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Destiny 2

Destiny 2

Cinquenta horas depois, sentimos que podemos classificar Destiny 2.

  • Texto: im Orremark

Destiny 2 é um jogo com contornos peculiares, logo merece algum contexto adicional em termos de transparência. Poucas semanas antes do lançamento, visitámos a Bungie para jogarmos uma enorme fatia de Destiny 2. Foram mais de 20 horas de jogo que permitiram ver muito do que esta sequela tem para oferecer, ainda que insuficientes para realizar uma análise. Agora, com a versão final, investimos mais 30 horas de jogo, e com 50 a 55 horas passadas em Destiny 2, sentimos-nos confortáveis para o classificar. Esta é também uma análise realizada por quem jogou dezenas de horas do original, um artigo que será mais indicado para os fãs do primeiro que possam. Se preferem uma perspetiva fresca, de alguém que só agora entrou em Destiny 2, cliquem aqui.

Como acontece com outros jogos online, que partilham características com o género MMORPG, Destiny 2 é o tipo de jogo que para muitos só começa depois de alcançarem nível máximo (20) e de concluírem a estória. Será esse conteúdo de fim de jogo que irá manter os jogadores investidos a médio e a longo prazo, e é a esses que a Bungie terá de alimentar ao longo do tempo -a começar já na quarta-feira, com a introdução do Raid. O que está no jogo, contudo, é suficiente para chegarmos a uma conclusão, e deixa uma grande promessa para o que pode ser o futuro de uma aventura que só agora começou.

Um elemento que melhorou significativamente em relação ao original foi a estória. Não é brilhante, mas é simples e interessante, com personagens memoráveis e bem escritas. É também uma estória que beneficia de valores de produção elevados, sobretudo ao nível de sequências cinemáticas, direção, atores, e banda sonora. O argumento funciona também para recolocar todos os jogadores no mesmo patamar, sejam novatos ou veteranos, arrancando com um ataque à Torre (a área central) do primeiro jogo. Graças a um sistema de memórias muito bem desenhado, esta primeira missão de Destiny 2 consegue tornar a estória muito pessoal para os fãs do original, e mesmo para quem não jogou, é fácil perceber o que aconteceu e quais as consequências.

Ghaul, ao comando da Red Legion dos Cabal, invadiu a Terra e destruiu a Torre. Pior ainda, aprisionou o Traveler e apagou a luz que alimenta os poderes dos Guardiões (jogadores). Pouco tempo depois, já longe da cidade, o jogador vai encontrar um grupo de resistentes, e juntos terão de planear como derrubar Ghaul. A estória é muito simples em termos de consequências, urgência, vilões, e estrutura. Tem princípio, meio, e fim, e isso é muito mais do que podemos dizer do primeiro jogo, sobretudo aquando do lançamento original. Apreciámos também a qualidade do elenco, composto por várias personagens memoráveis. Além do núcleo duro da estória, cada planeta inclui uma personagem central com quem vão interagir, e com quem podem melhorar a reputação para receberem recompensas valiosas. São personagens tão interessantes, que chega a ser lamentável que não existia um investimento maior no seu passado e presença, algo que supomos que será corrigido no futuro com a introdução de mais conteúdo.

Se jogaram Destiny, vão sentir-se imediatamente em casa com a jogabilidade. A excelência dos tiroteios, a verticalidade dos movimentos, e a importância das armas, são elementos que continuam bem vivos na sequela. Em termos de classes, são as mesmas três - Warlock, Titan, e Hunter -, e cada uma tem acesso a uma nova sub-classe. O Warlock pode assumir o papel de Dawnblade, o Hunter tem o Arcstrider, e o Titan o Sentinel. Não são uma revolução para as classes, mas mudam elementos suficientes para que ofereçam novas abordagens. Cada jogador terá de conhecer primeiro a nova sub-classe, e só depois terá acesso às duas antigas, mas todo o sistema de classes foi simplificado. Várias complicações desnecessárias e escolhas inconsequentes foram retiradas, e o que têm agora são formas muito diretas de modificar o foco e o propósito de cada subclasse. Querem uma granada de grande dano destrutivo com pouco alcance, ou uma granada mais fraca, mas com um raio de explosão superior? São escolhas deste género que terão de fazer.

