A Malásia silencia cerca de cem pessoas que buscam asilo em frente a um escritório da ONU em Kuala Lumpur
Os refugiados pertencem à minoria muçulmana rohingya, que tem sido alvo de uma campanha de ódio e desinformação nas redes sociais do país há meses.
A polícia malaia dispersou uma manifestação pedindo asilo em frente à agência da ONU na capital do país, Kuala Lumpur. Vários caminhões carregaram cerca de cem pessoas, incluindo mulheres e crianças, junto com seus pertences, e as levaram embora sem revelar seu destino, segundo uma reportagem da Reuters.
Os requerentes de asilo pertencem ao grupo étnico rohingya, uma minoria muçulmana apátrida que foi expulsa da Birmânia (atual Mianmar) após a campanha genocida militar naquele país em 2017. Desde então, mais de 700.000 rohingyas têm sido dispersos por campos de refugiados em Bangladesh, Malásia, Tailândia e Laos, confinados a essas áreas e constantemente assolados por violência e campanhas locais de ódio. Essas 100 pessoas foram expulsas de suas casas por moradores locais no estado norteño de Penang e viajaram de ônibus a noite toda até Kuala Lumpur para solicitar reassentamento através do ACNUR.
O primeiro-ministro malaio Anwar Ibrahim afirmou na segunda-feira que a reunião em frente ao prédio do ACNUR causou preocupação entre o público e alertou que qualquer pessoa sem as permissões adequadas seria detida pelas autoridades de imigração.
