A ONU rotula o comércio de escravos como "o crime mais grave contra a humanidade" em votação histórica
A resolução apoiada por países africanos e caribenhos pede justiça reparatória apesar das divisões ocidentais.
As Nações Unidas aprovaram uma resolução histórica descrevendo formalmente o comércio transatlântico de escravos como o "crime mais grave contra a humanidade", marcando um passo político significativo no reconhecimento de seu impacto histórico. A medida, apoiada pela União Africana e pela Comunidade do Caribe, também pede reparações como uma forma concreta de enfrentar séculos de injustiça.
A iniciativa foi impulsionada por John Dramani Mahama, que enquadrou a votação como uma obrigação moral de homenagear milhões de vítimas. Um total de 123 países apoiou a resolução, enquanto nações como Estados Unidos e Israel votaram contra, e vários países europeus se abstiveram.
O sistema transatlântico deslocou à força mais de 15 milhões de africanos ao longo de quatro séculos, moldando estruturas econômicas e sociais globais que continuam a influenciar a desigualdade e o desenvolvimento até hoje.
