A Dinamarca acusa a Rússia de ataques cibernéticos "destrutivos e disruptivos"
A inteligência dinamarquesa diz que grupos pró-Rússia de hackers miraram uma empresa de água e sites relacionados a eleições, alertando a Europa que enfrenta uma ameaça híbrida ativa.
A Dinamarca acusou a Rússia de estar por trás de dois ataques cibernéticos "destrutivos e disruptivos", descrevendo-os como evidências claras de uma guerra híbrida travada contra países europeus que apoiam a Ucrânia.
O Serviço de Inteligência de Defesa Dinamarquês (DDIS) informou na quinta-feira que Moscou foi responsável por um ataque cibernético a uma concessionária de água dinamarquesa em 2024, bem como por uma série de ataques distribuídos de negação de serviço (DDoS) direcionados a sites dinamarqueses antes das eleições municipais e regionais em novembro.
Segundo a inteligência dinamarquesa, o ataque à concessionária de água foi realizado pelo grupo pró-russo de hackers Z-Pentest, enquanto os ataques relacionados à eleição foram conduzidos pelo NoName057(16), um grupo com ligações ao Estado russo. O DDIS afirmou que ambos os grupos são usados pela Rússia como instrumentos de sua estratégia de guerra híbrida contra o Ocidente.
Crie insegurança e puna aqueles que apoiam a Ucrânia
"O objetivo é criar insegurança nos países alvo e punir aqueles que apoiam a Ucrânia", disse a DDIS, acrescentando que as operações cibernéticas da Rússia fazem parte de uma campanha de influência mais ampla destinada a minar o apoio ocidental a Kiev.
O ministro da Defesa da Dinamarca, Troels Lund Poulsen, disse que os ataques eram "completamente inaceitáveis" e os descreveu como uma prova clara de que a guerra híbrida não é mais uma ameaça teórica. No ataque à concessionária de água, um hacker tomou o controle de uma estação de tratamento em Køge e alterou a pressão da bomba, causando o estouramento dos canos.
Poulsen disse que a Dinamarca convocaria o embaixador russo sobre os incidentes. Embora os danos causados tenham sido limitados, ministros dinamarqueses alertaram que os ataques expuseram vulnerabilidades em infraestruturas críticas e destacaram a necessidade de fortalecer as defesas cibernéticas da Europa.
