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Arms

Arms

A Nintendo espera manter a Switch na ribalta com Arms. Será outra história de sucesso para a nova consola?

Arms é, na sua essência, um jogo de luta em arenas 3D onde enfrentamos um único adversário. Os combates decorrem com ataques combinados, submissões, golpes carregados e... basicamente é tudo, pelo menos à primeira vista. Como é óbvio, cada uma das 10 personagens é única no seu estilo de luta, padrão de movimento, design visual e história de fundo, e podemos usá-las em combates online, no modo Grand Prix para jogador individual ou combates versus offline.

Estruturalmente, o conteúdo é bastante familiar, mas Arms tenta compensar isto ao deturpar as nossas expetativas. É que emArms não combatemos ao esmurrar diretamente o adversário, mas antes enviando os nossos punhos na sua direção como se de projéteis se tratassem. Existe uma pequena corda de elástico que liga os punhos aos braços e que volta a puxá-los no final do golpe. Esta pequena novidade pode não parecer muito relevante, mas a verdade é que muda fundamentalmente a nossa abordagem ao combate um contra um. No início dos confrontos, ao invés de nos aproximarmos, é taticamente mais seguro mantermos distância, dando assim mais tempo para nos esquivarmos ou bloquearmos um ataque. Talvez o nosso adversário cometa o erro de disparar ambos os punhos na nossa direção e possamos aproveitar isto ao desviarmo-nos ou saltando sobre o seu golpe. Isto traz uma importante dimensão tática a uma mecânica de outro modo já bastante familiar e por vezes ficamos maravilhados quando percebemos que esta simples adição muda completamente a experiência.

A Nintendo mostra-nos mais uma vez como se inova. Mas este acréscimo de profundidade está ligado a uma nova curva de aprendizagem e em Arms há muito para aprender. Quando começámos a jogar no Grand Prix, escolhemos a dificuldade 4 de 10 e tivemos de desistir depois de quatro combates...

No nosso caso, escolher e insistir numa personagem em particular e aprender os seus movimentos e combinações foi o suficiente para podermos chegar mais longe. Como os fãs dos jogos de luta bem sabem, pode ser difícil decorar os movimentos de várias personagens ao mesmo tempo, e por isso apaixonámo-nos por uma múmia zangada. Aparentemente, de acordo com os textos de introdução genéricos, ela busca a sua família perdida (não é explicado como participar num torneio de artes marciais a ajudará a resolver este problema). Depois de um combate ou dois começámos a apanhar o jeito à jogabilidade. O segredo está em mantermo-nos muito mais na defensiva que o normal, optando por uma estratégia mais passiva, movendo-nos lateralmente pela arena e esperando que o adversário cometa um erro. Mas o inimigo controlado pela IA faz o mesmo, por isso é crucial saber quando atacar e não cair na armadilha de tentar provocar muito dano de seguida. Ainda assim, o nosso adversário mostrou ser demasiado forte para nós e rapidamente percebemos porquê.

Em Arms, para além de serem disparados como projéteis, os nossos punhos também podem ser permutáveis, e é através deste sistema que é possível adaptar drasticamente o nosso estilo a qualquer situação. Talvez queiram um punho esquerdo que dispara três pequenos projéteis, enquanto que a mão direita tem um laser que dispara de uma distância segura sem procurar o vosso alvo. Existem escudos, movimentos de atordoamento, punhos com um maior raio de ação e muito mais. Existem muitos punhos à escolha e todos eles mudam de modo fundamental a forma como combatemos. Estes são desbloqueados ao ganharmos pontos nos vários modos e recebemos uma pequena quantidade com vitórias nas lutas, ao participar no Grand Prix e por aí fora.

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