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Bloodstained: Ritual of the Night

Bloodstained: Ritual of the Night

Um sucessor espiritual digno de Castlevania?

  • Texto: Sam Bishop

Mesmo que não conheçam Koji Igarashi e o seu passado na indústria, basta um olhar para Bloodstained: Ritual of the Night para perceberem qual é a sua influência. Responsável por vários títulos Castlevania, incluindo o tão amado Symphony of the Night, Koji Igarashi está agora a trabalhar neste jogo do mesmo estilo, em produção para PC, PS4, Xbox One, e Nintendo Switch. Durante a E3 conseguimos finalmente experimentar Bloodstained, que parece misturar o conceito do clássico gótico de plataformas, com funções novas e modernas.

Bloodstained segue uma órfã chamada Miriam, amaldiçoada a ter pele de cristal. Para tentar livrar-se desta maldição, Miriam terá de percorrer um enorme castelo para encontrar Gebel, um indivíduo que supostamente conseguiu conquistar esta maldição. Como devem calcular, este castelo massivo está cheio de caminho labirínticos, plataformas, e criaturas ansiosas para atacar o jogador.

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Jogámos uma pequena demo, durante uma secção já dentro do castelo, e ficámos de imediato impressionados com a direção artística. Ao contrário de muitos jogos do género, Bloodstained não utiliza um estilo retro ou pixelizado. Pelo contrário, mostra uma abordagem muito moderna ao género de plataformas 2D, ainda que o grafismo seja 3D. O cenário desloca-se por trás de Miriam conforme se movimenta, mas nunca de forma desorientadora, e ainda existe uma clara distinção entre o que é 'paisagem', e o que é realmente parte da estrutura do nível. O estilo será o típico gótico que podem reconhecer de algo como Castlevania, mas com um grau de detalhe superior. Bloodstained aparenta ter um ambiente fantástico, e a banda sonora é também um grande factor na realização dessa atmosfera.

Depressa encontrámos uma mecânica de jogo que parece ser essencial para a jogabilidade, na forma de Shards. Estas formas podem ser embutidas na própria Miriam, e garantem-lhe habilidades adicionais, como arremessar bolas de fogo ou executar um salto suplo no ar. Não terão espaço para todas, e nos menus podem trocar as Shards que estão equipadas, tanto para habilidades activas, como atributos passivos.

Também encontrámos vários tipos de armas, desde o clássico chicote a tradicionais espadas, mas a nossa favorita foi surpreendente. Adorámos experimentar uns sapatos especiais de Kung Fu, que permitem a Miriam executar uma série de pontapés poderosos. O combate pareceu interessante, mas não é o tipo de jogo que promova combinações de golpes ou ataques frenéticos, pelo contrário. Em termos de animações é limitado, e não existe fluidez entre ataques. Gostaríamos de ver este elemento trabalhado antes do lançamento.

Ao navegarmos o castelo com o auxílio do mini-mapa, encontrámos um boss chamado Bloodless. Foi um encontro interessante, sobretudo considerando que o vestido deste boss era feito de sangue, diminuindo conforme perdia saúde. Bloodless também pode usar um chapéu de chuva para atacar Miriam, e causar com que o cenário sangre. Gostámos deste encontro intenso, mas divertido, um exemplo curioso para o tipo de bosses que podem estar no jogo.

Se gostam de desafios, também existem vários segredos para encontrarem no jogo, pelo menos se o que vimos na demo serve de exemplo. Ao bom velho estilo da série em que se baseia, Bloodstained vai obrigar os jogadores a revisitarem as áreas que já exploraram, desbloqueado secções previamente inacessíveis com habilidades novas. E claro, existem baus, equipamento, armas, e outros segredos para descobrir.

Em resumo, Bloodstained pareceu-nos intrigante e desafiante na curta demo que jogámos, e o castelo conseguiu definitivamente captar a nossa atenção. Contudo, também encontrámos falhas, como as supracitadas limitações das animações e o combate pouco fluído. Ainda assim, é definitivamente um jogo que merece estar no radar dos fãs de Castlevania, já que pode ser um dos melhores títulos recentes dessa saga sem o ser realmente.

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