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análise

Mass Effect: Andromeda

Uma viagem arrojada e ambiciosa para outra galáxia, mas não sem os seus sobressaltos.

  • Texto: Mike Holmes

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Mass Effect 3 foi lançado há 5 anos, tempo suficiente para o apetite por um novo RPG espacial da Bioware crescer para níveis insaciáveis. Agora chegou finalmente Mass Effect: Andromeda, o primeiro jogo da saga na nova geração, e o início de uma aventura separada da trilogia original. Com um misto entre elementos dos jogos anteriores e algumas ideias novas, este é um jogo ambicioso, talvez o mais ambicioso da saga, com muitos fatores em andamento.

Infelizmente o resultado é um jogo que embora faça muito de bom, também tem vários defeitos. Vai dividir muitos fãs da saga, e enquanto alguns vão aceitar Andromeda apesar das falhas, outros não serão capazes de demonstrar uma atitude tão benevolente.

Já muito se tem falado das falhas técnicas de Mass Effect: Andromeda na internet, sobretudo ao nível das animações faciais. A internet está já recheada de "gifs" hilariantes, e é verdade que as animações e a qualidade dos modelos de algumas personagens deixam muito a desejar. É realmente lamentável, porque é algo que acaba por retirar impacto a alguns momentos emocionais do jogo.

Jogámos a versão Xbox One, que é a pior de todas as variantes disponíveis - PC, PS4, PS4 Pro -, e nesta versão a qualidade gráfica de Mass Effect: Andromeda não impressiona. Embora o design de alguns elementos seja brilhante, como a arquitetura extra-terrestre de tirar o folêgo, ou os inimigos Kett, existem modelos pobres, texturas de má qualidade, e problemas de definição. A isso devem aliar algumas quebras de fluidez notáveis. Mais uma vez, isto diz respeito à versão Xbox One. As restantes estão superiores, mas sofrem também elas de modelos e animações medíocres.

Embora a qualidade gráfica seja importante, o que realmente dá nome à Bioware são os seus sistemas RPG e a qualidade da narrativa e do guião. Isso é visível em Andromeda, mas apenas a espaços, já que existem diálogos e frases francamente fracas. Os novos protagonistas, Ryder, são um pouco mais descontraídos e divertidos que os Sheppard, e os seus atores fazem um bom trabalho (embora a versão masculina se assemelhe demasiado com Nathan Drake).

Tal como na trilogia anterior, podem jogar com uma personagem feminina ou masculina, desta vez na forma de Ryder, mas num formato diferente. Nos jogos anteriores só existia um Sheppard - feminino ou masculino -, mas em Mass Effect: Andromeda as duas personagens estão presentes no mesmo universo porque são irmãos gémeos. Existem alguns momentos fortes com estas personagens, e outras que vão conhecendo pelo caminho, mas nunca sentimos uma ligação tão forte a este elenco como sentimos nos jogos anteriores.

Sem querer revelar demasiado da estória, aqui fica um pequeno resumo. Elementos das espécies principais da Via Láctea - Humanos, Krogan, Turian, Asari, e Salarian - embarcaram numa viagem de mais 600 anos para chegarem até à galáxia de Andromeda, tudo com o objetivo de encontrarem uma nova casa para estas raças (tudo isto começa antes da invasão dos Reapers em Mass Effect 3). Quando a expedição chega ao aglomerado Heleus, e a tripulação acorda, tudo começa a correr mal, a começar pelo Habitat 7, o mundo escolhido pelos humanos, que está agora envolto em relâmpagos constantes, poços de gravidade, e uma raça alienígena hostil. É um início e um conceito bastante forte para uma aventura nova e original, mas o jogo depressa cai em solo familiar - não só para fãs de Mass Effect, mas também de Dragon Age: Inquisition.

A base da estória tem momentos interessantes, e no todo acaba por ser positiva, mas não é tão forte como a narrativa da trilogia original. Ainda assim, existem vários pontos altos durante a campanha e as missões principais, incluindo alguns confrontos épicos contra bosses. Mais do que as personagens que nos acompanharam, ficámos intrigados para saber mais sobre esta galáxia e as espécies que a habitam. Algum do conteúdo secundário é também bastante bom, provavelmente motivamos pelo excelente trabalho da CD Projekt Red com The Witcher 3: Wild Hunt, mas também existem missões secundárias banais para 'encher chouriço'.

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