A Arábia Saudita, durante anos, usou seu dinheiro do petróleo para patrocinar times esportivos, ligas, estádios ou mesmo pessoas, como Rafa Nadal, que se tornou o "Embaixador do Tênis" da Arábia Saudita e recebeu uma raquete de ouro em suas últimas partidas profissionais contra Djokovic no último fim de semana.
O país, que também está investindo em filmes, parques temáticos e videogames, assinou um acordo com a Fifa por meio da Aramco, uma empresa petrolífera majoritariamente estatal, para patrocinar a próxima Copa do Mundo Masculina em 2026 e a Copa do Mundo Feminina em 2027.
Essa parceria causou indignação em muitas jogadoras profissionais, e mais de cem delas assinaram uma carta pedindo ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, que encerrasse essa parceria, devido ao desrespeito da Arábia Saudita aos direitos humanos.
A Arábia Saudita tem permissão para "fazer lavagem esportiva" em sua imagem controversa há anos (usando patrocínios e eventos esportivos para desviar a atenção de suas violações dos direitos humanos, incluindo penas de morte apenas por protestar contra a coroa), mas essas jogadoras não fecharão os olhos para a contínua perseguição do país às pessoas LGBTQ+ e à opressão das mulheres. Eles também protestam especificamente contra a Aramco, uma empresa de petróleo, culpando-a pela crise climática.
A carta pode ser lida aqui. Foi assinado por jogadores de topo de vários países, incluindo Jessie Fleming (Canadá), Becky Sauerbrunn (EUA), Vivianne Miedema (Holanda), Sofie Junge Pedersen (Dinamarca) ou Maitane Lopez Millan (Espanha).
De acordo com um comunicado enviado ao El País, a FIFA defende a parceria e afirma que esse dinheiro permitirá o desenvolvimento do futebol feminino em todo o mundo, inclusive na Arábia Saudita.