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Nintendo: "A estratégia passa por investir nas nossas marcas."

O Gamereactor conversou com Jorge Vieira, da Nintendo Portugal, num evento dedicado aos exclusivos de Wii U.
Ricardo C. Esteves Editor-in-Chief Portugal 13 Novembro 2013

O Gamereactor marcou presença na apresentação dos exclusivos mais fortes da Wii U para 2013... e não só. Super Mario 3D World, Wii Fit U, Mario Kart 8, Donkey Kong Country: Tropical Freeze e Sonic Lost World foram alguns dos títulos em exibição no Hotel Myriad, no Parque das Nações.

Como sempre, foi um prazer voltar a jogar Super Mario 3D World (podem ler a antevisão do Gamereactor aqui e esperar uma análise para breve) e experimentar Donkey Kong e Mario Kart, dois exclusivos que prometem alegrar o próximo ano da Wii U.

Mas será que este leque de exclusivos forte chega para combater a chegada iminente das novas consolas de Sony e Microsoft? Segundo Jorge Vieira, da Nintendo Portugal, a Nintendo tem uma estratégia e uma filosofia muito bem definidas.

A Nintendo tem aqui em exposição um line-up impressionante de jogos exclusivos para a Wii U, mas a maioria são séries clássicas. Porque é tão importante para a Nintendo apostar nestas séries já estabelecidas?
O nosso objetivo com o lançamento da Wii U era mostrar a importância do GamePad e a forma como mudava a experiência com os jogos. Daí termos apostado em títulos como o Zombi U e {Nintendo Land}, que apesar de terem pouco em comum, cada um à sua maneira acabava por incluir especificidades que mudavam a jogabilidade. Neste momento, o objetivo também é, e ainda por cima com o lançamento das novas consolas [PS4 e Xbox One], que pode atrair as atenções dos jogadores chamados "hardcore", alargar um bocadinho o mercado, através de séries conhecidas como o Mario, o Wii Fit U, o {Wii Sports}, que são experiências abrangentes que englobam toda a gente. Um jogo como o Super Mario 3D World, qualquer jogador, até os mais "hardcore", vai encontrar conteúdo que nunca mais acaba, e muitas mecânicas de jogo para dominar. Por outro lado, qualquer pessoa menos habituada a jogar pode pegar no comando e jogar sem grande esforço com amigos. A Nintendo está novamente a tentar destacar-se por ser diferente em relação ao panorama atual das outras produtoras.

Então e os jogos de outras editoras? Onde está o apoio externo à Wii U?
Nós aqui não temos nenhum jogo multiplataformas em exposição, mas temos vários lançamentos de outras produtoras na consola, como o Batman: Arkham Origins, Assassin's Creed IV: Black Flag, Skylanders: Swap Force e Call of Duty: Ghosts. Obviamente que a questão em relação às outras produtoras, o seu apoio não depende exclusivamente da Nintendo, ou seja, dependeria se a Nintendo estivesse disposta a investir em parcerias, mas na nossa perspetiva é preferível investir nos nossos exclusivos produzidos cá dentro e mostrar do que a consola é realmente capaz. Mas acredito que quando a Wii U tiver uma base de jogadores grande, as outras editoras vão acabar por nos apoiar ainda mais.

Não tanto a Sony, mas a Microsoft parece antes apostar na "compra" de exclusivos de outras editoras, como Dead Rising 3 da Capcom, do que propriamente apostar em mais exclusivos dos seus estúdios internos. Como é que a Nintendo vê essa filosofia?
Cada empresa define a melhor estratégia a longo prazo para a sua consola. No caso da Nintendo achamos que a melhor estratégia passa por investir nas nossas marcas e nos nossos estúdios. Penso que a estratégia da Microsoft é válida, mas se todos optássemos por estratégias semelhantes íamos assistir a uma competição de preços, ou seja, quem pagasse mais ficaria com os exclusivos todos. E a Nintendo não está interessada nisso.

A Nintendo 3DS está com vendas muito fortes em todo o mundo, o que vai contra a tendência de que as plataformas Mobile estão a matar as portáteis. Isto é prova de que ainda existe espaço para este mercado?
Isto faz-me lembrar a conversa recorrente de que o PC está a morrer, mas todos os anos aparece mais forte que nunca. Agora, com a popularidade crescente dos Tablets e dos Smartphones, começou a criar-se o mito de que as consolas portáteis iam morrer por causa disso. Acho que esta não é a forma correta de olhar para a situação. Se calhar os Smartphones e os Tablets não vieram roubar mercado às portáteis, mas sim trazer todo um novo grupo de jogadores para o mercado. E essas pessoas até podem vir a experimentar a Nintendo 3DS por causa da experiências que conheceram nessas plataformas.

Editor-in-Chief Portugal Ricardo C. Esteves was editor-in-chief of Gamereactor Portugal, writing for the site from 2013. He covered video games across news, previews and reviews, and also wrote on film and television.
Perfil completo Autor da Gamereactor desde 2013 · 7.617 artigos publicados
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