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The Banner Saga 3: Entrevista Stoic

Zeb West e John Watson conversaram com o Gamereactor, e explicaram a mudança de curso do estúdio e do jogo.

  • Texto: Sam Bishop
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Trailer The Banner Saga 1

The Banner Saga é uma narrativa épica (e não estamos a usar esta palavra levemente) sobre a coragem de um grupo na face da adversidade, onde as lendas nórdicas são apresentadas através de um cenário de fantasia cinemático. Pelo meio vão gerir a sobrevivência de um grupo massivo em caravana, lidar com decisões difíceis, e combater num cenário por turnos num sistema em grelha. Se ainda não tiveram oportunidade de o fazer, podem ler as nossas análises a The Banner Saga e a The Banner Saga 2 para entenderem melhor o conceito da trilogia.

O princípio e o meio da saga foram muito bons, mas falta o último capítulo, que a Stoic está agora a produzir. Viajámos até Londres para espreitarmos como está a correr o processo de produção, e conversarmos com a Stoic sobre as várias mudanças no estúdio e nos bastidores do jogo. O produtor Zeb West, e o diretor técnico John Watson, não tiveram problema em responder às nossas questões, ou em explicar ao Gamereactor as mudanças entre o primeiro e o segundo jogo, e o segundo e o terceiro.

"Muitas das mudanças do segundo jogo estavam relacionadas com o combate, com muitos melhoramentos e refinamentos aos sistemas. Ouvimos o feedback dos jogadores em relação ao primeiro jogo, e fizemos o possível para tornar as batalhas menos repetitivas. Acrescentámos mais eventos pré-definidos, e tornámos os combates mais dinâmicos," referiu Watson.

"Vamos continuar a fazer isso em Banner Saga 3. Estamos a acrescentar formas de mudar a estrutura do campo de batalha, como fizemos no segundo jogo com a adição de objetos destrutíveis. No terceiro jogo vão encontrar mais objetos com que podem interagir, seja para criar uma barreira, ou derrubar uma urna em chamas para criar uma área perigosa para o inimigo. Acrescentámos mais pormenores deste género que permitem jogar com a configuração de telhas disponíveis no sistema de grelhas."

O combate não é o único sistema que está a ser trabalhado em The Banner Saga 3. Toda a forma como o jogador evolui as personagens foi re-trabalhado, como nos informou Watson.

"À semelhança do que já tínhamos feito com Banner Saga 2, acrescentámos uma nova mecânica de talentos, e elevámos a progressão de 10 para 15 em The Banner Saga 3. Estamos também a acrescentar o que apelidamos de títulos heróicos, títulos que podem atribuir aos vossos heróis, e que ajudam a definir melhor os seus papéis em combate. Estes títulos também acrescentar características passivas que reforçam as suas especialidades."

West acrescentou que também aprecia o elemento narrativo que este novo sistema introduz no jogo, referindo que é quase uma metáfora para a construção de uma tapeçaria para a forma como a estória está a ser construída.

O The Banner Saga original foi um grande sucesso no Kickstarter, em parte devido ao lançamento de uma versão separada do sistema de combate, que procedeu a chegada do jogo completo. Isto permitiu aos jogadores terem uma ideia de como seria a jogabilidade, antes de aceitarem suportar a estória e o projeto. Estes elementos acabaram por gerar tópicos de conversa positivos em torno do jogo, e The Banner Saga acabou por ser recebido com algum entusiasmo, algo que já não foi tão evidente na sequela (embora seja melhor jogo).

"Penso que para o primeiro The Banner Saga foi importante ter o jogo no Kickstarter, e como era um jogo Indie ainda novo, que foi um grande sucesso de financiamento, isso acabou por criar uma grande onda de energia e de conversa entre a comunidade. Depois para o segundo jogo, e eu não estava por cá, a equipa decidiu manter o projeto reservado. Fecharam-se num quarto, trabalharam juntos, e criaram um jogo espetacular onde se esforçaram até mais não. Contudo, com isto veio também alguma separação da comunidade, isolaram-se demasiado. Foi por isso que tomámos a decisão consciente de voltar ao Kickstarter para o terceiro jogo, sobretudo porque queríamos voltar a ter essa ligação forte com a comunidade," confessou West.

"Torna-se muito mais fácil para nós aparecer nos fóruns e responder às questões dos jogadores, e ao mesmo tempo receber muita energia positiva. Também estamos a oferecer muitas mecânicas de combate no modo de batalha alpha, que nos permite libertar um novo mapa em construção, ou alguma mecânica que estamos a experimentar, e depois ouvir o feedback desses jogadores."

Com uma ligação maior em torno da comunidade, e uma aparente renovação da energia do estúdio, a Stoic espera ter tudo o que precisa para concluir com chave de ouro a sua saga épica. Continuando a partir dos saves que os jogadores criaram no primeiro e segundo jogos, este derradeiro capítulo vai finalmente revelar que heróis vão sobreviver às forças das trevas, e a outros desafios que terão de enfrentar. Não é segredo que somos fãs do que a Stoic fez com The Banner Saga, e estamos ansiosos para ver como tudo vai ligar no terceiro jogo, que será lançado em 2018.

Trailer The Banner Saga 2

The Banner Saga 3
The Banner Saga 3
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