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análises
Life is Strange: Before the Storm

Life is Strange: Before the Storm - Episódio 1

Regressar a Arcadia Bay foi como voltar a casa.

  • Texto: Bengt Lemne

Life is Strange: Before the Storm é uma prequela ao primeiro jogo, durante um período em que a protagonista anterior, Max, está ausente de Arcadia Bay. O primeiro episódio, de três, já está disponível, e arranca com um concerto. Chloe, que conhecemos no jogo anterior como a melhor amigo de Max, está prestes a visitar o The Mill, um local velho onde vai assistir à banda Firewalk. Nestes minutos iniciais 'grafitámos' uma roulote, enganámos um segurança, discutimos com uns tipos mal encarados, e conhecemos finalmente Rachel Amber. Rachel estava desaparecida no primeiro jogo, e era a melhor amiga de Chloe na ausência de Max. Before the Storm pretende mostrar como tudo aconteceu.

Caso ainda não tenham percebido, Before the Storm foi produzido por um estúdio diferente. A Don't Nod, produtora original, está neste momento ocupada a produzir um RPG de vampiros, Vampyr, e a trabalhar em Life is Strange 2. Isso significa que esta prequela foi entregue à Deck Nine Games, outro estúdio que pertence à Square Enix, editora do jogo. Ainda assim, a equipa trabalhou próximo com a Don't Nod, e embora a voz original de Chloe, Ashly Burch, não regresse para interpretar o papel (devido a uma greve de atores), participou como guionista e conselheira.

Life is Strange: Before the Storm arranca três anos antes dos eventos do jogo original, e de certa forma beneficia do conhecimento do jogador em relação à obra original. Se jogaram Life is Strange, sabem que Rachel é muito importante para Chloe, e desta forma podem perceber porquê. Também sabem que Chloe se tornou numa pessoa muito diferente do que era antes de Max partir, e Before the Storm também pretende mostrar o que levou à mudança. Dito isto, como alguém que jogou e adorou o jogo original, podemos dizer que voltar atrás para revivermos esta estória pareceu algo estranho, sobretudo porque já temos uma noção e sentimentos estabelecidos em relação a Chloe.

Podemos desde já afirmar que a Deck Nine Games conseguiu captar a linguagem visual de Life is Strange, e embora certos elementos pareçam mais estilo pintura que no original, e existam localizações novas, tudo encaixa bem no que nos lembramos de Arcadia Bay. Se não soubéssemos que a produtora mudou, provavelmente nem nos aperceberíamos. Sim, não é um jogo tão inovador e original como o primeiro, mas ainda oferece algumas escolhas difíceis, e mais importante que isso, continua a prender o jogador à estória e às personagens.

O objetivo deste primeiro episódio é claramente definir Chloe como personagem neste contexto. A sua situação escolar, e a sua relação com Rachel, a família, e os colegas. Percebemos a sua importância, mas como estamos a falar de uma estória partida em três partes, este episódio inaugural perde em termos de direção e drama. Não existe nenhuma tempestade do fim do mundo a caminho, nenhum apocalipse na agenda, apenas a vida problemática de uma adolescente que acabou de perder o pai, e que não está a responder da melhor forma. Depois deste episódio inaugural, estamos também divididos quanto à personagem de Rachel. Inicialmente, não gostámos da sua sua personalidade, mas à medida que a conhecemos melhor, a nossa opinião começou a mudar - ainda que não nos tenha conquistado.

Curiosamente, foram os elementos secundários deste primeiro episódio que mais nos agarraram. Existe uma cena deliciosa em que vão jogar um jogo de tabuleiro, e que é uma boa oportunidade para baixar um pouco as defesas de Chloe (ou pelo contrário, ser uma bastante fria para os seus amigos). Também gostámos da apresentação das mensagens, e da forma como as cartas de Chloe para Max, e outras curiosidades, foram tratadas pela produtora. Outro toque engraçado é o facto do objetivo principal aparecer escrito na mão de Chloe, algo que nos parece muito próprio da personagem. Como o primeiro Life is Strange, existem boas oportunidades para se deixarem perder um pouco no ambiente, nem que seja apenas a ouvir a excelente banda sonora. Não nos prendeu como o primeiro episódio do jogo original, mas é inegável que ainda existe aqui grande charme e personalidade.

Chloe não tem os poderes de recuar o tempo que distinguem Max e o primeiro jogo, mas existe algo novo, na forma de respostas rápidas que Chloe pode dar às outras personagens. É uma mecânica que encaixa bem na personalidade da protagonista, mesmo que não seja tão dinâmica quanto os poderes do tempo de Max.

Um dos elementos que mais gostámos em Life is Strange: Before the Storm foi encontrar caras conhecidas. Desde Joyce a David, de Nathan a Victoria, foi interessante perceber em que condição estavam estas personagens três anos antes de as termos conhecido pela primeira vez. E também podem aprender mais detalhes sobre William, o pai de Chloe, agora através da perspetiva da filha.

Life is Strange foi um produto que nasceu de forma natural, enquanto que Before the Storm deve ter sido criado para 'entreter' os jogadores entre o original e a sequela. É difícil afastar a sensação de que não estamos a jogar algo tão orgânica e genuíno quanto o original, mas se deixarem passar esse sentimento (ou se nunca o tiverem), vão possivelmente encontrar um jogo digno das vossas memórias de Life is Strange. Ainda é apenas o primeiro episódio, e por isso é algo lento, mas com apenas três partes, acreditamos que a próxima já será mais entusiasmante. Será que vai cumprir? Ainda estamos incertos, mas há definitivamente potencial. Como é habitual em jogos episódicos, agora só publicaremos a análise ao produto completo.

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07 Gamereactor Portugal
7 / 10
+
Retém o sentimento especial de Life is Strange. Voltar a contactar estas personagens é fantástico. Boa banda sonora.
-
Arranque lento para a temporada. Animações deviam ser melhores. Irrita que todas as personagens repitam como Rachel é especial.
overall score
Esta é a média do GR para este jogo. Qual é a tua nota? A média é obtida através de todas as pontuações diferentes (repetidas não contam) da rede Gamereactor