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Paladins: Champions of the Realm

Um concorrente digno ao reinado de Overwatch?

  • Texto: Sam Bishop
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Aos poucos, a Hi-Rez Studios começa a especializar-se na categoria do género MOBA. O seu jogo anterior, Smite, conseguiu oferecer uma alternativa válida a jogos como League of Legends, Dota 2, e Heroes of the Storm, e ao contrário desses três, também foi lançado para consolas, onde o género MOBA goza de menor popularidade. Com o seu novo projeto, Paladins: Champions of the Realm, a Hi-Rez Studios tem claramente outro alvo na mira: Overwatch.

Assim que arrancámos a versão beta de Paladins, tornaram-se inevitáveis as comparações entre os dois jogos. Este projeto da Hi-Rez Studios começou a ser produzido bem antes do lançamento de Overwatch, mas terá certamente beneficiado com a aprendizagem que o jogo da Blizzard permitiu, e as semelhanças são incríveis. Desde o estilo de arte animado, aos heróis individuais e respetivos ataques "Ultimate", é fácil traçar paralelos entre os dois.

Mas seria injusto tornar este artigo numa peça de comparação, sobretudo porque estaríamos a comparar um jogo em desenvolvimento com outro que está a ser refinado há vários meses. Mais importante é reconhecer que nos divertimos com esta beta de Paladins, independentemente da forma como se compara a Overwatch. Esta versão que jogámos só permitia experimentar dois modos de jogos - Siege e Payload - e alguns heróis. Antes de cada partida têm de escolher a personagem que vão controlar, com a condição de que não podem existir heróis repetidos por equipa, e que não é possível trocar de personagem durante as partidas. Antes das rondas propriamente ditas começarem, os jogadores são colocados na área principal da sua equipa, onde se podem preparar e montar os seus cavalos antes das portas abrirem. Parece algo retirado dos Battlegrounds de World of Warcraft.

Os dois modos em oferta pareceram-nos divertidos, e proporcionaram boas horas de ação. Em ambos era necessário capturar e controlar áreas específicas, uma tarefa que requer trabalho de equipa. Aliás, a Hi-Rez Studios parece estar a puxar bastante pela interação entre jogadores, sobretudo considerandos as capacidades e particularidades dos heróis. A ideia é que os grupos se possam complementar com as capacidades dos seus jogadores. Por exemplo, a personagem Fernando pode usar um escudo para proteger a sua equipa, enquanto Victor descarrega dano poderoso no adversário e Mal'Damba cura o seu grupo.

A versão final de Paladins terá mais heróis do que vimos na versão beta, mas o número aqui presente já era considerável. Existiam várias opções para os papéis mais comuns, como ataque, defesa, e cura. No entanto, pareceu-nos que algumas personagens são claramente superiores a cumprirem os seus papéis do que outras. A Hi-Rez Studios ainda tem de trabalhar arduamente no equilíbrio destes heróis, uma característica essencial deste tipo de jogos. Com isto não estamos a implicar que as personagens não são divertidas. Em termos de jogabilidade, são bastante competentes, mas existem claras variações de utilidade entre o elenco.

Usar as habilidades das personagens de forma eficaz é uma boa forma de alguém se manter relevante no jogo sem ser necessariamente o maior atirador do grupo. E depois ainda existem os Ultimates, ações particularmente poderosas que podem ter um impacto devastador se usadas devidamente. Dito isto, a sua importância é tão vital que, o uso correto ou incorreto de um Ultimate pode fazer a diferença entre a vitória e a derrota.

Esta versão beta incluía uma mão cheia de mapas, e todos nos pareceram bem desenhados. A Hi-Rez Studios acumulou certamente grande experiência com Smite, e isso nota-se em Paladins. Existem secções nos mapas que incentivam a diferentes estilos de jogo, desde combates a curta distância, a áreas mais espaçosas, o que permite a todos os estilos de jogo terem o seu espaço nos mapas. Isto também significa que existem áreas do mapa em que algumas personagens se tornam mais úteis que noutras.

Paladins apresenta uma boa variedade visual, com um design inspirado dos mapas e das personagens. É fácil distinguir as personagens pelo aspeto, algo que também informa rapidamente o tipo de herói que são. Será fácil escolher favoritos entre um grupo tão diverso, algo que é reforçado pelo bom trabalho dos atores que dão voz ao jogo (embora por vezes as falas se tornem repetitivas). Se o estilo visual de Paladins é impressionante, tecnicamente ainda existe algum trabalho pela frente. Detetamos vários problemas técnicos, incluindo falhas visuais, ecrãs de loading inacabados, sons ausentes, e outros espinhos semelhantes. Contudo, é preciso lembrar que estamos a falar de uma versão beta, onde estes problemas são esperados. O importante é que estas falhas sejam corrigidas a tempo do lançamento.

Também nos parece que faltam alguns elementos ao jogo, e em particular um modo tutorial decente. Existe muito para aprender em Paladins, e os jogadores vão certamente apreciar um modo que lhes facilite a entrada neste mundo, em particular se estão a fazer a transição de Overwatch. Mais uma vez, é algo que pode ser resolvido e incluído até ao lançamento, mas que estava ausente desta versão beta.

Uma palavra ainda para o formato de Paladins: Champions of the Realm, que será free-to-play. Neste formato terão muitas limitações em termos de opções de heróis, itens, e outras funções, mas existem três tipos de pacotes para aquisição, a começar pelo pacote de fundadores que garante acesso a todos os heróis e que custa € 19.99 no Steam. Aliás, se quiserem experimentar a versão beta, podem descarregá-la já gratuitamente.

A maioria dos problemas que encontrámos são expectáveis nesta fase da produção, e como tal não lhes deve ser dada muita importância (desde que seja corrigidos a tempo). Mesmo com essas falhas, divertimos-nos com Paladins, um jogo competitivo que parece incluir bom design, variedade, e diversão. Ainda existe algum trabalho pela frente até que a Hi-Rez Studios possa realmente desbloquear o potencial de Paldins, mas parece-nos um MOBA na primeira pessoa muito interessante.

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