loadings, que na versão da geração anterior eram terríveis.

The Elder Scrolls V: Skyrim é por si só um jogo tremendo, com capacidade para passar facilmente as 100 horas de jogos, e esta versão inclui as três expansões oficiais: Hearthfire, Dawnguard, e Dragonborn. A primeira envolve a construção de casas, onde o jogador pode morar com a sua família, se desejar fazê-lo. Dawnguard é uma estória de vampiros e magia oculta, enquanto que Dragonborn decorre num mapa novo e envolve a mística por trás dos dragões e da sua ligação ao jogador. Por outras palavras, Skyrim é potencialmente o jogo mais longo da Nintendo Switch, maior até que The Legend of Zelda: Breath of the Wild.

A versão Nintendo Switch tem ainda algumas particularidades, como os controlos à base do sensor de movimentos. Pessoalmente, não somos fãs deste tipo de controlos, mas se apreciam, podem apontar o arco e executar golpes com os Joy-Con. Caso contrário aconselha-se o comando Pro. Jogar tradicionalmente com os Joy-Con é possível, mas a sensibilidade dos analógicos não é a melhor para este tipo de jogos (já não tínhamos gostado em Doom).

Outra função única para esta versão é o suporte dos Amiibos. Como provavelmente já viram no trailer, existe uma armadura, um escudo, e uma espada de Link, de The Legendo of Zelda, no jogo. Podem descobrir estes itens no jogo em si, mas em alternativa podem usar Amiibos relacionados com Zelda para terem uma hipótese de os descobrirem em baús especiais.

A situação de The Elder Scrolls V: Skyrim é semelhante à que já se tinha passado com Doom. Tecnicamente está longe de alcançar a qualidade das versões PC, PS4, e Xbox One, mas tem o atrativo de ser a única versão realmente portátil do jogo (desculpem, mas na nossa opinião um laptop não conta como "portátil"). É um RPG fantástico, apesar de ser datado em várias áreas, com muitas horas de jogo. Se nunca o jogaram, mas apreciam o género, vale a pena considerar a sua aquisição, mas se já gastaram horas de jogo em Skyrim, têm de ponderar se a portabilidade desta versão justifica um investimento de mais 60 euros.

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08 Gamereactor Portugal
8 / 10
+
A promessa de Skyrim portátil é cumprida. Inclui as expansões. Jogo massivo com grande liberdade..
-
60 euros é caro para um jogo com seis anos. Visual algo borrado, sobretudo jogado em modo TV. Mods ficaram de fora. Começa a ser bastante datado em algumas áreas.
overall score
Esta é a média do GR para este jogo. Qual é a tua nota? A média é obtida através de todas as pontuações diferentes (repetidas não contam) da rede Gamereactor