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Super Mario Odyssey

Super Mario Odyssey

Foi um dos jogos da E3, não pelo que vimos, mas pelo que jogámos.

  • Texto: Matthias Holmberg

Quem diria, Bowser voltou a raptar a princesa Peach, mas desta vez tem planos ambiciosos. Bowser pretende forçar a princesa a casar consigo, nem que seja noutro mundo. O que isto significa? Que Super Mario terá de viajar para fora do Mushroom Kingdom, visitando várias localizações para tentar resgatar a princesa. Como sempre, Super Mario não é um jogo sobre o ponto de partida e o destino, mas antes uma aventura onde a viagem é tudo o que importa. Odyssey marca também o regresso da saga a um estilo de jogo mais amplo, semelhante ao foi estreado em Super Mario 64.

A Nintendo revelou até agora seis localizações, incluindo o Luncheon Kingdom, e o pré-histórico Cascade Kingdom. Cada reino terá personagens específicas, inimigos contextuais, missões secundárias, e mini-jogos divertidos para descobrirem. Durante o nosso tempo com a demo também explorámos Tostarena, uma pequena aldeia no deserto habitada por esqueletos. O mapa indica claramente onde é o objetivo a perseguir, mas não resistimos a fazer alguma exploração por conta própria. Saltámos, rodopiámos, e corremos por toda a Tostanera à procura de curiosidades, e descobrimos várias. Lojas, objetos, e algumas vistas fantásticas, são apenas exemplos do que encontrámos numa rápida exploração - tudo com um design sólido e excelentes mecânicas de plataformas.

Também visitámos a infame New Donk City, a área que está a criar maior controvérsia. Como o nome indica, é uma cidade inspirada em Nova Iorque, e é o ambiente mais realista que alguma vez vimos num Super Mario. É particularmente estranho, porque Super Mario é suposto ser um humano, mas contrasta imenso com os humanos de New Donk City. Existem táxis a circular a cidade, Vespas que podem conduzir, e semáforos que servem como blocos de moedas. Também encontrámos dezenas de referências a outros jogos da Nintendo, em cartazes, nomes de ruas, e lojas. Existem várias surpresas, algumas bem antigas, que não vamos estragar aqui.

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Algo que podemos referir, é que Pauline é a presidente da câmara de New Donk City, e podem interagir com o antigo interesse romântico de Mario. Pauline até nos pediu para ajudarmos com um grupo de jazz, que estava a preparar-se para um festival, e esse tornou-se o objetivo principal desta demo - descobrir os membros do grupo e levá-los até ao local adequado (Pauline era a vocalista). Mas há mais para ver em New Donk City.

Este ambiente urbano parece ser massivo, sobretudo considerando os níveis que normalmente vimos em Super Mario, e não faltam áreas secretas. Encontrámos alguns tubos verdes que nos transportaram para zonas fechadas, aqui com um estilo de design mais próximo dos níveis clássicos. Saltos triplos, cambalhotas, saltos nas paredes, e tudo o mais necessário para avançar e encontrar as Moon Shards (o equivalente às estrelas dos jogos anteriores). Estas peças lunares não são essenciais para prosseguirem, ou pelo menos, não todas, mas servem para alimentar a nave espacial de Mario, que se chama precisamente Odyssey.

Na demo também tivemos a oportunidade de visitar a própria nave, e lá dentro encontrámos um guarda-roupa com uma coleção de fatos de Mario. Alguns são famosos, outros mais obscuros, como o fato de cozinheiro que Mario usou em Yoshi's Cookie, de 1993, ou o fato de safari de Mario's Picross 2. Também comprámos um fato às riscas numa das lojas, que criava um belo efeito enquanto Mario saltava por todo o lado.

Mario não estará sozinho nesta grande viagem, como já podem ter reparado. Cappy é o nome do seu novo chapéu, mas não é apenas um chapéu. Aliás, a sua forma muda conforme o fato que têm vestido, e podem atirá-lo agitando o Joy-Con direito (se estiverem a jogar com sensor de movimentos). Se fizerem um movimento para a frente, o Cappy circula precisamente em frente, batendo contra moedas e inimigos. Se agitarem os dois Joy-Con para cima ou para baixo, vão executar as habilidades especiais de Cappy. São movimentos simples, que funcionaram sempre bem, e para sermos honestos, acabaram por ser mais divertidos do que simplesmente carregar num botão - mas vale a pena reforçar que estes movimentos são opcionais, podem usar controlos tradicionais para todas as ações.

A habilidade mais importante de Cappy é a sua capacidade para "possuir" outras personagens e objetos, inimigos ou amigos. Tanques, pessoas, Goombas, árvores... quase tudo pode ser controlado pelo jogador, e quando estes objetos estão possuídos por Cappy, até ganham um bigode "à Super Mario". Vários objetos e personagens permitem ações diferentes, e como devem ter visto no trailer, até será possível controlar um T-Rex. Do que vimos, Cappy é uma excelente adição à fórmula tradicional de Super Mario, e promete permitir bons momentos de humor, plataformas, e até puzzles. Melhor ainda, um segundo jogador pode assumir o controlo das personagens controladas pelo Cappy, através do segundo Joy-Con.

Super Mario Odyssey parece um jogo cheio de surpresas, e de certeza que só vimos uma pequena porção das localizações, habilidades, e surpresas que a Nintendo tem preparadas para o jogo. E ainda nem falámos do tubo retro que transforma Mario na sua versão clássica de 8 bits, enquanto escalam uma parede. É um jogo sem qualquer lógica realista, mas que parece ser extremamente divertido e imaginativo. Estamos mais entusiasmados que nunca pela perspetiva de um novo Mario já em outubro, e Odyssey foi sem dúvida um dos nossos destaques na E3.

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