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The Turing Test

The Turing Test

Um teste, para perceber se uma máquina consegue exibir um comportamento inteligente idêntico ou equivalente ao de um ser humano.

  • Texto: Ashley Howell

O que escrevemos em cima é o significado, não só do título do jogo, mas de toda a premissa por trás da estória e das personagens de The Turing Test. Outro conceito que devemos explicar é o Chinese Room (não confundir com a produtora): Uma experiência para desafiar o argumento de que um computador a correr um programa é capaz de ter uma mente e uma consciência tão densa como a dos humanos. Este conceito do Chinese Room, ou Quarto Chinês, é algo que vão ver repetidamente no jogo.

Em termos mais práticos, vão jogar com Ava Turing, uma cientista que estava a fazer pesquisas na Europa - uma das luas de Júpiter, não o continente. Ava Turing esteve vários anos em sono induzido, mas a inteligência artificial da estação (T.O.M.) acabou por acordar Ava. Aparentemente os seus companheiros humanos desapareceram e a inteligência artificial precisa da ajuda de Ava para os encontrar.

O jogo não esconde qual é a base da experiência, e logo de início mostra ao que vão. The Turing Test é um jogo de puzzles na primeira pessoa, um pouco na linha de Portal e The Talos Principle. Para avançarem no jogo devem resolver uma série de puzzles tridimensionais, e tal como Portal, vão fazê-lo com um dispositivo que parece uma arma. Esta 'arma' consegue absorver e disparar bolas de energia, uma ação necessária para abrirem portas e avançarem nas secções de plataformas.

Nos primeiros momentos só vão usar esta habilidade para transportarem bolas de energia, que devem deixar num orifício junto à porta. Naturalmente, com o avançar do jogo esses desafios começam a ser cada vez mais intensos, e terão de puxar pela massa cinzenta para resolverem alguns dos mais complicados. Vão começar a interagir com bolas de energia de cores diferentes, cada tipo com características específicas. Algumas nem sequer podem ser transportadas pela arma, e têm de ser levadas com as mãos.

Também existem interruptores que têm de manter pressionados com um objeto durante um certo período de tempo, enquanto correm para a saída com a esperança de que seja suficiente. Mais perto do fim terão de realizar uma série de complicadas sequências para avançarem. Devem ficar avisados de que existem picos evidentes de dificuldade no jogo, onde os últimos desafios de um capítulo podem ser muito mais fáceis que os primeiros puzzles do capítulo seguinte. Pior ainda, a certo ponto ganham a capacidade para interagir com aparelhos eletrónicos, através de uma explicação narrativa que faz pouco sentido. Em termos de jogabilidade, funciona, mas deviam ter explicado melhor o porquê dessa nova capacidade.

É ainda preciso mencionar que, em algumas situações, enfiámos-nos num beco sem saída. Alguns puzzles podem ser atrapalhados de forma a não terem solução, o que pode ser frustrante e roubar tempo ao jogador, enquanto tenta resolver um puzzle que deixou de ter solução. Vale a introdução de uma opção que permite reiniciar a área e começar de novo.

Para os mais exploradores existem puzzles escondidos em cada capítulo que podem tentar cumprir, puzzles esses mais complexos do que os puzzles normais. Ao realizarem estas tarefas opcionais vão receber mais informação sobre as personagens, e podem ter uma ideia mais concreta sobre o que se passou durante o tempo em que estiveram adormecidos. De referir ainda que o jogo conta grande parte da estória através de gravações de áudio. Embora isso dê outro contexto ao que se passa, a narrativa principal é apresentada através de diálogos entre Ava e T.O.M. Embora não seja um jogo com muito para dizer, há que dar os parabéns aos atores de The Turing Test pelas suas prestações. Ava apresenta uma dose emocional poderosa, enquanto que em contraste, T.O.M. soa como se não tivesse qualquer emoção.

Em alguns aspetos, The Turing Test pode ser descrito como um clone de Portal, mas não o é realmente, e essa afirmação seria no fundo injusta. Pisa algumas áreas semelhantes, sem dúvida, mas fá-lo com as suas próprias ideias e ao seu próprio ritmo. Os puzzles são imersivos e variados o suficiente para que nunca sintam que estão a repetir processos, e a estória levanta questões interessantes que são reforçadas com excelentes atuações dos atores. The Turing Test merece ser reconhecido pelos seus próprios méritos, e não pelos jogos a que se assemelha.

The Turing TestThe Turing TestThe Turing Test
The Turing TestThe Turing Test
08 Gamereactor Portugal
8 / 10
+
Boa interpretação dos atores. Variedade bem conseguida de puzzles. Conceito interessante sobre se as máquinas podem ser conscientes.
-
Não é um conceito inteiramente original, mesmo que interessante. Algumas mecânicas de jogo não são devidamente explicadas, o que causa momentos de frustração.
overall score
Esta é a média do GR para este jogo. Qual é a tua nota? A média é obtida através de todas as pontuações diferentes (repetidas não contam) da rede Gamereactor