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antevisão

Nioh

Têm saudades de Dark Souls?

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Porque existem jogos que são tão mais difíceis e penalizadores que outros? Ninguém gosta de falhar, repetir secções inteiras de jogo, e sentir-se frustrado. Obrigar o jogador a atravessar essas emoções é sempre algo perigoso para uma produtora, sobretudo se esse jogo não estiver devidamente equilibrado. Mas os persistentes são recompensados com uma sensação de vitória real, como poucos outros conceitos de jogo conseguem proporcionar. Várias produtoras tentaram seguir esta fórmula, tornada popular com Demon's/Dark Souls, mas muitas falharam pelo caminho. Nioh, da Team Ninja (Dead or Alive, Ninja Gaiden) é a próxima proposta nessa categoria.

O jogo passa-se no Japão, durante o século 16, e o protagonista William é o primeiro ocidental a assumir-se como um samurai. A estória será inspirada por eventos, locais, e personalidades reais, mas apenas levemente inspirada, porque no fundo vão combater demónios. A estória em jogos como Dark Souls é secundária e muito subtil, por isso estamos curiosos para ver como a Team Ninja vai abordar a narrativa.

O mais importante, contudo, é a experiência de jogo, que gira em torno de exploração e combate - muito combate. Vão enfrentar hordas de demónios, a maioria inspirados por folclore japonês. Estas criaturas sobrenaturais têm poderes fantásticos e chama-se Yokai (sim, é o mesmo nome que Yo-Kai Watch, embora com formas muito diferente).

A jogabilidade é bastante semelhante a algo com Dark Souls, como já tínhamos visto em demonstrações anteriores. Terão acesso a habilidades especiais, e podem desviar ou evitar ataques inimigos com movimentos rápidos. As armas (existem vários tipos que mudam o combate) podem ser embutidas com elementos de magia, que aumentam o seu dano ou causam efeitos secundários nos inimigos. Ao matarem inimigos vão recolher pontos que equivalem às almas em Dark Souls, que podem ser investidos em subidas de nível se chegarem aos altares - que funcionam como as fogueiras, ou seja, se morrerem regressam aos altares sem os pontos. E tal como as fogueiras, sempre que usam o altar os inimigos voltam a aparecer.

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Ou seja, é uma estrutura muito semelhante a Dark Souls, mas as maiores comparações ficam-se por aqui. Nioh tem várias particularidades, como as posições de combate. Podem assumir uma posição neutra, alta, ou baixa da arma, o que afeta a direção, a velocidade, e o dano causado pelos golpes. Um toque muito particular de Nioh é a forma como a energia funciona. Os ataques e a defesa esgota a energia de William, mas esta não desaparece - sai do seu corpo. Quem a apanhar vai recuperar energia instantaneamente, o que acrescenta um elemento de risco e recompensa ao combate. Se ficarem próximo do inimigo, podem tentar recuperar energia, mas também ficam mais expostos a ataques, e se falharem podem pagar com vida.

Outro elemento que distingue Nioh é a diversidade de armaduras e armas. Durante o jogo vão apanhar uma boa dose de peças de equipamento e armas, tudo atribuído a várias categorias de raridade e qualidade. Os espólios acabam por ser um elemento muito importante em Nioh, mas se não forem necessários, podem ser trocados por pontos de experiência nos altares. Também podem investir esses pontos no melhoramento das armas, o que permite aceder a novas combinações de golpes.

O design do jogo coloca várias alternativas de caminho ao jogador, e está repleto de passagens pequenas e atalhos perigosos. Normalmente, nesses caminhos vão encontrar inimigos que não vão conseguir evitar, forçando o combate. Como o jogo funciona à base de um sistema de agressão, e não de forma realista, é possível atrair inimigos um a um à distância, o que provou ser uma tática muito útil para evitar aglomerados. Se forem apressados ou excessivamente confiantes, vão pagar caro pela audácia.

Quando o jogo chegar às lojas, não vai incluir a componente PvP, que será apenas acrescentada mais tarde via atualização. Tudo o que terão hipótese de fazer entretanto será desafiar as personagens de outros jogadores controladas pela inteligência artificial. Se estiverem a jogar online, vão observar várias espadas perdidas no chão, que correspondem a locais onde outros jogadores foram abatidos. É através dessas espadas que podem desafiar as personagens dos jogadores. Se conseguirem vencer, vão ganhar um tipo de reputação específica para este lado do jogo. Vale também a pena referir que o jogo vai receber três mini-expansões durante os meses seguintes, que estarão incluídos num passe de época.

Outra diferença para Dark Souls, é a estrutura do mundo. Enquanto a From Software prefere colocar os jogadores num enorme mapa aberto, em Nioh vão percorrer vários níveis passados em localizações diferentes. Ou seja, nesse aspeto será mais parecido com Demon's Souls do que com Dark Souls. A Team Ninja afirmou que optou por esta estrutura de níveis para mostrar muitas localizações diferentes ao jogador.

Gostámos do que jogámos de Nioh, e no papel, apreciamos o conceito do que a Team Ninja está a criar - apesar da forte inspiração em Dark Souls. O passado da produtora com Ninja Gaiden, que também era um jogo muito desafiante, deixa antever uma experiência difícil, mas justa e empolgante. Resta agora comprovar as expetativas, e perceber o que Nioh tem a acrescentar em termos de narrativa.

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