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Micro Machines: World Series

Micro Machines: World Series

Um clássico de corridas em miniatura, ressuscitado para a geração moderna.

  • Texto: Mike Holmes

Se, como nós, passaram parte da infância a brincar com Micro Machines - dentro e fora dos videojogos -, então este jogo está direcionado para vocês. Existe aqui um óbvio sentimento de nostalgia, e era precisamente esse o objetivo deste Micro Machines: World Series. Embora a licença de Micro Machines tenha estado ausente, este sub-género de corridas tem sido preenchido por outros nomes, como Toybox Turbos e Table Top Racing: World Tour, por exemplo.

A premissa é simples: conduzir carros em miniatura através de ambientes do dia-a-dia, que parecem enormes dado o tamanho reduzido dos veículos, e embora os dois jogos mencionados em cima tenham cumprido esse requisito, não conseguiram apagar as saudades que tínhamos dos velhinhos Micro Machines. Talvez só mesmo um título oficial de Micro Machines pudesse suplantar as nossas memórias antigas, e por isso existia alguma expetativa para ver este World Series em ação.

Infelizmente essas expetativas saíram defraudadas.

Começando pela maior falha, há a lamentar a ausência de modos de jogo. Não existe conteúdo e variedade suficiente para justificar o investimento que o jogo pede, como um modo estória engraçado, ou uma carreira apelativa. Infelizmente não existe qualquer tipo de infraestrutura deste género. Não nos interpretem mal, é divertido fazer corridas em mesas de snooker e evitar caixas de cereais, mas falta algo que segure essa jogabilidade a longo prazo.

Embora falta alguma carne no osso, existem claro alguns modos de jogo. As corridas são o prato principal, onde 12 carros lutam para chegar às primeira posições, e quando dizemos 'lutam', é a sério. Podem usar armas para atrapalhar os oponentes e atalhos para ganhar vantagem, num espírito de competição feroz. Os carros em si estão detalhados, como as pistas, bastante divertidas de circular. O seu design, contudo, é complicado, e nas primeiras tentativas podem ter dificuldades para ultrapassar algumas destas pistas. Para triunfarem realmente terão de passar por alguns momentos de grande frustração, e só quando decorarem as pistas terão hipóteses de vencer.

Como é natural, Micro Machines não tem uma jogabilidade muito realista, pelo contrário, é bastante "arcade". Os carros parecem flutuar um pouco, e controlam-se de forma muito diferente do que controlariam um carro num jogo de corridas tradicional. Requer prática, e vão precisar dessa experiência para ultrapassarem as curvas apertadas que vos esperam. A forma como o reaparecimento em pista funciona, em conjunto com os ataques constantes da IA ao jogador, implicam que a experiência de jogo pode ser bastante frustrante, mas é o tipo de jogo que se torna mais divertido depois de algumas horas.

Outro modo disponível é Elimination, onde os carros que saírem de pista, ou do ecrã, são eliminados. A corrida continua até restar apenas um carro no ecrã, que será declarado o vencedor. É um modo com um ritmo bizarro, com muitas paragens e recomeços, mas pode ser divertido com outros jogadores. Battle mode é outra alternativa, que se passa exclusivamente em arenas de combate. Aqui não vão estar a correr contra os adversários, mas a lutar contra eles, através de modos como Capture the Flag e King of the Hill. Mais uma vez, é um modo engraçado, que até permite desfrutar das capacidades dos veículos de outra forma.

Podem jogar estes modos em variante offline, local, e online, mas só irão ganhar pontos de experiência se jogarem online. Quando subirem de nível vão receber um caixote de conteúdo (Loot Crate), que inclui uma série de itens de personalização cosmética e auditiva, como frases e pinturas. Existem muitos itens para desbloquear, mas também podem comprá-los com créditos que ganham a jogar. A vantagem de jogar offline é a possibilidade de alterar uma série de parâmetros, que não estão disponíveis nas corridas 'a sério' do modo online.

Micro Machines: World Series é um jogo divertido, e os modos por si são competentes, mas olhando para Micro Machines: World Series como um todo, fica a sensação de que falta algo, sobretudo para o jogador solitário. Existe um grande foco na experiência online, mas uma grande fatia dos nossos jogos online acabou por incluir vários participantes controlados pela inteligência artificial, o que diz bem da quantidade de jogadores que estão online. Em cima disso temos ainda de referir algumas quebras notórias relacionadas com lag, que não costumamos sentir noutros jogos online.

Quando está no seu melhor, Micro Machines: World Series consegue ser bastante divertido, mas por pouco tempo. Sem outro tipo de estrutura, não nos parece que existam aqui incentivos suficientes para investir 30 euros numa experiência duradoura (jogos como Rocket League custam 20 euros, por exemplo). Não sabemos o futuro, e se a Codemasters reforçar Micro Machines com mais conteúdo, pode tornar-se numa proposta mais interessante, mas como está, não é a melhor aposta.

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06 Gamereactor Portugal
6 / 10
+
Os veículos e as pistas estão engraçados. Alguns modos divertidos.
-
Faltam modos de jogo. As corridas podem ser excessivamente frustrantes. Ligações forçadas ao online.
overall score
Esta é a média do GR para este jogo. Qual é a tua nota? A média é obtida através de todas as pontuações diferentes (repetidas não contam) da rede Gamereactor