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análise

Prey

Uma aventura que é, literalmente, fora deste mundo.

  • Texto: Mike Holmes

Apenas seis meses depois do lançamento do fantástico Dishonored 2, aqui está Prey, o novo jogo da Arkane Studios. Foi outra equipa que certamente tomou as rédeas da produção, mas o ADN da Arkane está bem vivo em Prey. Desta vez não vão percorrer cenários Steampunk, mas uma estação espacial chamada Talos 1 numa versão alternativa do futuro. A base da experiência? Terror, mistério, e um design desafiante.

O estilo visual da Arkane é bem visível ao longo de todo o jogo, e ao nível da atmosfera, Prey é soberbo. Talos 1 é um local fantástico para explorar, mesmo que possa parecer incoerente ou frustrante a espaços. Ainda assim, a dedicação ao pormenor e ao propósito que Prey demonstra merece ser elogiado, e Talos 1 é digno de surgir ao lado de grandes feitos como Dunwall e Karnaca, as cidades dos dois Dishonored.

Prey é no entanto uma experiência diferente, e não apenas devido ao tom de ficção científica. Nos dois Dishonored o jogador é muitas vezes o caçador, mas em Prey estão bem mais próximos da presa. Vão estar à mercê de um novo inimigo sinistro, os Typhon, que surgem em várias formas e feitios. Algumas podem parecer estupidamente poderosas num primeiro confronto, e terão de tentar repetidamente táticas diferentes até conseguirem descobrir o que resulta. Isto causa alguns picos de dificuldade frustrantes, embora no geral seja um desafio justo.

Alguns dos inimigos que vão encontrar são duros de roer, e vão precisar de persistência e criatividade para os ultrapassar, mas a Arkane vai oferecer-vos tudo o que precisam para terem sucesso. Em muitos casos é uma questão de observar as ferramentas que estão ao vosso dispor, e tentar encontrar novas abordagens. Não vão sobreviver muito tempo se estiverem sempre a repetir as mesmas táticas. Como os inimigos que vão encontrar, terão de se adaptar às várias situações.

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Os Typhon são um excelente inimigo, que surgem em diversos formatos. Multiplicam-se, assumem várias formas, usam poderes baseados nos elementos naturais, e alguns até têm capacidade psíquicas. Estes seres estavam aprisionados na Talos 1, e agora cabe ao cientista Morgan Yu a tarefa de repor a ordem. De referir que Morgan pode ser masculino ou feminino, e a escolha não tem qualquer impacto ao nível de estória ou jogabilidade.

Utilizando modificações especiais, podem evoluir Morgan em várias direções interessantes, embora nos pareça que a velocidade a que a personagem evoluiu seja algo lenta. O ritmo do jogo beneficiaria de um progresso ligeiramente mais expedito, com acesso mais imediato a alguns dos poderes, mas é preciso louvar o esforço da Arkane na criação de um sistema de progressão profundo. A certo ponto também terão a capacidade para analisar os Typhon, e isso irá permitir acesso a algumas habilidades alienígenas.

Na saga Dishonored podem escolher receber os poderes do Outsider, ou rejeitá-los por completo. Aqui existe uma situação semelhante, no sentido em que podem evoluir Morgan em termos de habilidades extraordinárias alienígenas, ou mante-lo puramente humano. Embora estas habilidades tornem Morgan mais poderoso, quando mais aliengena o seu ADN se tornar, mais difícil será evitar as defesas da estação, que vão começar a reconhecer Morgan como uma forma de vida extra-terrestre. Tal como em Dishonored, existe um sistema de evolução paralelo que não muda o seu ADN, na forma de chips (em Dishonored eram Bonecharms). Também existem armas, granadas com várias funções, acessórios, e um sistema de crafting que podem explorar. Em resumo, têm grande liberdade na forma como podem abordar Prey.

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