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análise

Bloodborne

Os criadores de Dark Souls impressionam com um dos melhores exclusivos PS4.

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Bloodborne é o novo jogo da produtora japonesa, From Software, os criadores de Demon's Souls e Dark Souls. Bloodborne é o seu próprio jogo, e não está diretamente ligado a nenhum dos trabalhos anteriores da produtora, mas as suas influências são evidentes. Desta vez vão encarnar o papel de um aventureiro que tenta encontrar a cidade de Yharnam, onde aparentemente está a cura para uma terrível doença. Para encontrar respostas às suas questões, terá de recorrer a práticas do oculto, e enfrentar um mundo de pesadelos tornado realidade.

Os jogos da From Software tendem a ser algo estranhos e bizarros. Em Demon's Souls habituámos-nos a interagir com uma rapariga cega, vestida de preto, que trocava almas de demónios por pontos para os atributos. Desta vez vão interagir com uma "boneca", e trocar sangue por experiência. Esse sangue, se for consumido na sua forma impura, pode transformar o jogador numa besta, mas só recorrendo a sangue podem ganhar poder suficiente para terem uma hipótese com os inimigos. A boneca quer sangue para que possa ser humana, pois essa é aparentemente a única forma de ser amada. Eventualmente diz que nos ama, mas perguntamos-nos a quantos caçadores como nós terá ela dito aquilo.

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Os caçadores foram enviados pela igreja, que devem revoltar-se contra as atrocidades cometidas na cidade. É um evento que pretende purgar todos aqueles que estão viciados em sangue. O sangue, no mundo macabro de Bloodborne, é como uma espécie de droga irresistível, que pode ter consequências horríveis. É algo que realça o pior das pessoas e que as pode transformar em bestas temíveis. A solução, segundo a igreja no jogo, passa por lidar com estes seres sem piedade, mas este é o tipo de situação de onde ninguém sai vitorioso e o resultado é uma aldeia engolida pela demência.

BloodborneBloodborne

Para caçarem estas bestas os caçadores precisam de ganhar experiência e habilidades, mas a escolha de armas também é uma decisão importante. Por combaterem todo o tipo de entidades maléficas, os caçadores têm de estar preparados para qualquer situação. Por esse mesmo motivo, os artesãos da igreja decidiram criar uma boa variedade de acessórios para o auxílio dos caçadores.

A Ludwig's Holy Blade (já agora, também existe uma versão localizada com textos em português), é o exemplo perfeito para as armas peculiares de Bloodborne, capazes de se transformarem. Numa forma primária, a lâmina pode servir como uma espada leve, capaz de manter os inimigos mais fracos à distância. No calor da batalha, essa pequena lâmina pode assumir a forma de uma enorme espada, capaz de desbastar inimigos com facilidade. Tudo somado, Bloodborne tem um arsenal mais limitado que os jogos Soul, mas existe maior liberdade de personalização nas armas existentes, que podem ser modificadas com gemas raras. É um sistema mais simples do que vimos na série Souls, mais prático e imediato, mas não se deixem enganar por este exemplo, porque Bloodborne não é mais fácil.

Grande parte das mecânicas são importadas da série Dark Souls, mas existem algumas mudanças pontuais que mudam por completo o estilo de jogo. A introdução de armas de fogo, por exemplo, muda por completo a abordagem ao sistema de combate. Enquanto muitos jogadores optaram por se esconder atrás de um escudo na saga Souls, em Bloodborne terão de se habituar a um estilo de jogo mais ofensivo. Ainda assim, os disparos das armas de fogo não são muito poderosos, e o alcance não é assim tão grande como isso. Na realidade, esses disparos servem mais para atordoar o oponente do que para danificá-lo seriamente.

Outro sistema que incentiva a uma abordagem mais ofensiva é a capacidade para recuperar a vida que nos foi tirada. O corpo só consegue sentir dor passados cinco segundos depois de sofrerem dano, o que significa que têm esse tempo limitado para atacarem o inimigo e reaverem parte da saúde danificada - cada golpe devolve um pouco de volta. É um sistema que pretende recompensar os audazes, mas que irá com mais frequência incentivar ao descuido, e isso pode sair muito caro.

