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análise filme

Batman v Super-Homem: O Despertar da Justiça

Odiado por uns, amado por outros. Nós? Estamos definitivamente na segunda categoria.

Como fãs da DC Comics e das personagens em questão, adorámos o filme Batman v Super-Homem: O Despertar da Justiça, e a direção que Zack Snyder deu ao universo cinematográfico da DC. O que não significa que Batman v Super-Homem (BvS) seja um fantástico filme, porque não é. Não sabemos de que forma o conteúdo extra (aparentemente a versão DVD/Blu-Ray vai ser expandida em vários minutos) vai reforçar o filme, mas no corte que foi para o cinema, BvS é demasiado confuso e precipitado na sua abordagem ao enredo e às personagens.

Quem tiver um contexto extra reforçado, pelo conhecimento profundo das personagens e do universo através da banda desenhada, e também porque viu recentemente O Homem de Aço (filme que antecedeu este), poderá compreender melhor o que se passa em BvS, o que não é exatamente verdade para quem quiser simplesmente apreciar um bom filme de pipocas. E esse terá sido o principal defeito para muitos dos espetadores, que esperavam um filme mais acessível ao estilo do que a Marvel costuma produzir.

O que Zack Snyder acabou por entregar é um filme que pode tornar-se facilmente confuso, com sequências de sonho e pesadelo sem contexto, e referência obscuras a algo que só vamos voltar a ver daqui a alguns anos no próximo filme. A forma como BvS foi montado não beneficia o público geral, pelo contrário, e o pior de tudo é que muitas das nuances acabam por perder-se entre o caos do argumento. Mas nós não somos público geral. Não vamos entrar em grandes spoilers, mas se sabem o que são Mother Boxes, Parademons, e multi-versos, terão outra preparação para apreciarem este filme.

Batman v Super-Homem: O Despertar da Justiça
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Quando ao enredo propriamente dito, decorre alguns meses depois de O Homem de Aço. BvS arranca com a repetição dos últimos eventos desse filme, durante a batalha de Super-Homem e Zod em Metrópolis, mas agora com na perspetiva de Bruce Wayne. Aterrorizado e furioso com a destruição provocada por esta batalha, Bruce decide voltar a vestir o manto de Batman, que teria deixado há já alguns anos. Cada vez mais agastado e frustrado com a eterna batalha contra o crime, o Batman que vão ver em BvS é uma personagem mais instável do que nos habituamos a ver noutros filmes. Toda essa frustração acaba por ser direcionada numa única direção - Super-Homem -, que Bruce Wayne acredita ser um terrível perigo para a humanidade.

Esta versão mais velha e desgastada de Bruce Wayne é interpretada por um brilhante Ben Affleck, que apresenta aquela que é a melhor encarnação de Bruce e do seu alter-ego (ou vice-versa?) no grande ecrã. É um Batman mais realista do que vimos nos filmes antigos, mas menos do que Christopher Nolan nos mostrou na sua trilogia. E só podia ser assim, para encaixar num mundo onde existem outros super-heróis.

Quanto a Super-Homem, voltou a ser interpretado por Henry Cavill, que na nossa opinião é perfeito para esta versão da personagem. Ao contrário de Batman, que já está saturado da sua batalha contra o crime, Super-Homem está no caminho oposto. Embora poderoso, é inseguro das suas habilidades, e sobretudo de até onde deve ou não levar a sua interferência. Sem entrarmos em spoilers, adorámos a forma como Henry Cavill conseguiu aproximar o herói da versão que todos conhecemos da banda desenhada mais próximo do fim do filme, ao nunca quebrar os seus princípios mesmo quando a vida de outros estava em risco. BvS é em muitos aspetos um filme de Batman, mas Super-Homem é claramente o herói desta estória.

Outra figura central para todo o enredo é Lex Luthor, interpretado por Jesse Eisenberg, e este terá sido na nossa opinião o ponto mais fraco do filme. A interpretação do ator não é má, até gostámos bastante, mas pareceu-nos que estava a interpretar outra personagem e não Lex Luthor. É uma versão extremamente excêntrica, cujas motivações não são evidentes, e até acaba por cometer várias ações contraditórias ao que defendeu durante todo o filme. Lois Lane, Perry White, Alfred, e Diana (Mulher-Maravilha) são outras personagens com algum peso no argumento, embora numa presença secundária. Gostámos sobretudo do pouco que vimos de Mulher-Maravilha e estamos mais entusiasmados que nunca para vermos o seu filme a solo.

Batman v Super-Homem: O Despertar da Justiça não é um filme fácil de digerir, nem é um filme alegre e espirituoso como costumam ser os da Marvel. É confuso, exigente, negro, e lotado, mas tem algo de muito especial - foi feito para os verdadeiros fãs da DC, e só esses podem realmente apreciar a sua qualidade. E por causa desse simples facto, adorámos BvS.

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07 Gamereactor Portugal
7 / 10
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