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especial

Primeiras Impressões da Nintendo Switch

O que achámos das primeiras horas com a nova consola da Nintendo.

  • Texto: Mike Holmes e Ricardo C. Esteves
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Depois da apresentação da Nintendo Switch durante a madrugada de dia 13 de janeiro, o Gamereactor foi convidado a marcar presença num evento em Londres para testar a nova consola. Chegámos ao local com expetativas cautelosas, porque embora a Nintendo já tenha provado que sabe desenhar e criar hardware criativo e inovador, não conseguimos afastar a sensação de que a Nintendo Switch é uma última tentativa por parte da empresa para se manter relevante no mercado das consolas. Com o falhanço da Wii U, e as hipóteses para hardware da 3DS praticamente esgotadas, a Nintendo parece apostar tudo nesta Switch, que pode muito bem ser a consola mais ambiciosa que a editora japonesa já criou. Há quem diga que, se tudo correr mal, também pode muito bem ser a última, mas a ver vamos.

O conceito parece um sonho tornado realidade, uma consola que também funciona como portátil e que até suporta um ecrã tátil. É um design típico da Nintendo, no sentido em que mostra ambição, inteligência, e propósito com cada curva, botão, e função. Mais importante que isso, é uma consola com um apelo muito claro, sobretudo porque cumpre os seus objetivos. A consola em si é o elemento portátil, que parece quase o GamePad da Wii U, mas tudo isso já conhecíamos da revelação da consola em outubro. As verdadeiras estrelas desta nova apresentação acabaram por ser os Joy-Con, comandos inovadores que abrem várias oportunidades interessantes de jogabilidade. À semelhança de outras tecnologias inovadoras, não basta aos comandos parecem interessantes. A Nintendo terá de provar que, ao longo dos anos, vai continuar a explorar o potencial destes Joy-Con.

A consola atinge o seu potencial máximo em termos de poder quando está atracada à base, e os jogos que vimos tinham excelente aspeto na televisão. Não são portentos técnicos com grandes efeitos de luz em tempo real, ou texturas foto-realistas, mas a Nintendo sempre foi uma editora mais preocupada com o estilo, a arte, e o design, e nesse aspeto não temos razões de queixas em relação ao que vimos no evento. Mas para falarmos em termos mais técnicos, podemos usar The Legend of Zelda: Breath of the Wild como exemplo. O jogo vai correr com uma resolução de 720p e 30 frames por segundo em modo portátil, enquanto que em modo consola, Zelda vai correr a 900p e 60 frames por segundo. A resolução de 720p pareceu-nos mais do que suficiente para manter uma boa qualidade gráfica num ecrã de 6.2 polegadas, que é o tamanho do ecrã da Switch.

O ecrã em si é encantador, capaz de produzir um grafismo brilhante e colorido. Experimentámos Splatoon e Mario Kart em versão portátil, e ambos funcionaram na perfeição, incluindo ao nível do desempenho. Sim, nenhum dos jogos parece ser muito exigente com o hardware, mas gostámos do aspeto de ambos no ecrã. A Switch em si pareceu-nos grande o suficiente, e o tamanho extra do ecrã em relação a algo como um smartphone, uma 3DS, e até a PS Vita, faz toda a diferença do mundo. Jogar Switch em modo portátil foi confortável, embora seja necessário um período de adaptação tal como o foi para o GamePad da Wii U, mas ultrapassada essa fase, funciona bem e é confortável.

A consola é sólida, e tem um peso interessante que não chega a ser excessivo - não parece de todo feita com materiais baratos. Quando em modo portátil, os dois Joy-Con ficam encaixados nos lados da Switch, e que maravilha são estes comandos. Além de terem botões com fartura, os Joy-Con também escondem várias funções adicionais. Podem ler amiibos, tirar imagens da jogabilidade, servir como sensor de movimentos, proporcionar vibração com um detalhe sem precedentes (a Nintendo chama-lhe HD Rumble), e usados como um comando convencional, ou como dois mini-comandos. O jogo que melhor mostrou as capacidades de vibração do Joy-Con foi 1-2-Switch, com uma série de mini-jogos curiosos. Um desses mini-jogos pedia-nos para virar lentamente o Joy-Con, como se estivéssemos a desbloquear um cofre à espera do ponto certo. Outro mini-jogo envolveu movimentar uma caixa com berlindes lá dentro, e a sensação que o Joy-Con transmite dos berlindes a balançarem de um lado para o outro é impressionante.

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