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análise

Wildstar

Wildstar é uma proposta interessante para amantes do género, desde que não procurem algo de original.

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Se pegarem no estilo visual de Ratcher and Clank, no conteúdo de World of Warcraft e no sistema de combate dinâmico de Guild Wars 2, e depois juntarem tudo num liquidificador, o resultado será semelhante a este MMORPG de ficção científica da Carbine Studios, Wildstar.

A Carbine é formada por vários ex-funcionários da Blizzard e a inspiração em World of Warcraft é clara como o dia. Visualmente é apelativo, com ambientes e personagens carregadas de cores e muitas características propositadamente exageradas, à semelhança de WoW. Wildstar vai talvez um pouco mais longe até, aproximando-se ainda mais de um aspeto cartoonesco, que também lembra Ratchet & Clank.

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WoW não é, porém, uma influência meramente visual. Enquanto Guild Wars 2 se distanciou do MMO da Blizzard ao incorporar um sistema de Quests muito singular, Wildstar utiliza um modelo muito semelhante ao de WoW. Isto significa que a forma como abordam os dois jogos é idêntica, ou seja, chegam a uma área, recolhem um mar de Quests, vão completá-las, regressam e entregam-nas. Existem, contudo, algumas Quests completadas à distância, aqui justificadas pelo contacto via rádio, mas também já existe algo semelhante em WoW há alguns anos.

Wildstar

Na verdade, não nos importamos muito com este sistema de Quests tradicional. O grande problema é que as Quests em si são aborrecidas e desinspiradas. Não existe grande imaginação no tipo de tarefas que terão de realizar - algo como matar X número de inimigos, recolher Y número de itens, escoltar um NPC, e outras tarefas semelhantes. Existem algumas Quests mais interessantes, claro, mas acabam por ser raras em comparação com a quantidade tremenda de tarefas genéricas que terão de cumprir.

A forma como a história é apresentada também não é particularmente apelativa, intervalando autênticas muralhas de texto com gravações de voz ocasionais. O que é uma pena, porque a história nem é má de todo e o mundo é apelativo. O problema está na forma como tudo isto é apresentado ao jogador.

Mas nem tudo é copiado ou desinspirado em Wildstar. A Carbine introduziu um sistema de progressão na história curioso e original, diretamente ligado à criação de personagem, onde terão de escolher se o vosso herói é um explorador, um soldado, um cientista ou um colono. Este é um sistema separado das classes e ajuda a definir o tipo de conteúdo que vão encontrar durante a aventura. Como explorador, por exemplo, terão objetivos que vos levarão aos picos mais altos ou às cavernas mais profundas. Como colono poderão ajudar a catalogar o mapa, que por sua vez pode ser usado por outros jogadores e serão recompensados por cada pessoa que o usar. Ou seja, esta escolha acaba por moldar alguns dos objetivos que vão encontrar, mas a maioria é realmente aborrecido.

Felizmente, o design do mundo é bastante bom e de certa forma salva a porção a solo de Wildstar. A liberdade de movimentos é fantástica e o o cenário é bastante inspirado. Wildstar emprega uma sensação de controlo que é raro encontrar nos MMO e mesmo uma simples tarefa de viajar do ponto A ao ponto B pode tornar-se numa pequena alegria.

Outro elemento que ajuda a reforçar toda a experiência é o sistema de combate. As áreas de impacto dos ataques inimigos são apontados aos jogadores através de indicadores visuais, o que obriga a grande movimento e até reações rápidas por parte dos jogadores.

As classes têm também acesso a vários ataques que podem ser utilizados em movimento. A classes Stalker, em particular, parece ter sido desenhada com o propósito de movimento em mente. O combate em Wildstar é dinâmico e divertido, algo que é particularmente verdade nas batalhas com os bosses e nos eventos com grupos. A única falha que queremos apontar ao combate é uma certa ausência de impacto dos golpes. Os ataques não parecem ter muito peso ou efeito nos inimigos.

