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análise

Mario Party 10

A Nintendo cumpriu finalmente a promessa de trazer Mario Party para a Wii U, mas esperávamos mais.

Só faltam duas rondas, e um dos nossos amigos está confiante de que vai ganhar. Não é para menos - já tem 58 estrelas, enquanto que nós temos apenas 30, e falta pouco para o jogo acabar. Os dados colocam-nos numa das posições de Bowser, que sugere que todos os jogadores apostem metade das suas estrelas. O nosso amigo tem de apostar 29, enquanto que nós apenas metemos 15 estrelas em jogo. Os outros jogadores apostam ainda menos.

Depois começou um mini-jogo onde é necessário atirar uma bomba para perto de Bob-Ombs, de forma a criar uma reação em cadeia tão pequena quanto possível. Acabámos por ganhar a ronda, e de repente fomos inundados por estrelas. O nosso amigo não está contente, mas ficou ainda pior quando perdeu 10 estrelas na ronda seguinte, antes de voltar a encontrar Bowser. Num instante, passou de destacado primeiro para último.

Noutros jogos, este tipo de oscilação de posiçõespoderia ser horrível, mas adoramos esta imprevisibilidade em Mario Party 10. Aquela sensação pura e aleatória de que tudo pode acontecer com o rolar dos dados. Podemos tomar decisões estratégicas, e cumprir os objetivos dos mini-jogos, mas a sorte é tão importante em Mario Party 10 como esses elementos.

Isto faz com que qualquer jogador tenha alguma hipótese de vencer, desde um veterano Hardcore em videojogos a um novato. O melhor jogador irá ganhar mais vezes, isso é inevitável, mas não vai ganhar sempre, e é essa possibilidade que torna Mario Party 10 numa proposta tão divertida.

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Mario Party 9 marcou uma espécie de reinicio para a série. No lugar de jogos que podiam demorar uma hora para terminar, enquanto circulavam um tabuleiro, Mario e companhia saltaram para um veículo e partiram à aventura. O número de mini-jogos diminuiu, foram acrescentados mais eventos aleatórios, e as estrelas e moedas deram lugar a mini-estrelas. Alguns jogadores adoraram as mudanças, outros nem por isso.

Nós pertencemos ao primeiro grupo. Sim, nem tudo estava perfeito, mas ao nono jogo, Mario Party precisava de evoluir e até certo ponto, foi esse que aconteceu. As temáticas dos níveis eram mais evidentes e até tinham Bosses que podiam enfrentar. Com Mario Party 10, a produtora Nd Cube decidiu continuar em parte o legado do anterior, e conseguiu aplicar um conceito moderno. Desta vez, contudo, também existe a possibilidade de jogar alguns mini-jogos tradicionais, se tiverem os Amibos para os desbloquear.

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Os Amiibos funcionam de forma semelhante aos DLC lançados no dia de lançamento, no sentido em que desbloqueiam conteúdo que já estava no disco. Não é uma decisão popular, mas o facto de ser necessário utilizar os Amiibo durante o jogo ainda nos incomoda mais. Cada vez que vão rolar os dados, é necessário que o Amiibo correspondente toque no GamePad. Isto lembra-nos de quando decidiram trocar um simples toque num botão pelo sensor de movimentos do Wiimote, na geração anterior.

Parece-nos completamente desnecessário e tira alguma da diversão imediata do jogo. Teria sido muito mais prático se o Amiibo apenas fosse necessário para desbloquear o conteúdo, ficando desbloqueando até o jogo terminar ou a consola for desligada. Gostamos da ideia geral dos Amiibo, mas parece-nos que é necessário encontrar uma utilização para prática para as figuras.

Se isto não for um problema para vocês, podem contar com uma boa dose de conteúdo desbloqueável com Amiibos. Por outro lado, isso também significa que existem menos tabuleiros por defeito em Mario Party 10. Existem cinco ao tudo, e um modo de jogo para os mini-jogos que foi bem desenhado. Ainda assim, olhando para o pacote completo sem Amiibos, é difícil não ficar um pouco desapontado com o conteúdo de Mario Party 10. Também esperávamos uma maior interacção com o GamePad, que acaba por ser escassa.

Durante os jogos normais, Bowser esconde-se por trás de seis barras, cada uma representando um rolar de dados. À sexta vez que isso acontece, o arqui-inimigo de Super Mario aparece para dificultar a vida a quem rolou os dados, e ainda vai colocar armadilhas para as sessões seguintes. Embora seja engraçado ver Bowser atrás das barras no GamePad (ou o Toad, num dos níveis), não nos pareceu a utilização mais inspirada para o comando da Wii U.

Existe também uma variante onde quatro jogadores têm de evitar um quinto jogador, que está a jogar como Bowser. É uma variação engraçada para o jogo, que permite alguns momentos hilariantes, mas que acaba por parecer algo que deveria ter sido explorado de forma mais eficaz. É mais como um bónus divertido do que uma adição substancial ao jogo. É algo que, no seu formato atual, se torna cansativo com rapidez, mas que tem potencial para ser mais desenvolvido no futuro.

Os mini-jogos em Mario Party 10 são fantásticos, melhores do que no passado. Ainda existem alguns que não impressionam, mas em cerca de 80 mini-jogos, ter meia dúzia de menor qualidade é uma perspetiva bastante boa. Existe excelente variedade, e entre tanta oferta, vão certamente encontrar algo para vos divertir em conjunto com alguns amigos ou família.

E no fim das contas, isso é o mais importante, e é por isso que Mario Party 10 é um jogo praticamente essencial em qualquer coleção de Wii U - pela forma como permite que amigos e família se possam divertir em conjunto. Existem algumas decisões de design que nos desiludiram, e que impedem Mario Party 10 de se assumir como um dos melhores jogos da série, mas é inegável que nos divertimos imenso com este exclusivo Wii U.

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07 Gamereactor Portugal
7 / 10
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Alguns mini-jogos originais e divertidos. Mode Bowser é engraçado. Muito conteúdo para desbloquear.
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Ligação com os Amiibos podia ser melhor. Algumas decisões de design questionáveis.
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