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análise

Syberia 3

Mais de uma década depois, chegou a continuação da aventura de Kate Walker.

Passaram-se cerca de 13 anos desde que Syberia 2 foi lançado para o mundo, um jogo que acabou por conquistar muitos fãs do género de aventura 'aponta e clica'. Foi uma longa travessia no deserto, sobretudo considerando a forma como terminou o segundo jogo, mas agora está finalmente disponível o terceiro capítulo da saga. Esta espera acabou por dividir os fãs em duas categorias: os que criaram expetativas elevadas com esta longa espera, esperançosos de um jogo digno da geração atual; e os que já ficariam contentes com um jogo capaz de puxar pela sua nostalgia. Pois bem, Syberia 3 está bem mais próximo de cumprir os desejos do segundo grupo, porque como está, parece um jogo com 10 anos.

Syberia 3 começa depois da despedida de Hans Voralberg montado no mamute e da morte de Oscar. Muitos fãs de Syberia consideram que o segundo capítulo deixou demasiadas perguntas sem resposta, mas não esperem encontrar muitas neste capítulo. A introdução do jogo mostra como Kate Walker sobreviveu com a ajuda dos Youkols, e depois dessa sequência acorda no hospital (parece mais uma câmara de tortura do que um local de cura). Um dos Youkols está sentado a seu lado, numa cadeira de rodas decadente e com uma perna amputada. Ele apresenta-se a Kate como Kurk, o líder do seu povo, e apesar das circunstâncias, parece estar bem. Apesar da sua condição complicada, Kurk afirma urgência em reunir-se com o seu povo, que o espera numa aldeia próxima. Afinal de contas a sua função é liderar o seu povo através das temíveis paisagens nevadas.

O primeiro objetivo do jogador é portanto abandonar a sala, depois de arranjarem uma prótese para Kurk. Sem grande surpresa, cedo vão perceber que não se trata de um hospital típico, mas antes o que parece ser uma estação militar russa.

Algo que é muito diferente entre este terceiro capítulo e o antecessor, é o facto de Syberia 3 não ser realmente um jogo de apontar e clicar. Talvez por também ser um jogo de consolas, em Syberia 3 vão controlar diretamente Kate, através das teclas WASD do teclado (jogámos a versão PC). Necessitámos de algum tempo de habituação, mas o movimento nunca se tornou confortável ou fluído. Enquanto a locomoção da personagem é direta, a câmara utiliza ângulos fixos, o que atrapalha ainda mais a jogabilidade com mudanças constantes da perspetiva. Também vão interagir com vários objetos, e felizmente os menus correspondentes são intuitivos e práticos.

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A narrativa foi interessante o suficiente para nos agarrar ao longo de toda a aventura, e manteve-nos em grande imersão. Os muitos puzzles que resolvemos encheram-nos de nostalgia, e alguns proporcionaram desafios interessantes, mas existem vários problemas. Para começar, não existem puzzles suficientes para a quantidade de jogo. Uma grande porção do tempo não é passado a resolver puzzles, mas a procurar as peças para os resolver, o que é algo frustrante. Os ambientes são excessivamente amplos para esta estrutura de procura de itens, e acaba por ser demasiado fácil deixar passar algo essencial para o progresso da narrativa.

A situação piora porque ocasionalmente é necessário conversar várias vezes com uma personagem antes de conseguirem interagir com objetos chave. Por outras palavras, isto cria situações particularmente frustrantes em que estão ao pé do objeto que sabem que precisam, mas não podem interagir porque o jogo exige que primeiro conversem com uma personagem. Em mais de uma situação perdemos largos minutos sem conseguirmos avançar porque nos faltava conversar com alguma personagem e não sabíamos.

Syberia 3 também é desapontante ao nível técnico. Graficamente não está à altura dos padrões modernos, enquanto que as vozes dos atores estão francamente abaixo da média. Vale o lado artístico, que leva o jogador através de uma boa variedade de ambientes. Não é um jogo de fácil digestão devido aos seus problemas, mas o enredo interessante, a banda sonora memorável, e os puzzles desafiantes, tornam-no numa escolha a considerar por quem é fã da saga, ou do género em geral. Quem esperava uma experiência superior, ao nível das exigências atuais, vai ficar desiludido, mas Syberia 3 tem os seus pontos positivos.

Syberia 3Syberia 3Syberia 3
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06 Gamereactor Portugal
6 / 10
+
Narrativa empolgante. Puzzles interessantes. Ambientes variados. Muita nostalgia. Banda sonora memorável.
-
Visualmente datado. Terríveis interpretações dos atores. Controlos atabalhoados no teclado. Não está polido, e nem sequer terminado.
overall score
Esta é a média do GR para este jogo. Qual é a tua nota? A média é obtida através de todas as pontuações diferentes (repetidas não contam) da rede Gamereactor
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