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análise

Destiny

A expetativa era tremenda, mas será que correspondeu?

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Quando Destiny atinge o ritmo certo, o que acontece com frequência, pode ser uma experiência sublime. No entanto, esses picos da experiência trazem uma familiaridade que sugerem que, embora o universo seja novo, existe muito de velho em Destiny. A Bungie serviu-se da sua experiência com Halo para construir o núcleo de Destiny, mas se olharmos para Halo: Reach - o último jogo da produtora lançado há quatro anos - e para Destiny, é fácil perceber que não houve uma grande evolução das mecânicas de jogo. O esforço não passou por evoluir essa base, mas antes por construir à sua volta.

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Ainda estamos tão mergulhados em história de ficção científica que é difícil não nos sentirmos um pouco perdidos (também não gostámos da ideia de ver partes da história no site oficial da Bungie). Existem várias raças alienígenas que terão de desbastar em grandes números ao longo do jogo, mas não existe muito que diferencie as três raças. Podem, contudo, fazer isso a solo ou com amigos. E também podem participar em frenéticas batalhas multijogador. Tudo isto é facilmente identificável com o ADN da Bungie. Se são fãs da produtora, vão reconhecer de imediato o seu trabalho.

Destiny

A grande diferença é que esses pilares que associamos à Bungie estão agora ligados por um mundo que está permanentemente online. A elite da galáxia escreve-se agora no plural, e vocês serão apenas mais um de vários focos de luz que lutam contra a escuridão que ameaça tudo. Enquanto exploram os mundos de Destiny vão encontrar amigos e estranhos pelo caminho, num piscar de olho evidente ao género MMO. Não importa o tipo de missão que estão a fazer - até podem ser missões diferentes - mas é inevitável que encontrem outros jogadores pelo caminho.

Podem jogar a solo ou formar uma equipa (Fireteam) de jogadores, até um máximo de três participantes. Podem criar um grupo com amigos ou testar a sorte com a ferramenta de emparelhamento. Na nossa opinião, Destiny funciona melhor quando estamos acompanhados, mas a estrutura do jogo também funciona bem se estiverem sozinhos. O jogo equilibra a dificuldade e o número de inimigos de acordo com o número de jogadores na missão. Outros fatores que determinam a força dos oponentes são o nível dos jogadores e a própria dificuldade escolhida para as missões (normal ou difícil), que também determina as recompensas de experiência.

Subir de nível em Destiny não é uma tarefa árdua. Existem três classes no jogo, e cada uma recebe habilidades novas conforme sobem de nível. Outras formas de evolução passam pelo equipamento e pelas armas, e algumas das melhores que vão encontrar estão no mundo aberto, escondidos em baús secretos. Em cada mundo existe uma grande área, onde decorrem as missões, que estão abertas à exploração do jogador num modo à parte. Aqui vão encontrar vários objetivos secundários que podem cumprir, mas embora o mapa seja o mesmo para todos os modos - o que se torna inevitavelmente repetitivo - cada modo de jogo procura levar os jogadores para áreas diferentes. Independentemente de ser uma missão de história, um objetivo secundário no modo de exploração ou um Strike (missões que requerem grupos de três jogadores), vão sempre encontrar um canto novo do mapa.

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Uma das maiores queixas a Destiny é a repetição. O tipo de inimigos não varia muito, as missões não são imaginativas e vão visitar o mesmo mapa vezes sem conta. Depois de desbastarem vários inimigos na primeira hora de jogo, terão uma boa ideia do que irão fazer durantes as horas seguintes. Em parte, esta repetição deve-se à jogabilidade em forma de FPS, mas isso aplica-se a outros jogos do género e não nos chateia muito, sobretudo quando os controlos são tão bons. O grande problema está na falta de originalidade dos encontros e dos inimigos. É difícil aceitar que os oponentes mais poderosos sejam versões gigantes de inimigos que já enfrentamos, e que se comportem apenas como esponjas de balas. Pediam-se encontros mais dinâmicos, com padrões distintos e únicos, mas tudo o que vão encontrar são ondas de oponentes que terão de derrotar vezes sem conta, enquanto tentam tirar a vida ao boss.

O problema de Destiny é o facto de ser um FPS com alguns problemas associados ao género MMORPG. Mesmo que as zonas sejam lindas (e algumas são), tudo isto perde rapidamente glamour quando tudo o que povoa a zona são bolsas de inimigos que ressurgem pouco tempo depois de serem mortos. É extremamente irritante quando estão a lutar com um grupo e, por trás de vocês, reaparecem os inimigos que eliminaram há dois minutos. Nós percebemos a mecânica a sua necessidade, mas a ilusão tem de ser melhor que isto.

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Existe, porém, todo um outro lado de Destiny, o do multijogador competitivo, ou "PvP". Neste campo a Bungie sempre conseguiu destacar-se e inovar durante a série de Halo. Em Destiny, isso não é diferente. Vão encontrar cinco modos de jogo, com um máximo de seis contra seis (12 jogadores). Os modos são variantes de modelos já existentes e todos os jogadores que apreciam multijogador competitivo vão encontrar algo (ou muito) do seu agrado. O design é impecável e as habilidades das várias classes acrescentam um sabor muito peculiar ao PvP de Destiny. E depois ainda há as várias combinações de armas e equipamento. Existem recompensas para recolher, exclusivas para os mais dedicados ao multijogador, e acreditamos que será aqui que a esmagadora maioria dos jogadores vai passar o seu tempo, depois de terminarem a história.

A Bungie tem preparada uma verdadeira barragem de conteúdo para Destiny, de missões e de multijogador competitivo, que devem começar a implementar em breve. O mesmo aplica-se a correções e ajustamentos à estrutura e à jogabilidade. O jogo está ainda muito longe de perfeito, mas em alguns momentos - nas melhores missões da história - é possível ver a magia de design, atmosfera e visual que nos trouxe Halo. Além disso, o multijogador competitivo é fantástico. Acreditamos sinceramente que o melhor de Destiny ainda está para vir, que este é apenas o capítulo inicial de uma grande aventura. Pode não ser o arranque alucinante que todos antecipávamos, mas mal podemos esperar para vermos o que vem a seguir.

08 Gamereactor Portugal
8 / 10
+
Jogabilidade não engana - é a Bungie. Vistas espantosas. Modo PvP bastante competitivo. Experiência polida.
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Estrutura repetitiva, Inimigos sem inspiração. Precisa urgentemente de conteúdo novo - e sobretudo melhor.
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