Bloodborne

Bloodborne é também um espetáculo extremamente sangrento. Se um inimigo particularmente grande morrer, vai provocar uma chuva de sangue pelo cenário, pintando a gabardina da personagem e as ruas de vermelho. Outro grande destaque são os encontros com os Bosses, criaturas que normalmente são extremamente perigosas e que tendem a encher o ecrã com a sua estatura imensa. Cada Boss tem um ponto fraco, que podem tentar explorar para aplicar dano considerável, mas isso é mais fácil em teoria que na prática. Os Bosses tendem a utilizar um novo sistema de agressividade, ganhando novas habilidades e poder se sofrerem danos sérios em pouco tempo. Isto significa, por exemplo, que nem sempre é aconselhável tentar atingir o ponto fraco do inimigo no início da batalha, já que podem estar a piorar drasticamente as vossas hipótese de vitória.

Em muitos sentidos, Bloodborne é um regresso às origens para a From Software, com vários pontos em comum com Demon's Souls. É um design mais confinado que o de Dark Souls, e os níveis são ligados por um Hub central, como em Demon's Souls. No cenário vão encontrar muitos caminhos secretos e atalhos, que podem desbloquear e facilitar o progresso mais tarde. Também existem alguns objetivos secundários, segredos e informações escondidas que podem procurar.

Bloodborne tem uma atmosfera muito misteriosa, inspirada na era vitoriana, mas o design das criaturas lembra mais algo saído de The Evil Within. É um jogo algo assustador e arrepiante, mais do que os Souls anteriores, em grande parte devido ao estilo visual implementado. Graficamente, é um jogo impressionante, embora não seja uma experiência perfeita. As secções que não são jogáveis do cenário estão claramente menos trabalhadas, algumas texturas demoram a carregar, existem ligeiros abrandamentos na framerate e os tempos de carregamento são enormes - uma falha para um jogo que requer tanta repetição.

Bloodborne

Como nas sagas Souls, quando morrerem em Bloodborne, vão largar uma poça de sangue que terão de recolher antes de voltarem a morrer, mas agora existe uma nova variante. Alguns inimigos conseguem acumular essas poças, o que significa que, se quiserem reaver o conteúdo na poça, terão de eliminar esse inimigo - identificados com olhos azuis. Outra mudança é que os itens de regeneração de saúde já não se renovam automaticamente - o que encontrarem é o que podem usar. No departamento sonoro podem contar com algumas melodias arrepiantes, que seguem um estilo semelhante aos outros jogos da From Software, embora ligeiramente mais góticas.

Uma das maiores novidades de Bloodborne são as Chalice Dungeon, masmorras geradas aleatoriamente que os jogadores podem explorar para encontrarem espólios preciosos. Estas masmorras não estão diretamente ligadas à campanha principal, mas oferecem uma experiência complementar interessante. Como são geradas aleatoriamente, o seu percurso e a localização de itens e inimigos são sempre uma surpresa, embora isto também motive alguns problemas inesperados no design dos níveis, mas não encontrámos nada de grave.

Bloodborne também inclui algumas características que os fãs da saga Souls podem identificar, como os modos New Game+ (continuam com a mesma personagem num modo mais difícil) e as opções online. Podem deixar mensagens, pedir auxílio a estranhos ou invadir o mundo de outro jogador para tentar derrubá-lo. Não tivemos a oportunidade de experimentar este modo na versão final, mas já a jogámos no passado e funciona muito com em Dark Souls.

Este novo projeto da From Software é como uma reunião de alguns dos melhores elementos de Dark Souls e Demon's Souls, embrulhados num novo tema e abrilhantados com algumas ideias originais. É uma aventura fantástica, mas tão assustadora e desafiante, quanto recompensadora - não é para jogadores frágeis. Gostaríamos que tecnicamente estivesse mais apurado, mas nenhum jogo da Souls foi lançado de forma imaculada nesse aspeto e Bloodborne não é exceção. Na nossa opinião, Bloodborne é provavelmente o melhor jogo da From Software, e isso quer dizer bastante.

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09 Gamereactor Portugal
9 / 10
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Ambiente soberbo. Batalhas memoráveis com Bosses. Sistema de masmorras interessante. Aventura longa e com valor de repetição. Localização para português.
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Tempos de carregamento longos. Alguns pormenores gráficos menos bons. Pode ser excessivamente frustrante para alguns jogadores.
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