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análise

Final Fantasy Type-0 HD

Quatro anos depois do lançamento no Japão, será que Type-0 ainda consegue ser relevante na Europa?

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A Square Enix surpreendeu a indústria de videojogos em 2006, quando revelou planos ambiciosos para a série Final Fantasy. Através de um projeto identificado como Fabula Nova Crystallis, a Square revelou Final Fantasy XIII, Final Fantasy Versus XIII e Final Fantasy Agito XIII, todos com protagonistas e mundos diferentes. Os dois primeiros seriam lançados para PS3 e o terceiro para PSP.

Agora, em 2015, podemos ver que os resultados de Fabula Nova Crystallis foram na realidade muito diferente do que a Square Enix inicialmente anunciou. Final Fantasy XIII foi lançado em 2009, tendo recebido duas sequelas nos anos seguintes. A trilogia, contudo, acabou por desiludir vários fãs e a maioria da imprensa especializada. Versus XIII, que esteve muitos anos sem aparecer em público, foi transformado em Final Fantasy XV, que como todos sabemos agora, será lançado para PlayStation 4 e Xbox One este ano. Quanto a Agito XIII, foi transformado em Final Fantasy Type-0, um jogo lançado em 2011 para PSP, mas somente no Japão.

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É assim que agora, quatro anos depois, Type-0 chega finalmente ao mercado Europeu, não como um título portátil, mas como uma remasterização para PS4 e Xbox One.

Final Fantasy Type-0 HD

Enquanto título de PSP, Final Fantasy Type-0 apresentou uma boa qualidade gráfica, e esta versão de remasterização tem naturalmente ainda melhor aspeto, mas não é suficiente. Ninguém estaria à espera de um jogo impressionante no departamento gráfico, considerando que as suas raízes estão estabelecidas na PSP, mas a Square Enix podia mesmo assim ter feito mais para reanimar a qualidade gráfica de Type-0.

As cores e os efeitos de luz estão obviamente superiores nesta versão, e tudo está mais definido graças à resolução superior, mas o jogo é ainda assim demasiado vazio e despido de vida. As texturas são medíocres, o detalhe nos cenários é praticamente inexistente e para piorar a situação, existem barras pretas no ecrã para que o jogo não ocupe a totalidade do ecrã. Se está melhor que a versão original? Sim, sem dúvida, mas comparando com vários outros projetos de remasterização recentes, Type-0 parece-nos escasso.

O elemento comum a todos os jogos do projeto Fabula Nova Crystallis, de uma forma ou outra, está em vários cristais especiais que servem como fio condutor para a narrativa, mesmo que o mundo e as personagens sejam únicas a cada jogo. No caso de Final Fantasy Type-0, a ação decorre no mundo de Orience, formado por quatro poderosos reinos. Durante muitos anos a paz reinou, mas um conflito e respetiva invasão de uma das nações acabou por provocar um grande confronto militar. É aqui que entra em plano a Class Zero, um grupo de estudantes da Vermillion Peristylium, uma academia ligada à nação de Rubrum.

Final Fantasy Type-0 HDFinal Fantasy Type-0 HD

O que começa como uma missão para proteger o território das forças invasoras, torna-se numa cruzada para encontrar respostas a várias perguntas que o grupo vai descobrindo. É um tom mais sério e sombrio do que estamos habituados a ver na série, mas Type-0 é um jogo particularmente confuso, sobretudo porque existem vários buracos na história. A ideia, aparentemente, é motivar os jogadores a completarem a campanha duas vezes, o que não nos parece a melhor escolha de design para o jogo.

Este grupo de heróis, Class Zero, é formada por cerca de uma dúzia membros, cada um com as suas particularidades, importantes para o combate e para a evolução narrativa do jogo. Imaginem uma versão militar do que conhecemos sobre as escolas no Japão, e terão uma ideia do grupo que vão encontrar em Type-0. Ao contrário do resto do jogo, é um elenco cheio de variedade e personalidade, de tal forma que poderá motivar-vos a continuarem até ao fim da aventura... pelo menos uma vez.

Terão de participar em algumas atividades sociais com o grupo, e claro, existem interações com os invitáveis Chocobo, mas o grosso da experiência será passado no campo de batalha.

O sistema de combate decorre em tempo real, com total liberdade de movimentos e um ritmo acelerado, diferente do que é habitual na série. Talvez por ter as bases na PSP, Type-0 empregou mecânicas mais próximas dos RPG de ação, do que outros Final Fantasy. Até existe um sistema para evitar ataques que exige bom timming por parte dos jogadores. Embora seja um grupo enorme, só podem levar três personagens para os combates. Vão controlar apenas um destes lutadores, mas a inteligência artificial consegue normalmente desenvencilhar-se bem.

É um sistema de combate desenhado para a natureza portátil do jogo, mais rápido e imediato, mas sem a profundidade de outros Final Fantasy. Com o passar da aventura, que até é algo longa, vai começar a tornar-se repetitivo e falta-lhe a capacidade de motivar o jogador durante todo o jogo. Também existem alguns objetivos secundários que podem cumprir, mas para dizer a verdade, não oferecem nada de relevante à experiência.

Final Fantasy Type-0 HDFinal Fantasy Type-0 HD

Se tivéssemos jogado Final Fantasy Type-0 quando ele foi lançado em 2011, e na sua plataforma de origem, a PSP, é provável que a reação fosse mais positiva. Mas em 2015, e plena 'nova' geração, é difícil mostrar o mesmo encanto pelo jogo. Se os fãs de Final Fantasy podem gostar de Type-0 HD? Sim, alguns vão apreciar a experiência, mas a maioria não vai encontrar grandes pontos de interesse neste jogo. À exeção talvez da demo jogável de Final Fantasy XV que vem incluída no pacote.

05 Gamereactor Portugal
5 / 10
+
Uma galeria interessante de personagens. Combates com bom ritmo.
-
Narrativa incoerente. Missões secundárias aborrecidas. Combates começam a tornar-se repetitivos depois de algumas horas.
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