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antevisão

Pyre

Já jogámos o novo jogo dos criadores de Bastion e Transistor.

  • Texto: Bengt Lemne
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A Supergiant Games já leva dois jogos de qualidade no seu currículo - Bastion e Transistor -, e agora pretende chegar ao terceiro. Pyre é um jogo que parece diferente dos projetos anteriores da produtora, mas o seu ADN é visível ainda assim. Isso é particularmente verdade no facto de existir um narrador, como nos dois projetos anteriores, e uma banda sonora distinta de qualidade. Pyre é claramente um projeto da Supergiant Games.

Existe uma atmosfera e um tom muito específicos em Pyre, e o início do jogo deixou-nos de imediato com curiosidade para vermos mais. Pyre decorre num misterioso purgatório, um local onde é nada é imediatamente identificável. As próprias personagens que conhecemos usam máscaras, acrescentando ainda mais mistério a toda a experiência. O diretor do estúdio, Amir Rao, explicou-nos porquê:

"Sempre quisermos criar estes mundos de jogo ricos em mistério, e penso que o nosso diretor criativo, Greg Kasavin, fez um excelente trabalho na criação deste mundo. É um local com muita história, e se quiser o jogador pode mergulhar mais fundo no jogo para aprofundar o seu conhecimento do mundo e das suas personagens."

Embora o mundo de jogo pareça ser peculiar por si só, a Supergiant Games não quer que seja esse o destaque da experiência. As mecânicas de jogo também têm de falar por si só, e nesse caso a base da jogabilidade e dos combates recaiu num sistema por turnos, embora num formato inesperado. Os combates de Pyre decorrem como se fossem uma espécie de desporto, uma versão bizarra de futebol americano, onde o objetivo é levar a bola (Pyre neste caso) para a zona de golo adversária.

Existem vários tipos de mapas com obstáculos, alguns que podem dificultar a vida ao jogador, e outros que podem tentar aproveitar para ganhar vantagem sobre o inimigo. Uma personagem que tenha a bola e seja atingida por um ataque será removida de jogo temporariamente, logo é fundamental que utilizem o cenário para evitarem que isto vos aconteça. Como só podem mover um elemento da equipa de cada vez, Pyre torna-se numa experiência de jogo muito tática, onde é necessário planear a disposição ofensiva e defensiva da equipa.

"Há quem diga que se parece muito com desportos, mas para nós não passa de um sistema de combate. O objetivo é que o jogador possa ultrapassar estas competições místicas posicionando os seus jogadores da melhor forma, utilizando várias habilidades para finalmente extinguir a Pyre adversária."

As personagens têm várias habilidades e traços distintos, e isso determina quantos pontos uma personagem consegue arrecadar ao marcar golo. Por exemplo, o jogador mais rápido da equipa pode marcar golos com maior facilidade, mas não vai conseguir tantos pontos com um golo quanto uma personagem mais lenta. Não precisam necessariamente de correr para a zona de golo adversária, também podem simplesmente arremessar a bola, mas isso acaba por ser uma medida arriscada, não só porque podem falhar, mas também porque podem estar a dar a bola ao adversário. Cada equipa tem três elementos, mas existem várias ações que retiram os jogadores do campo. Por exemplo, um jogador que marque golo terá de ficar de fora da ronda seguinte.

Quando finalmente tivemos a oportunidade de experimentarmos nós próprios o sistema de combate, pareceu-nos surpreendentemente intuitivo. É um sistema que claramente recompensa o risco, mas que também pode penalizar seriamente uma equipa que exagera nas suas pretensões. Embora intuitivo, pareceu-nos que o sistema tem profundidade suficiente para realmente distinguir os melhores jogadores. Alguém que utilize todos os sistemas ao seu dispor para criar uma tática vencedora terá grande vantagem sobre alguém que apenas tente marcar golos rapidamente e de forma direta.

Com um espírito tão competitivo, Pyre não podia deixar de ter também uma opção multijogador, embora esse lado não tenha sido explorado.

"Sentimos-nos lisonjeados quando nos dizem que ainda conseguem ver que Pyre é um jogo da Supergiant Games, sobretudo quando estamos a tentar algo tão novo e diferente. É um RPG por equipa, com um largo elenco de personagens que podem tentar aproximar, e isso também se traduz na jogabilidade, já que vão controlar várias personagens nestas competições místicas. Apesar de todas as mudanças, e de não ser mais um RPG de ação isométrico da nossa parte, os jogadores estão a deixar-nos fazer isto e estão entusiasmados com o projeto."

Como referimos no início do texto, a banda sonora é um grande fator para identificar Pyre como um jogo da Supergiant Games. O compositor Darren Korb conseguiu transportar o toque surreal e atmosférico de Bastion e Transistor para Pyre, acrescentando um certo toque de mistério e incerteza ao mundo de jogo. Talvez esta sensação acabe por também afetar as decisões que vão tomar ao passarem por este mundo, na componente mais RPG de Pyre.

Com Bastion a Supergiant Games mostrou ser uma produtora independente com grande potencial, uma produtora com membros talentosos e ideias frescas. Ao lançar Transistor ficou a certeza da qualidade do estúdio, que se distinguiu ainda mais ao nível do design, atmosfera, e banda sonora. Pelo que vimos de Pyre, não existe qualquer motivo para duvidar de mais um projeto de qualidade da Supergiant Games.

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