A Europa está "tomando medidas" ao concordar com sanções contra organizações de colonos israelenses estabelecidas ilegalmente na Cisjordânia
Após a saída de Viktor Orbán do governo húngaro, a Comissão Europeia finalmente tem a unanimidade necessária para implementar o pacote de medidas, que Israel descreveu como "inaceitável".
A União Europeia finalmente pode fechar fileiras e apresentar uma frente sólida e unida em sua política externa em relação ao conflito entre Israel e Gaza. Os ministros das Relações Exteriores da União Europeia concordaram com sanções contra indivíduos israelenses e também contra organizações de colonos que atualmente ocupam, pela força, a Cisjordânia, o Líbano e Gaza.
O pacote de sanções estava na agenda da política externa europeia há algum tempo, segundo a Reuters, mas havia sido bloqueado por meses pelo governo húngaro anterior, liderado por Viktor Orbán, que perdeu as eleições no mês passado. Com esse veto removido, e de acordo com a legislação europeia, "é hora de passar do impasse para a ação", nas palavras do chefe de política externa da UE, Kaja Kallas.
O ministro das Relações Exteriores israelense, Gideon Saar, afirmou no X que a UE "escolheu arbitrariamente e politicamente impor sanções a cidadãos e entidades israelenses devido a suas opiniões políticas e sem qualquer fundamento".
"Igualmente revoltante é a comparação inaceitável que a União Europeia decidiu fazer entre cidadãos israelenses e terroristas do Hamas. Isso é uma equivalência moral completamente distorcida", acrescentou.
Governos europeus expressaram preocupação com o aumento dos relatos de violência de colonos contra palestinos na Cisjordânia.