Navegar o menu das subclasses, selecioná-las, e modificá-las, é um processo que se tornou mais direto, acessível, e simples, e uma grande fatia das novidades da sequela envolve essa filosofia. Em muitos aspetos, a qualidade de vida do jogador foi melhorada, e algo tão simples quanto um mapa com ícones, é apenas o exemplo de algo teoricamente pequeno que acaba por ajudar muito o jogador. Cada um dos mundos tem agora missões secundárias (aventuras), tesouros marcados no mapa, áreas escondidas, e eventos públicos. Mesmo que não conheçam o jogo anterior, não devem ter dificuldades para se orientarem nos mundos e na estrutura de Destiny 2. Quanto aos planetas, podem explorar Terra, Io, Nessus, e Titan, e ainda que não sejam mundos abertos, todos têm vistas impressionantes.

O progresso da personagem segue de perto o que já emíxistia no jogo anterior. Ao matarem inimigos e concluírem missões, vão receber pontos de experiência, que eventualmente permitirão subir de nível. Em poucos dias podem alcançar o nível máximo, 20, mas é aí que começa o verdadeiro progresso da personagem. Além do nível, têm de subir o vosso poder, que corresponde ao equipamento que têm equipado. Várias das tarefas mais avançadas do jogo, como Nightfall, Trials of the Nine, e o Raid que está para chegar, requerem um mínimo de poder para serem ultrapassados, e terão de trabalhar para ganharem novas armas e peças de armadura. Também podem ganhar vários itens secundários, incluindo pinturas (agora são consumíveis), modificações, bandeiras, naves, e até Sparrows (parecem as motas do Wipeout).

Muito do conteúdo do jogo pode ser completado a solo, mas existem outras atividades que requerem um grupo. Os Strikes são missões intensas para grupos de três jogadores, que se passam em áreas fechadas a outros jogadores. A estrutura é normalmente a mesma, culminando com um boss massivo para ultrapassarem, mas os dois Strikes disponíveis em Destiny 2 são bem mais dinâmicos do que a maioria do primeiro jogo. Ainda existem momentos de entrar numa sala, ativar algo, e matar tudo que mexe, mas não são tão frequentes. E claro, aqui podem ganhar excelentes armas e armaduras para a vossa personagem.

Se, por outro lado, preferem algo um pouco mais competitivo, podem tentar a vossa sorte no Crucible. A mudança de 12 para 8 jogadores por partida (4x4) tornou os jogos mais focados e intensos, e já existe uma boa seleção de modos e mapas para distrair o jogador. Podem jogar com um grupo de desconhecidos, tal como os Strikes, mas também aqui vão beneficiar imenso de partilhar a experiência com um grupo de amigos.

Destiny 2 ainda agora começou, e o jogo que vamos ter daqui a um ano será certamente diferente do que temos agora, mas o conteúdo que está presente neste momento é já bastante tempo. A jogabilidade está polida ao pormenor, a campanha de estória tem grandes valores de produção, e existe muito para fazer logo à partida - muito mais do que havia quando o original foi lançado. Por vezes existe algum sentimento de repetição, e de "já vi e fiz isto", sobretudo para quem passou dezenas de horas no primeiro jogo, mas Destiny 2 é muito forte enquanto pacote. Talvez não seja a revolução ou o jogo que alguns esperavam, mas se o que queriam era um Destiny novo e melhor, então é precisamente isso que vão encontrar.

Destiny 2Destiny 2
Destiny 2Destiny 2Destiny 2
09 Gamereactor Portugal
9 / 10
+
Excelente design. Bom grafismo. Personagens memoráveis. Estória empolgante. Jogabilidade muito sólida. Banda sonora de topo.
-
Pode ser excessivamente familiar. Algumas personagens mereciam mais tempo de antena.
overall score
Esta é a média do GR para este jogo. Qual é a tua nota? A média é obtida através de todas as pontuações diferentes (repetidas não contam) da rede Gamereactor