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análise

Pillars of Eternity

A Obsidian criou um novo RPG de culto.

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A Obsidian lembrou-se de criar uma máquina do tempo, chamada Pillars of Eternity, que transportará os jogadores para a era dourada dos RPG de PC. Uma altura em que a Bioware e a Black Isle deslumbraram jogadores com aventuras fantásticas, utilizando perspetivas isométricas, ambientes pré-renderizados e narrativas interligadas com montanhas de texto para ler.

De certa forma, a Obsidian sempre pareceu uma espécie de irmão mais pequeno da Bioware, encarregue de assumir as sequelas de vários jogos, como Neverwinter Nights e Knights of the Old Republic. É uma produtora particularmente virada para o género RPG, não fosse composta por vários membros da Interplay. E isso leva-nos a Pillars of Eternity, um jogo que embora seja atual e consiga (na maior parte) transmitir uma personalidade própria, é também uma grande homenagem aos melhores jogos do género oriundos da década de 1990.

A perspetiva isométrica, o sistema de grupo, o estilo dos retratos das personagens, as opções de diálogo e a pausa no sistema de combate, são todos sistemas e particularidades dessa era dos RPG que foram transportadas para Pillars of Eternity. Por vezes até achamos que a produtora foi um pouco longe demais na sua tentativa de recriar o sentimento dessa era, mas isto não significa que Pillars of Eternity não tenha alguns elementos únicos ou inovadores.

Pillars of Eternity não é um jogo impressionante de ponto de vista técnico. Não esperem grandes efeitos de luz, partículas e efeitos especiais de topo ou bigodes nas personagens com resoluções de 4K. O que Pillars of Eternity tem é um mundo de fantasia imersivo, agraciado com um trabalho de arte fantástico.

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É um mundo vivo, mais preocupado com o detalhe imposto pela arte e pelo trabalho dos artistas, do que necessariamente distraído com pormenores técnicos. Os cenários pré-renderizados, que são normalmente estáticos, ganham nova vida com animações subtis, que acrescentam animais a percorrer o cenário, quedas de água e alguns efeitos climatéricos básicos.

Pillars of Eternity também tem uma abordagem muito subtil à narrativa. Por exemplo, no início da aventura vão chegar a uma aldeia que tem vários corpos pendurados numa árvore. É uma imagem brutal, mas o jogo não faz questão de explorar excessivamente a morbidez da situação com sequências aproximadas ou violência extrema. Em vez disso, prefere apresentar a atmosfera de forma mais discreta, através de música, diálogo e animações.

É também uma boa forma de despertar a curiosidade dos jogadores, que se forem como nós, vai imediatamente querer saber o que raio se passa naquela aldeia. A forma mais óbvia de interagir com outras personagens em Pillars of Eternity é através de diálogo - composto por montanhas de texto. As opções que terão ao vosso dispor durante as conversações serão determinadas pelas habilidades que decidiram evoluir nas personagens.

Se forem suficientemente inteligentes, terão uma variedade de opções corajosas, ou se se apostarem na perspicácia serão capazes de identificar certas nuances e estabelecer determinadas ligações de que de outra forma não seria possível. Por outro lado, um perito na história passada e nos mitos do mundo de jogo, terá informações que vão dar outra perspetiva às conversas. Outros elementos que podem modificar as opções de diálogo estão relacionadas com a vossa raça, origem, classe e decisões passadas.

A forma como desenvolvem a vossa personagem também terá efeitos secundários noutros elementos do jogo, incluindo a forma como vão resolver puzzles ou ultrapassar determinados obstáculos provocados pela aventura. Outro fator que pode influenciar os eventos do jogo está relacionado com os itens que podem carregar no inventário.

Terão muitas opções ao vosso dispor para moldarem a aventura, mas também para a reforçar se decidirem embarcar em atividades secundárias, como encantamentos para melhorar armas e armaduras, culinária, e poções, que podem fabricar com ingredientes que apanham durante a aventura ou que compram em lojas. A certo ponto até terão acesso a uma base que poderão comandar.

Pillars of Eternity está recheado de mecânicas de jogo, algumas bastante peculiares. Por exemplo, o vosso diário terá uma secção dedicada aos monstros e criaturas que vão encontrar, formando páginas com o conhecimento que vão recolhendo de cada criatura. Ao completarem a secção de uma criatura, vão deixar de receber pontos de experiência dessa criatura, embora continuem sempre a receber pontos por completarem missões, abrir fechaduras, descobrir novas localidades e outras atividades semelhantes.

Os fãs de RPG clássicos não têm razões de queixa dos últimos meses. Jogos como Divinity: Original Sin, Wasteland 2 e agora Pillars of Eternity, são opções fantásticas que vão ocupar os jogadores durante horas a fio. A nossa maior queixa em relação a Pillars, é que não toma grandes riscos na fórmula, e que por vezes vai longe demais na sua inspiração às raízes do género, parecendo mais datado que que inspirado.

Ou seja, é uma experiência que pode não ser para todo o tipo de jogadores, sobretudo para uma geração mais nova que procure algo mais imediato. Contudo, é inegável a qualidade de Pillars of Eternity enquanto Role Playing Game, e vem acrescentar ainda mais ao movimento de renascimento do género

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08 Gamereactor Portugal
8 / 10
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Experiência moldável ao jogador. Oferece inúmeras alternativas para várias situações. É um jogo lindo. Mundo e narrativa cativantes.
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Tem algumas falhas técnicas, particularmente nas caixas de diálogo. Toma poucos ricos. A inspiração em jogos da Bioware e da Black Isle por vezes vai longe de mais.
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