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Marvel vs. Capcom: Infinite

O destaque é o novo modo estória, mas primeiro concentremos-nos no combate.

Há uma razão para a ausência do número "4" em Marvel vs. Capcom: Infinite, e segundo a Capcom, essa razão prende-se com a introdução de um modo estória no jogo, o primeiro da saga. Essa estória pretende contar ao jogador como estes dois universos, o da Marvel e o da Capcom, colidiram, mas embora isso tenha sido um ponto relevante da nossa visita ao estúdio, não foi o foco principal. Marvel vs. Capcom: Infinite é um jogo de luta, e o mais importante ainda é o combate.

E é do combate que falaremos mais abaixo, mas primeiro permitam-nos partilhar parte de como a Capcom pretende justificar estes universos. Por exemplo, Mega Man e Iron Man não vão formar uma união apenas para compararem canhões de energia. Não, esta dupla vai juntar-se para impedir que Ultron Sigma - nascido da união dos respetivos arqui-inimigos - liberte um vírus cibernético que pode infetar toda a vida orgânica.

Para já só são conhecidos 15 guerreiros do elenco, mas incluem membros de vários jogos Marvel, Vingadores, e até Guardiões da Galáxia. É uma lista que vai certamente crescer até ao lançamento, e que será enriquecida com mais personagens de X-Men, e Street Fighter, por exemplo. A saber, este é o elenco conhecido até ao momento:

Marvel:
Capitão América
Capitã Marvel
Hawkeye
Hulk
Iron Man
Rocket Raccoon
Thor
Ultron

Capcom
Chris Redfield
Chun-Li
Mega Man X
Morrigan Aensland
Ryu
Sigma
Strider Hiryu

Marvel vs. Capcom: Infinite também vai marcar o regresso de batalhas de dois contra dois (um de cada vez), onde será crucial o timing para a mudança de personagem. Como estamos a falar do estúdio que produziu Street Fighter, existem naturalmente algumas semelhanças, mas também diferenças. Marvel vs. Capcom é um jogo mais ágil e 'espetacular' em termos de efeitos, e também é um pouco mais propício a combos fáceis que o mais técnico Street Fighter.

Para o nosso primeiro confronto de duplas escolhemos Ryu e Chun-Li, e em poucos segundos a ação caótica que caracteriza a série tornou-se evidente. Aqui é fácil conseguir combinações até 10, 12, e 15 golpes, desde que saibam minimamente o que estão a fazer. Os especiais e os combos são mais fáceis de executar, e a defesa não é tão forte ou crucial como em Street Fighter, o que aumenta o ritmo da ação. O nosso segundo combate foi algo diferente, ao escolhermos uma das duplas mais improváveis de sempre - Chris Redfield de Resident Evil e Ultron, o vilão de Iron Man. Embora em termos de contexto seja uma dupla ridícula, em termos práticos resultam bem, já que ambos são peritos em combate à distância.

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A Capcom deixou-nos jogar durante bastante tempo, mais do que é habitual com jogos de luta, mas percebemos porquê. A produtora insiste que também existe uma parte estratégia no jogo, e não está a exagerar. Essa estratégia surge em termos da formação da dupla, e também na escolha das gemas de poder que ativam nas personagens. Estas gemas podem ter grande impacto no jogo, e as três que experimentámos envolviam Poder, Tempo, e Espaço. Quando estão a lutar vão começar a encher uma barra de energia, que permite executar um ataque chamado Infinite Surge. Quando essa barra está cheia, atingem o ponto de Infinite Storm, e aqui têm de dar tudo o que têm.

A gema de poder atira inimigos contra as paredes ou aumenta a força da personagem, a gema do espaço puxa os oponentes ou fecha-os numa caixa, e a gema do tempo permite agir rapidamente sem sofrer golpes. Se as usarem correctamente, podem ativar combinações devastadoras, seja puxando-os para executar um golpe poderoso, ou atirá-los contra a parede num fim de um combo para acionarem um ataque à distância devastador.

A configuração dos ataques especiais segue um formato familiar, com uma barra dividida em quatro. Cada segmento permite executar um ataque especial, enquanto que a barra completa pode ser gasta num movimento ultra-poderoso. Embora espetaculares, não gostámos da forma como estes golpes são representados na jogabilidade. A sua execução é tão simples quanto pressionar dois botões em simultâneo, algo que torna o jogo mais acessível, talvez demasiado. Ainda assim, é uma mecânica opcional.

Também não somos fãs da qualidade gráfica do jogo, sobretudo comparando-a com Street Fighter V. A Capcom optou por um estilo artístico algo simplista, que na nossa opinião não representa tão bem as personagens quanto uma abordagem mais detalhada. É também um jogo que mistura muitos estilos diferentes, desde algo estilo animação japonesa como Mega Man, a personagens mais realistas como Chris Redfield. É um estilo gráfico que se adequa melhor ao primeiro tipo de personagens que ao segundo.

O detalhe dos lutadores em si não nos impressionou, mas gostámos dos cenários que experimentámos. Visitámos a torre dos Vingadores, a sala de Trono de Odin em Asgard, e ainda outro da Capcom. São cenários altamente detalhados, mas sem qualquer dinamismo. Não existe qualquer interação entre personagens e arenas, algo que irá agradar a alguns jogadores, e desapontar outros.

Depois do que aconteceu com Street Fighter V, a Capcom pretende entregar aos jogadores uma base muito sólida, e depois então construir em cima dela. Como jogo de luta, Marvel vs. Capcom: Infinite pareceu-nos bom, mas nada de exepcional. Se algo vier a fazer a diferença, serão as gemas, que têm a capacidade de introduzir grande dinamismo nos combates. Estamos também curiosos para ver mais do modo de estória. Marvel vs. Capcom: Infinite está a ser produzido para PC, PS4, e Xbox One.

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