É de conhecimento geral que o Deserto do Saara é um dos lugares menos hospitaleiros e secos da Terra, embora nem sempre tenha sido assim. E se as condições mudarem, pode voltar a ser hospitaleira. Há cinco anos, foi realizado um experimento no qual 500 tartarugas-esporas africanas (uma das maiores tartarugas terrestres do mundo) foram liberadas em uma parte particularmente afetada do deserto, e desde então elas tiveram sucesso onde máquinas, produtos químicos e outros métodos falharam, ou seja, em tornar a área verde novamente.
Isso é relatado pela Indian Defence Review, que observa que a diferença se tornou tão significativa que é visível do espaço. O segredo é que as tartarugas de coxa de esporão se enterram no subsolo para escapar do calor, e cavam fundo, de 10 a 15 metros. Isso criou cavidades porosas subterrâneas que ajudaram a deixar o solo mais úmido, permitindo que as plantas cresçam ali.
As plantas, por sua vez, atraem insetos, o que eventualmente leva aves e outros animais a se mudarem para o que, até muito recentemente, era um deserto seco. Os pesquisadores chamam as tartarugas de coxa de esporão de "engenheiros de ecossistemas", mas enfatizam que elas não podem fazer isso sozinhas; ao contrário, os humanos devem contribuir não destruindo seu habitat e caçando-os (é uma espécie ameaçada).
