Quando soubemos que a Electronic Arts ia ressuscitar Dungeon Keeper para uma versão móvel, ficámos delirantes. Somos grandes fãs do original, por isso foi com entusiasmo que encarámos a possibilidade de voltar a jogar o clássico.
Contudo, logo após o lançamento, soube-se que a Electronic Arts estava a influenciar o feedback do jogo no Google Play, já que os jogadores apenas tinham duas opções para classificar o jogo: Ou davam cinco estrelas no Google Play, ou eram redirecionados para uma página que não estava disponível para consulta fácil.
A EA já respondeu às acusações, sugerindo que os jogadores ainda podem ir até á página do Google Play para submeter o seu feedback, e que o único motivo porque estavam a direcionar o feedback negativo era simplesmente para perceberem o que os jogadores não estavam a gostar.
Outra grande crítica que está a ser feita ao jogo é a quantidade de micro-transações que atira ao jogador. Apesar de se tratar de um jogo free-to-play, muitos já manifestaram o seu desagrado com a estrutura do jogo, sugerindo que as mecânicas do original foram substituídas por artimanhas cínicas desenhadas para tirar dinheiro aos jogadores. Por exemplo, minar um bloco de minério pode demorar mais de 24 horas, bloqueando o processo do jogador até terminar e só pagando podem acelerar o processo.
Peter Molyneux, que fez parte da equipa original de 1997, está entre os muitos críticos à abordagem da EA ao modelo free-to-play: "Dei por mim a pensar, 'O quê? Isto é ridículo. Eu só quero fazer uma masmorra, não quero ter de planear tudo durante seis dias enquanto espero que um bloco seja produzido," afirmou em declarações à BBC.
No fim das contas, Dungeon Keeper tem uma classificação de quatro estrelas no Google Play e de três estrelas na App Store. Por outro lado, no Metacritic o jogo tem uma média de 46 nas críticas profissionais e de 0.3 em 10 dos utilizadores.
