A falta de abrigos antiaéreos está aumentando a pressão sobre os civis ucranianos
Com o aumento dos ataques de mísseis balísticos russos a Kiev, os abrigos existentes estão em plena capacidade e também enfrentam problemas logísticos.
A guerra na Ucrânia já mostra sinais claros de cobrar seu preço na população civil, enquanto os militares continuam a conter o avanço russo e usam drones para sabotar linhas de suprimento e fábricas russas atrás das linhas de frente. No entanto, a estratégia de Moscou agora envolve ataques com mísseis balísticos à capital ucraniana, Kiev. Esses ataques são atualmente impossíveis para o exército ucraniano contra-atacar, pois ele ainda não recebeu os sistemas de defesa aérea prometidos por seus parceiros europeus e da OTAN.
A situação está se tornando cada vez mais grave porque, diante desses ataques, a única forma dos cidadãos se protegerem é correr para se abrigar em um dos 4.000 abrigos antiaéreos de Kiev – que, no entanto, são completamente insuficientes para a população. Segundo o relatório da Reuters, apenas 500 desses abrigos são realmente eficazes contra esse tipo de ataque, e o governo só poderá começar a construir um novo mega-abrigo (planejado desde 2022) até setembro.
As estações de metrô também se tornaram um lugar alternativo para passar a noite, mas a superlotação e as tensões entre aqueles que montam suas barracas ali, a falta de supervisão dos seguranças e, em geral, a falha do governo em lidar com essa situação ameaçam minar o único ponto que permaneceu firme desde o início do conflito: o apoio inabalável dos cidadãos à política de defesa de Zelensky.
