O Japão sempre teve uma relação com sexo e violência mal vista no ocidente, representada em animação e videojogos. Um dos jogos que está a suscitar mais atenção é Rapelay, um jogo onde o protagonista é um predador sexual que deve tentar violar uma mãe e as duas filhas. Este exemplo é um grande extremo, mesmo para os padrões japoneses, mas existem muitos outros jogos de conteúdo considerado ofensivo, sobretudo para as mulheres.
Hoje o Comité para a Eliminação da Discriminação contra as Mulheres das Nações Unidas, fez saber o seu descontentamento com a situação, e pediu formalmente ao governo japonês que tome medidas, e que bana "jogos ou desenhos animados que envolvam violações ou violência sexual contra as mulheres, que possam normalizar ou promover violência sexual contra mulheres e raparigas."
Algumas medidas já foram tomadas por parte do Japão, mas está agendada uma conferência de imprensa para 7 de março sobre o jogo. É pouco provável que jogos como Dead or Alive: Extreme 3, que claramente objetifica as mulheres, venha a ser afetado por estas decisões, mas muitas vozes também já se levantaram para a forma como esses jogos representam as mulheres como bonecos sexuais.
