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Wolfenstein II: The New Colossus

Wolfenstein II: The New Colossus

Os Nazis tomaram conta da América, mas a guerra ainda não acabou.

  • Texto: Ford James

Depois do anúncio na E3, não demorou muito para voltarmos a ver Wolfenstein II: The New Colossus. A Bethesda convidou-nos para uma visita a Los Angeles, até aos seus escritórios, onde tivemos nova oportunidade de experimentar o jogo. Para ser mais específico, a secção que esteve a ser mostrada na E3 foi novamente exibida no evento, mas mais importante que isso, experimentámos uma nova secção baseada em Roswell, no Novo México.

A missão arranca no quartel general da resistência americana, contra a ocupação Nazi, e o foco é novamente o protagonista BJ Blazkowicz. Rapidamente reparamos numa mulher alemã algo 'cheinha', a Sigrun Engel, filha de Frau Irene Engel, antagonista de The New Order. No final do primeiro nível vimos Sigrun a cortar o braço de alguém a pedido da sua mãe, mas a sua presença no quartel da resistência indica que mudou de lado. Outra personagem nova é a mulher de raça negra, cujo nome ainda é desconhecido, mas que parece ser alguém importante na resistência. A chegada de Sigrun ao quartel deixou-a visivelmente incomodada, acusando a alemã de ser uma agente dupla que está a reportar para os Nazis. A acusação leva Sigrun a abandonar a sala, em lágrimas.

À semelhança do que acontecia em The New Order, as sequências de vídeo de Wolfenstein II têm uma excelente qualidade cinemática, que recriam com perfeição a emoção das personagens. Os modelos são detalhados, o cenário é elaborado, e a iluminação está no ponto, e embora a estória do jogo seja propositadamente cliché, sem se levar muito a sério, é bom ver o esforço para proporcionar uma experiência cinemática ao jogador.

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Começamos a jogar durante um evento na avenida principal de Roswell, durante uma parada patriótica corrompida pelo regime Nazi. O nosso objetivo é encontrar um informante, dono de um restaurante local, que nos pode indicar o caminho para a infame Área 52 (sim, no jogo é 52, e não 51). Quando chegar ao objetivo, BJ tem de preparar e detonar uma pequena bomba nuclear, já que esta é uma das principais bases nazis.

Disfarçados como um bombeiro, percorremos uma rua cheia de cidadãos e alguns oficiais nazis. Podem ouvir algumas conversas, e quando reparamos em dois tipos com fatos estilo Ku Klux Klan, não conseguimos deixar de tentar perceber o que queriam. Estavam a conversar com um oficial nazi, na tentativa de aprenderem a dizer algumas frases básicas em alemão. Num beco, mais à frente, por trás de uma loja, encontrámos um tipo alcoolizado a dizer mal da vida. Atravessámos a rua, mas não sem antes reparar num nazi que tentava impressionar uma rapariga alemã. "Ich liebe dich" (amo-te em alemão), dizia-lhe.

No fundo da rua encontrámos finalmente o restaurante que procurávamos. Sim, é o mesmo do trailer, e tal como nesse vídeo, um oficial nazi pede os documentos de identificação a BJ. Entregámos os documentos, e tudo estava a correr bem, até que o oficial reparou num cartaz de procurado com a cara de BJ. É nessa altura que o tipo que procurávamos, o dono do restaurante, mete uma bala entre os olhos do oficial. Já na cave, convencemos o contacto a informar-nos sobre como chegar à base (apesar da sua insistência em extra-terrestres), e depois percorremos um túnel até chegarmos à estação de comboios. Um deles vai direto para a base, mas chegar ao comboio
provou ser uma tarefa complicada.

Tínhamos à nossa disposição quatro kits para as armas, o que permitia modificar a arma para melhor se adaptar ao nosso estilo de jogo, incluindo supressores e miras. Tentámos uma abordagem furtiva, e equipámos a nossa espingarda com um supressor e uma mira de longo alcance. Com este formato, a espingarda só permite um tiro de cada vez, mas causa bastante dano à distância. Equipados, tentámos então seguir como ninjas, mas falhámos por completo. Um tiro não acertou no alvo, os nazis aperceberam-se, e tivemos de começar a abrir caminho com grande violência. Existe um comandante, e enquanto não for morto, vão continuar a aparecer nazis, o que significa que deve ser o primeiro alvo a abater se forem vistos.

Eventualmente apareceram alguns robôs, pequenos, mas equipados com enormes armas laser capazes de causar dano a sério. Também podem ter estas armas equipadas, e podem desfazer um oponente mais fraco como se fossem manteiga. Além destas armas, os robôs têm acesso a devastador ataque frontal, em que saem disparados na direção do jogador. Fomos apanhados por este golpe em várias ocasiões, mas se tiverem atenção, podem evitá-los.

A secção seguinte passou-se a bordo do comboio que seguia na direção da Area 52, e como podem imaginar, o espaço era muito mais contido que no segmento anterior. Mais uma vez, tentámos uma abordagem furtiva, mas a incapacidade para mover corpos traiu o nosso esforço e os nazis entraram em alerta. Reparámos que a inteligência artificial está longe de ser brilhante, algo que também era verdade em The New Order. Esperemos que possam melhorar um pouco este elemento, porque vimos inimigos a chocarem uns com os outros e a correrem na direção contrária. Embora este nível no comboio fosse bastante linear, existiam vários caminhos possíveis, e se explorarem bem podem encontrar maneiras de evitar alguns combates.

Infelizmente não tivemos oportunidade de jogar a secção na Area 52. O jogo parou de funcionar, e com os saves desligados, fomos obrigados a jogar do início (a Machine Games garante que o problema será resolvido na versão final). Quando chegámos à secção de ação, optámos por experimentar uma abordagem mais direta, e preparámos as armas para isso. Foi assim que o jogo pareceu mais interessante, e onde a IA mostrou estar mais confortável. As armas têm grande impacto, e despachar nazis uns atrás dos outros enquanto deslizamos entre coberturas, foi muito mais satisfatório do que a abordagem furtiva. Nota ainda para a nova opção que permite carregar duas armas diferentes ao mesmo tempo, como uma caçadeira e uma espingarda. Realista? Não, é absurdo, mas este não é o jogo certo se procuram realismo.

O problema técnico que encontrámos acabou por atrapalhar a nossa experiência, mas tudo considerado, gostámos imenso do que vimos em The New Colossus. É exatamente o que esperávamos que fosse, um jogo de ação na primeira pessoa bastante poderoso, com jogabilidade fluída, bom grafismo, e uma narrativa estupidamente exagerada, mas cativante. Que venha o dia 27 de outubro, porque estamos ansiosos para liderar esta revolução contra os nazis.

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