Tudo junto, somos obrigados a concluir que o conteúdo a solo de Wildstar acaba por ser uma desilusão. Não existe muito neste aspeto melhor do que já foi feito na última década. A Carbine jogou claramente pelo segundo neste aspeto, e embora existam alguns pontos positivos, como os que referimos em cima, esta parte específica do jogo podia ser bastante melhor.

Wildstar

Assim, é fácil concluir que o grande ponto forte de Wildstar é o conteúdo construído para grupos de jogadores. Existem três tipos de eventos específicos para ação cooperativa: Aventures, Dungeons e Raids.

As Adventures decorrem em aéreas relativamente abertas, onde grupos de cinco jogadores vão completar uma série de tarefas que normalmente os levam a percorrer grandes zonas. Tudo termina com uma batalha com um boss. Este conteúdo é pouco exigente nos requisitos e é particularmente indicado para quem dá os primeiros passos no género. A dificuldade é suficientemente alta para que exista o perigo de morte, mas é baixa o suficiente para que, se isso acontecer, tenham vontade de ser levantar e tentar de novo.

As Dungeons, como as Adventures, são para grupos de cinco jogadores e incluem dois modos de dificuldade - Normal e Veteran. Basicamente vão enfrentar vários grupos de inimigos menores, intervalados com alguns bosses, em áreas mais fechadas. Como se trata de conteúdo um pouco mais específico e estruturado, aqui é normalmente preciso maior cooperação do que nas Adventures. Se estão habituados às masmorras/dungeons/instances de outros MMO, já sabem mais ou menos o que esperar aqui.

Por último temos os Raids, que podem ser formados por 20 ou 40 jogadores. Infelizmente não tivemos oportunidade de experimentar este conteúdo, mas pelo que já vimos e conhecemos, segue a mesma linha que outros jogos do género. É um tipo de conteúdo para equipas mais desafiante e requer boa cooperação.

O conteúdo para grupos de Wildstar é bastante sólido, apesar de não ser particularmente revolucionário. Como em quase tudo no jogo, a Carbine não tomou grandes riscos nas secções para grupos e isso torna a experiência bastante sólida, mas também algo familiar.

Por último, Wildstar tem vários modos de PVP que podem experimentar. Existe uma arena que permite encontros de 1x1, 2x2, 3x3 e 5x5. Nos Battlegrounds são duas equipas de 10 em confronto para cumprirem vários objetivos. Neste momento o jogo só tem dois mapas disponíveis para os Battlegrounds. Num devem tentar recolher o máximo de máscaras possível antes que o tempo acabe. No outro as equipas alternam entre quem ataca e quem defende certos pontos de controlo. Convém também realçar que, quem preferir, pode ganhar experiência e subir de nível com o PvP.

Wildstar

Existe um outro modo PvP que é desbloqueado a nível máximo. Aqui, duas equipas de 40 jogadores defrontam-se para derrubar o forte oposto, que é personalizável e parcialmente construído por cada equipa antes de uma batalha. Para quem está familiarizado com WoW, lembra-nos a estrutura de Alterac Valley. Como o sistema de combate é bastante ativo e dinâmico, as batalhas entre jogadores pareceram-nos particularmente desafiantes e existe espaço para os melhores lutadores se destacarem através das suas competências com o jogo.

Wildstar é um jogo muito sólido, mas falta-lhe inovação. O sistema de combate é um ponto forte e o mundo é agradável, mas os modos e o conteúdo são algo desinspirados. As secções a solo, em particular, são aborrecidas e mereciam outro tipo de cuidado. Ainda assim, se gostam do género MMORPG, Wildstar é sem dúvida uma hipótese a considerar.

07 Gamereactor Portugal
7 / 10
+
Conteúdo para grupos de jogadores é sólido. Combate dinâmico e ativo.
-
Conteúdo a solo é aborrecido. Não faz nada por inovar.
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