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análises
Horizon: Zero Dawn

Horizon: Zero Dawn

Esqueçam Killzone, este é o jogo que a Guerrilla estava destinada a fazer.

Conforme vão jogando, vão também recebendo pontos de experiência, e Aloy sobe de nível como num RPG tradicional. Sempre que sobe de nível, Aloy ganha um ponto para gastar em três árvores de habilidades. Uma árvore é dedicada a ação furtiva, outra a combate direto, e outra a sobrevivência, e existem perto de 20 habilidades por cada árvore. Estas habilidades envolvem desbloquear mais ataques furtivos, o número de flechas que podem disparar em simultâneo, o número de recursos que podem recolher, e assim por diante.

Algo que nos apanhou de surpresa em Horizon: Zero Dawn foi o tamanho e a qualidade do mundo de jogo. A área de jogo - aberta e sem loadings - é massiva, e inclui várias regiões para explorar. Existem zonas nevadas, florestas luxuosas, desertos em desfiladeiros, e claro, ruínas antigas para explorar. Neste mundo vão encontrar cidades, acampamentos, postos de humanos inimigos, e até masmorras opcionais para explorarem, que parecem saídas de Matrix.

Mas o que vamos fazer neste enorme mundo?

Caçar, sobretudo. Vão caçar animais vivos, como porcos, peixes, e coelhos, mas principalmente máquinas. Máquinas enormes e assustadoras. Existe claro uma estória para seguir, mas também uma série de atividades extras para cumprirem, se assim o desejarem. Podem recolher colecionáveis (existem quatro tipos, além de documentos), embarcar numa série de missões secundárias, derrubar postos inimigos, explorar masmorras, trepar torres para desbloquear o mapa (neste caso são máquinas gigantes com um enorme pescoço), e até participar em cinco desafios de caçadores. Se o fizerem, podem entrar numa guilda de caçadores e seguir uma série de missões específicas para a guilda.

Nada disto é novo, e já foi feito noutros jogos em mundo aberto, mas nenhum desses jogos tem um conjunto de inimigos tão criativos como as máquinas de Horizon: Zero Dawn. O design destes mais de 20 tipos de máquinas é fantástico, não só visualmente, como ao nível de jogabilidade. Vão precisar de estudar estas máquinas, de aprender os seus pontos fortes e fracos, e de aplicar uma estratégia que minimize os primeiros e maximize os segundos. Existem máquinas que seriam autênticos bosses noutros jogos, que vão obrigar a abordagens muito planeadas e esforçadas para derrubar. Combater estes inimigos é fantástico, tanto ao nível de jogabilidade, como de grafismo.

Se há algo a que a Guerrilla nos habitou nos seus jogos, é uma capacidade gráfica acima do normal, e Horizon: Zero Dawn não é exceção. Estamos a falar de um dos jogos em mundo abertos mais bonitos que já vimos. Correção - é um dos jogos mais bonitos que já vimos - ponto. Durante o primeiro minuto de jogo pensávamos que estávamos a ver um vídeo em CGI, pré-renderizado, e só depois percebemos que a sequência estava a correr em tempo real. É deveras impressionante. Melhor ainda? O jogo correu sempre de forma estável - e se existiram quebras de fluidez, não as notámos, nem mesmo nos momentos de maior intensidade. Uma referência apenas para as animações faciais de alguns diálogos, que estão francamente más, mas este dado específico é referido numa nota da Guerrilla para os jornalistas, deixando saber que esta falha será corrigida na primeira atualização do jogo. Esperemos que sim.

Jogámos Horizon: Zero Dawn na PS4 Pro. numa televisão 4K e com suporte para HDR. Sem surpresa, o jogo está estupendo nesta configuração, mas é preciso também deixar claro que Horizon: Zero Dawn está muito bem optimizado na PS4 regular, e também nesta versão da consola apresenta uma qualidade gráfica acima da média. Nota ainda para o estupendo desempenho sonoro do jogo. A banda sonora, os ruídos ambiente, e em particular os sons da máquina, são notáveis. E a dobragem portuguesa é de qualidade também.

A Guerrilla Games precisava que Horizon: Zero Dawn fosse algo de especial, para provar que são mais que Killzone, e que ambicionam entrar na primeira liga das produtoras Sony. Conseguiram-no. Enquanto existem elementos que gostaríamos de ver melhorados e expandidos numa inevitável sequela, Horizon: Zero Dawn é tal como está um feito notável e admirável. É um dos jogos mais belos de sempre, tem um dos mundos mais impressionantes que já explorámos, a jogabilidade é excelente, e o design dos inimigos é brilhante. Está a um bom argumento de ser uma obra mestra, mas isso virá certamente com o tempo.

Está encontrado um novo ícone da PlayStation.

Horizon: Zero DawnHorizon: Zero DawnHorizon: Zero Dawn
09 Gamereactor Portugal
9 / 10
+
Mundo expansivo e lindo. Fabuloso design das máquinas. Mistério intrigante em torno da estória. Localização e dobragem em português. Jogabilidade extremamente sólida. Muito conteúdo secundário. Experiência bem optimizada, mesmo sem atualizações.
-
Alguns diálogos fracos. Mais puzzles e plataformas teriam ajudado a mudar o ritmo.
overall score
Esta é a média do GR para este jogo. Qual é a tua nota? A média é obtida através de todas as pontuações diferentes (repetidas não contam) da rede Gamereactor