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Ghost Recon: Wildlands

Ghost Recon: Wildlands

Será a evolução de Ghost Recon que todos esperamos?

Ghost Recon já enfrentou muitas alterações ao longo da sua vida, desde formato free-to-play, a versões portáteis. Com Wildlands a Ubisoft pretende voltar a testar algo diferente para a série, misturando o elemento cooperativo que sempre caracterizou a série, com um mundo aberto livre à exploração baseado na Bolívia. Agora as atenções do esquadrão viraram-se para Santa Blanca, um cartel de droga que é mais perigoso que os outros grupos semelhantes.

O líder dos Santa Blanca, que tem a alcunha de El Sueño, está a controlar grande parte da Bolívia em busca precisamente de um sonho. A vontade de criar um país centrado no seu enorme império da droga, um país onde as forças policiais não interfiram com os seus negócios, e cujo governo esteja controlado pelo cartel. Em grande parte, os Santa Blaca conseguiram cumprir o seu sonho, mas esse sonho não tem grande consideração pelo cidadão comum. Cabe agora à equipa dos Ghosts tentarem derrubar El Sueño e os Santa Blanca para restaurarem a ordem na Bolívia.

Neste tipo de eventos, os jornalistas são colocados em salas lotadas com uma televisão e um sistema para cada. É uma situação perfeitamente compreensível, mas não é o ambiente perfeito para alguém se deixar envolver num jogo como. Dito isto, conseguimos perceber que Ghost Recon: Wildlands faz um grande esforço para colocar o jogador no seu mundo. Ao visitarmos as pequenas aldeias, e ao verificarmos o comportamento dos seus habitantes, deliciamos-nos com as suas rotinas diárias. O jogo também passa de forma eficaz o receio que estas pessoas sentem por estarem em território dominado por barões da droga, e as sequências de vídeo não têm pudor quando chega o momento de mostrar quão horríveis são as ações destes carteis. Se precisam de contexto para justificar e motivar as ações dos Ghosts, vão encontrá-lo no jogo em doses generosas.

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Talvez não tenham consciência disto, considerando que é um jogo de Ghost Recon, mas esta versão de Bolívia será o maior mapa aberto alguma vez criado pela Ubisoft. Sim, maior que Far Cry 4, Assassin's Creed: Unity, ou The Crew. Nesse mapa vão encontrar 21 regiões, 11 ecosistemas diferentes, e 26 'bosses' para derrotar. Este enorme mundo é rico em beleza natural, vida, e mais importante que isso, oportunidades táticas para os jogadores explorarem. O ambiente, a hora do dia, e o clima, serão peças cruciais para a forma como abordam as missões. Se atacarem uma base no deserto durante o dia vão precisar de uma tática completamente diferente de abordar um esconderijo durante a noite no meio de um pântano.

Como o tempo foi limitado, não tivemos a oportunidade de experimentar diferentes abordagens à mesma missão, e só tivemos acesso a duas áreas de Bolívia. Itacua é uma das primeiras regiões que vão visitar, enquanto que Montuyoc será uma das últimas regiões em termos de progresso narrativo e dificuldade. Sabemos que existem muitos ambientes diferentes no jogo, mas estes dois em específico eram bastante semelhantes, partilhando rochedos, pó, e areia. Gostaríamos de ter visto ambientes mais diversos, mas teremos de esperar pela versão final para o fazermos.

Quando a Ubisoft anunciou que Ghost Recon: Wildlands seria transportado para um mundo aberto - ainda para mais o maior mundo aberto que já criou -, tememos que fosse um mapa vazio sem grande apelo ou distrações. Agora que passámos duas horas com o jogo, não podemos dizer que esses receios desapareceram por completo, mas estamos mais confiantes na transição. Adorámos o detalhe que a Ubisoft colocou nesta versão de Bolívia, e gostámos de participar nas várias missões secundárias que encontrámos. Essas missões envolvem objetivos como procurar recursos para as aldeias, interrogar suspeitos para obter mais informação, ou destruir pequenos postos da Santa Blanca, como as estações de rádio. Resta ver se esta boa primeira impressões se estende ao longo de todo o jogo e todo o mapa.

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