O Gamereactor marcou presença na apresentação dos exclusivos mais fortes da Wii U para 2013... e não só. Super Mario 3D World, Wii Fit U, Mario Kart 8, Donkey Kong Country: Tropical Freeze e Sonic Lost World foram alguns dos títulos em exibição no Hotel Myriad, no Parque das Nações.
Como sempre, foi um prazer voltar a jogar Super Mario 3D World (podem ler a antevisão do Gamereactor aqui e esperar uma análise para breve) e experimentar Donkey Kong e Mario Kart, dois exclusivos que prometem alegrar o próximo ano da Wii U.
Mas será que este leque de exclusivos forte chega para combater a chegada iminente das novas consolas de Sony e Microsoft? Segundo Jorge Vieira, da Nintendo Portugal, a Nintendo tem uma estratégia e uma filosofia muito bem definidas.
A Nintendo tem aqui em exposição um line-up impressionante de jogos exclusivos para a Wii U, mas a maioria são séries clássicas. Porque é tão importante para a Nintendo apostar nestas séries já estabelecidas?
O nosso objetivo com o lançamento da Wii U era mostrar a importância do GamePad e a forma como mudava a experiência com os jogos. Daí termos apostado em títulos como o Zombi U e {Nintendo Land}, que apesar de terem pouco em comum, cada um à sua maneira acabava por incluir especificidades que mudavam a jogabilidade. Neste momento, o objetivo também é, e ainda por cima com o lançamento das novas consolas [PS4 e Xbox One], que pode atrair as atenções dos jogadores chamados "hardcore", alargar um bocadinho o mercado, através de séries conhecidas como o Mario, o Wii Fit U, o {Wii Sports}, que são experiências abrangentes que englobam toda a gente. Um jogo como o Super Mario 3D World, qualquer jogador, até os mais "hardcore", vai encontrar conteúdo que nunca mais acaba, e muitas mecânicas de jogo para dominar. Por outro lado, qualquer pessoa menos habituada a jogar pode pegar no comando e jogar sem grande esforço com amigos. A Nintendo está novamente a tentar destacar-se por ser diferente em relação ao panorama atual das outras produtoras.
Então e os jogos de outras editoras? Onde está o apoio externo à Wii U?
Nós aqui não temos nenhum jogo multiplataformas em exposição, mas temos vários lançamentos de outras produtoras na consola, como o Batman: Arkham Origins, Assassin's Creed IV: Black Flag, Skylanders: Swap Force e Call of Duty: Ghosts. Obviamente que a questão em relação às outras produtoras, o seu apoio não depende exclusivamente da Nintendo, ou seja, dependeria se a Nintendo estivesse disposta a investir em parcerias, mas na nossa perspetiva é preferível investir nos nossos exclusivos produzidos cá dentro e mostrar do que a consola é realmente capaz. Mas acredito que quando a Wii U tiver uma base de jogadores grande, as outras editoras vão acabar por nos apoiar ainda mais.
Não tanto a Sony, mas a Microsoft parece antes apostar na "compra" de exclusivos de outras editoras, como Dead Rising 3 da Capcom, do que propriamente apostar em mais exclusivos dos seus estúdios internos. Como é que a Nintendo vê essa filosofia?
Cada empresa define a melhor estratégia a longo prazo para a sua consola. No caso da Nintendo achamos que a melhor estratégia passa por investir nas nossas marcas e nos nossos estúdios. Penso que a estratégia da Microsoft é válida, mas se todos optássemos por estratégias semelhantes íamos assistir a uma competição de preços, ou seja, quem pagasse mais ficaria com os exclusivos todos. E a Nintendo não está interessada nisso.
A Nintendo 3DS está com vendas muito fortes em todo o mundo, o que vai contra a tendência de que as plataformas Mobile estão a matar as portáteis. Isto é prova de que ainda existe espaço para este mercado?
Isto faz-me lembrar a conversa recorrente de que o PC está a morrer, mas todos os anos aparece mais forte que nunca. Agora, com a popularidade crescente dos Tablets e dos Smartphones, começou a criar-se o mito de que as consolas portáteis iam morrer por causa disso. Acho que esta não é a forma correta de olhar para a situação. Se calhar os Smartphones e os Tablets não vieram roubar mercado às portáteis, mas sim trazer todo um novo grupo de jogadores para o mercado. E essas pessoas até podem vir a experimentar a Nintendo 3DS por causa da experiências que conheceram nessas plataformas.
