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análise

Murasaki Baby

Uma aventura sinistra com uma direção artística original, que prova que a PS Vita ainda tem pulso.

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Entre a lista de mais de 50 títulos de PS Vita que foi apresentada durante a E3 2014, Murasaki Baby foi um dos que atraiu maiores atenções, apesar de ter sido anunciado originalmente durante a Gamescom 2013. Em parte isso deve-se à exclusividade do jogo para a portátil da Sony, mas também ao facto de ser o primeiro projeto do novo estúdio de Massimo Guarini, diretor de Shadows of the Damned. Mais importante, porém, é o facto do jogo parecer genuinamente diferente e original.

O diretor italiano de Murasaki Baby tem um portfólio interessante entre a indústria de videojogos, sobretudo pelo trabalho que acumulou em conjunto com Suda51 e Shinji Mikami. É por isso natural que o seu primeiro projeto enquanto produtor independente tenha sido seguido com alguma atenção. Ovosonico é o nome da sua nova produtora e Murasaki Baby mostra todo o potencial do diretor e da sua equipa, ao apresentar um carisma genuíno.

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O jogo concentra-se na história de uma protagonista muito curiosa, referida apenas como "Baby", que é uma criança... peculiar, num mundo bastante bizarro. Cabe ao jogador guiar Baby através do jogo, não diretamente, mas pegando-lhe na mão através do ecrã tátil. O que espera ambos é uma viagem cheia de obstáculos que terão de superar, com vários encontros macabros e estranhos.

Murasaki Baby

Murasaki Baby foi concebido com uma estrutura semelhante a um jogo de plataformas lateral. Terão de subir, descer e andar para a esquerda e para a direita, mas o grosso da experiência passa por resolver os puzzles que vão encontrar. Para conseguirem isso, terão de utilizar os vários poderes que Baby desenvolve ao longo do tempo. Algumas destas habilidades são óbvias, baseadas num modelo de física, mas outros são verdadeiramente bizarros. O objetivo é que Baby - e o seu balão - cheguem ao outro lado sem serem prejudicados. Em certas ocasiões, Baby move-se de forma independente, e nestas alturas terão de interagir com o cenário, e não com a protagonista.

Murasaki Baby foi desenhado especificamente para aproveitar as capacidades da PS Vita, em particular as funções táteis. De tal forma que os controlos tradicionais são praticamente ignorados, limitando-se às funções táteis do ecrã e do painel traseiro, bem como o sensor de movimentos da própria portátil. Já que a ideia é que o jogador interaja com o jogo de forma indireta, e não com controlo direto sobre Baby, esta opção de controlos pareceu-nos bastante adequada. As reações de Baby às nossas ações são deliciosas e a forma como olha para o ecrã - para o jogador - é tocante.

Apesar de concordamos com o esquema de controlos táteis, também é necessário reforçar a ideia de que não são perfeitos. Existem várias ocasiões onde terão de executar duas ações em simultâneo, ou cumprir requisitos com um timing apurado. Imaginemos que uma destas sequências exige que deslizem o dedo pelo painel traseiro, virem a consola para o lado e depois toquem no ecrã frontal. Isto pode ser um pouco confuso em algumas situações. Mas também é aí que reside a sua dificuldade. Se fosse jogado com controlos tradicionais, Murasaki Baby seria facílimo.

Murasaki BabyMurasaki Baby
Murasaki BabyMurasaki Baby

Apesar dos controlos, a direção artística e a composição musical são, na nossa opinião, os grandes pontos fortes da experiência. O mundo criado pela Ovosonico emana personalidade e merece ser visitado. Existe um toque sinistro bastante evidente, que lembra de imediato o estilo de Tim Burton, mas entre tanta estranheza, é difícil ficar indiferente à ternura demonstrada por Baby. É um casamento perfeito entre design, som, jogabilidade e mundo de jogo.

A banda sonora foi escolhida na perfeição para cada situação e evento. Não é totalmente surpreendente se considerarmos que esse também era, na nossa opinião, o ponto forte de Shadow of the Damned. Nota-se a influência de Massimo Guarini nos dois projetos. Recomendamos que usem os fones para apreciarem melhor o aspeto sonoro de Murasaki Baby. Quanto à qualidade visual, existem algumas arestas por limar, mas é no geral uma experiência muito apelativa - embora peculiar.

Um dos defeitos que se pode apontar a Murasaki Baby será possivelmente a longevidade, que pode ir de uma a duas horas. É bastante curta, mas como outros jogos já o provaram no passado, um jogo não precisa de ser grande para causar impacto. Tudo somado, Murasaki Baby é o tipo de experiência de que a Vita precisa, uma aventura com controlos específicos, design original e um mundo capaz de nos envolver. Se a longevidade não for problema, podem apostar com confiança em Murasaki Baby.

Murasaki BabyMurasaki BabyMurasaki Baby
Murasaki BabyMurasaki Baby
08 Gamereactor Portugal
8 / 10
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Casamento perfeito entre jogabilidade, grafismo e áudio. História cheia de nuances, bem integrada na jogabilidade.
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Controlos podem ser um pouco difíceis. Algumas dificuldades na interação com o cenário. É bastante curto.
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