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Yonder: The Cloud Catcher Chronicles

Yonder: The Cloud Catcher Chronicles

Uma aventura colorida que tenta criar algo de único reunindo 'peças' de outros jogos.

  • Texto: Kim Orremark

Yonder: The Cloud Catcher Chronicles é um jogo perfeito para relaxar, independentemente da idade, mas perfeitamente ajustado aos mais novos. Tudo começa com uma viagem a bordo de um navio, que é rapidamente interrompida por uma tempestade. Depois de um encontro breve com uma entidade misteriosa, a nossa personagem (feminina ou masculina) acorda numa estranha ilha. Bem vindos à terra de Gamea, uma ilha com planícies lindas, personagens amigáveis, e alguns segredos para descobrirem.

O estúdio que criou Yonder: The Cloud Catcher Chronicles é a Prideful Sloth, composto por membros que trabalharam na Activision e na Rocksteady, entre outros. A equipa foi claramente beber inspiração a uma série de jogos, como The Legend of Zelda: Wind Waker, Don't Starve, e Stardew Valley, combinando esses ingredientes numa experiência única. Yonder é muitas coisas. É uma aventura e um jogo de exploração. É um RPG e um jogo de gestão de quintas. É tudo o que quiserem, já que a liberdade é quase absoluta e não existe qualquer tipo de urgência. Resta então saber se, por baixo de toda esta liberdade, existe alguma substância.

Assim que saímos da pequena gruta inicial, somos imediatamente brindados com uma visão deste mundo maravilhoso. Yonder utiliza um estilo gráfico de animação, a lembrar algo como The Legend of Zelda: Wind Waker, mas com um sistema de iluminação bastante razoável. O resultado é um grafismo que chama de imediato a atenção do jogador, apresentando-o com um mundo bastante acolhedor e convidativo.

Não precisam de seguir a missão principal, mas se o fizerem, em poucos minutos podem apanhar uma mão cheia de objetivos secundários. A maioria desses objetivos são apanhados na primeira aldeia que vão visitar, e envolvem reparar as docas, preparar uma quinta, apanhar alguns itens, e aprender a pescar. Nem tudo são flores e coisas fofas, também existem coisas sombrias na forma de trevas que cobrem algumas áreas. Para abrirem estas áreas têm de apanhar espíritos espalhados pelo cenário, e diferentes áreas requerem um diferente número de espíritos. Ou seja, para avançarem têm de encontrar estes espíritos, devidamente assinalados nos seus esconderijos com um brilho azul.

Como em Don't Starve e Stardew Valley, podem apanhar vários recursos no mundo, e têm acesso a ferramentas para interagirem com o que está à vossa volta. O martelo permite partir pedras, o machado corta árvores, a cana pesca, e a picareta mina, por exemplo. Tudo muito simples e eficaz. Existe também um sistema de criação de itens, e podem trocar objetos com comerciantes. "Trocar" é a palavra certa, porque não vendem ou compram objetos, trocam. Se quiserem um objeto com 30 de valor, têm de oferecer um item que também valha 30 ou mais. Cada aldeia e região tem necessidades diferentes, o que significa que numa aldeia a madeira pode valer mais que noutra, por exemplo. É um sistema relativamente complexo, porque ao início é difícil perceber se estamos a fazer um bom ou mau negócio. Quanto tudo o resto é simples, este sistema económico acaba por ser estranhamente complexo.

Existe muito para fazer em Yonder, incluindo a construção e gestão de uma quinta. Podem plantar sementes, orientar plantações, e até 'conquistar' animais que passam a viver na quinta (e que vos podem acompanhar nas vossas aventuras). Gamea é um local massivo, com oito distritos diferentes e boa variedade de ambientes, desde planícies a desertos, e de pântanos a praias tropicais. O que não existe em Yonder é combate. Não existem inimigos, e tecnicamente, não podem morrer (a menos que contem afogar, o que simplesmente teleporta a personagem para a margem). Este é um jogo muito calmo, para desfrutar sem stress, e isso pode tornar-se aborrecido para alguns jogadores.

Um aviso contudo. Durante a nossa aventura encontrámos alguns problemas técnicos, inclusive do tipo que nos obrigou a começar de novo. É algo inaceitável, que esperemos, seja corrigido em breve com uma atualização.

Em Yonder podem viver uma espécie de aventura tranquila, e podem passar algumas horas divertidas a procurar itens, a organizar recursos, e a cumprir tarefas para a população de Gamea, mas falta algo mais. Sem qualquer tipo de grande missão, urgência, e consequência, Yonder perde também o sentido de recompensa, e o interesse pode desaparecer rapidamente - algo que não acontece a Stardew Valley, por exemplo. Ainda assim, se o que procuram é uma aventura relaxante, com muitas tarefas para fazerem, Yonder vale a pena a consideração, sobretudo para alguém mais novo. Nota ainda para o facto de incluir localização para português do Brasil.

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06 Gamereactor Portugal
6 / 10
+
Mundo de jogo enorme. Muitas tarefas para fazerem. Atmosfera encantadora. Localização para português do Brasil.
-
Limitações técnicas. Ausência de uma narrativa real. Primeiras horas deviam ser mais focadas. Sistema de trocas bizarro.
overall score
Esta é a média do GR para este jogo. Qual é a tua nota? A média é obtida através de todas as pontuações diferentes (repetidas não contam) da rede Gamereactor