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análises
Stellaris

Stellaris: Utopia

Stellaris expandiu as suas fronteiras, e o resultado é impressionante.

  • Texto: Mike Holmes

O falecido autor Iain M. Banks escreveu livros de ficção científica, onde uma enorme civilização futurista permitia que super-computadores fizessem os trabalhos pesados. Representava um império vasto, mas um império que não era governado por um punho de ferro. Pelo contrário, os seus cidadãos viviam vidas confortáveis. A nova expansão de Stellaris, Utopia, chega em simultâneo com a nova atualização 1.5, denominada também como Banks, em hora ao autor mencionado em cima. É um título perfeito, para a atualização e para a expansão, porque ambas acrescentam opções para os jogadores moldarem as sociedades que definem o seu império espacial.

Se a expansão, Utopia, é a cereja no topo do bolo, esse 'bolo' é a atualização gratuita, Banks. Não vamos separar o que é conteúdo introduzido gratuitamente, ou o que é conteúdo pago, já que a sinergia entre ambos é tremenda, para não mencionar uma enchente de outras atualizações anteriores. A Paradox teve perto de um ano para aperfeiçoar, moldar, e afinar muitas das características do jogo desde o lançamento, e neste momento, Stellaris é um jogo superior ao que era originalmente.

O foco esteve sobretudo na adição de decisões mais interessantes a uma campanha típica. Além da nova opção para uma mentalidade conjunta (já lá vamos), existem várias direções novas em que podem levar o vosso império. Por exemplo, ao começarem um jogo novo, em vez de escolher os típicos tipos de governo, podem agora escolher a vossa marca de autoridade, e complementar essa escolha com novos Civics que dão ao império mais personalidade e propósito.

Para contrariar este foco renovado, agora as fações internas vão dar-vos algo em que pensarem dentro do vosso próprio império, com vários grupos que se formam com o objetivo de tentarem guiar o império em várias direções. Seja ceder ao ódio de tradicionalistas que abominam extra-terrestres, ou manter os exploradores de ciência contentes, existem mais para considerar nesta abordagem do que apenas a vossa liderança omnipotente.

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Também foi introduzido um novo recurso de "unidade" a Stellaris, que tem um impacto duplo no jogo. Entre o início e o meio da campanha, vão desbloquear Tradições, e cada uma tem seis etapas. Ao completarem todas as etapas de uma tradição, ganham uma vantagem extra. É uma forma de redireccionar e potencializar a direção do império durante a primeira metade do jogo, mas ao completarem um conjunto de tradições, vão ganhar uma vantagem de Ascenção, algo que vai determinar os moldes do império para a parte final da campanha.

Independentemente do que escolham fazer, sejam deixar os corpos mortais para ascenderem a formas sintéticas, ou expandir o horizonte espiritual e psíquico além da realidade convencional, ou até investir tanto na tecnologia até conseguirem construir estruturas do tamanho de planetas, existem muitos percursos interessantes que podem seguir. Por outro lado lado, isto também acaba por proporcionar maior contexto às decisões que tomam no início da campanha, quando começam a pensar na direção que vão tomar.

A expansão consegue transformar muito do que era o jogo base, mas existe uma adição que praticamente nega todas as outras. Agora podem escolher jogar com uma raça de criaturas que tem uma consciência coletiva, o que acaba por limitar a eficácia e a relevância de muitas das vantagens da ascenção, além de retirar muitas das novas mecânicas interessantes, como as fações. Parece uma proposta algo bizarra para oferecer ao jogador, mas tem a vantagem de oferecer uma forma diferente de jogar Stellaris. Ainda assim, gostaríamos que a Paradox tivesse trabalhado mais elemento, talvez com mais opções diferentes e uma apresentação única da interface, por exemplo.

Quando Stellaris chegou em 2016, afirmou-se como um jogo próximo da grandeza, e Utopia leva a série para a frente na sua tentativa de dominar a galáxia. Ainda existe muito 'trabalho' aborrecido para fazer, como gerir os recursos planetários, mas essas tarefas tornaram-se menos maçudas com a inclusão dos novos sistemas. Agora existem mais cenários, mais possibilidades, e com a inclusão da atualização e da expansão, Stellaris tornou-se numa experiência superior. Se ainda têm interesse ou curiosidade neste jogo, então Utopia é uma expansão obrigatória.

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08 Gamereactor Portugal
8 / 10
+
Muitas formas novas de expandir o império. Melhoramento genuíno à base original.
-
Ainda existe demasiado trabalho aborrecido.
overall score
Esta é a média do GR para este jogo. Qual é a tua nota? A média é obtida através de todas as pontuações diferentes (repetidas não contam) da rede Gamereactor
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