Os Estados Unidos moveram mais de 50 caças em direção ao Oriente Médio em uma grande demonstração de força que, segundo analistas, pode preparar o terreno para ataques ao Irã. O desdobramento, ordenado pelo presidente Donald Trump, inclui aeronaves F-35 e F-16, junto com aviões-tanque de reabastecimento ar-ar, enquanto dois grupos de ataque de porta-aviões (liderados pelo USS Gerald R. Ford e pelo USS Abraham Lincoln) operam na região.
Especialistas militares dizem que os jatos rápidos provavelmente seriam usados para suprimir as defesas aéreas iranianas, abrindo caminho para bombardeiros mais pesados, como aeronaves furtivas B-2, em caso de campanha prolongada. Uma fonte do governo americano disse à Axios que há "90% de chance" de ação cinética nas próximas semanas, embora ainda não esteja claro se o aumento de ações é destinado a ser uma vantagem em negociações nucleares ou uma preparação para ataques diretos.
O aumento ocorre após novas negociações diplomáticas em Genebra sobre o programa nuclear de Teerã, mesmo com o aumento das tensões regionais pelo Irã, incluindo o suposto fechamento do Estreito de Ormuz e exercícios navais planejados com a Rússia. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, disse que Teerã não reconheceu as "linhas vermelhas" de Washington.
Analistas dizem que a escala do desdobramento permitiria aos EUA realizar centenas de missões aéreas por dia durante semanas, se necessário, além de reforçar as defesas antimísseis em antecipação a uma possível retaliação iraniana contra ativos ou aliados americanos no Golfo...