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análise

Fire Emblem Heroes

Uma experiência móvel de Fire Emblem, mas com grandes custos.

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Durante algum tempo a série Fire Emblem passou despercebida como uma espécie de tesouro escondido da Nintendo, sobretudo porque os primeiros títulos só saíram no Japão. Muito mudou entretanto, e Fire Emblem é agora uma série fantástica da Nintendo 3DS, reconhecida por críticos e fãs de todo o mundo. O passado recente tem sido rico em conteúdo e qualidade, e o futuro da série está também assegurado com três jogos previstos para os próximos meses - Fire Emblem Echoes: Shadows of Valentia chega em abril para 3DS, Fire Emblem Warriors será lançado para 3DS no outono, e até a Switch vai receber um Fire Emblem em 2018.

Os jogos têm apresentado qualidade variável em termos de grafismo e flexibilidade técnica, mas a base da experiência - combates por turnos, classes distintas, personalidades vincadas -, foram sempre uma constante. É por isso que o jogo resulta, o facto das personagens serem interessantes e existir um sistema de morte permanente no jogo, um elemento que infelizmente não foi adaptado para o novo Fire Emblem Heroes de plataformas móveis, uma visão crua e limitada da saga.

Fire Emblem Heroes é um jogo free-to-play, o que tem elementos negativos e positivos. O lado positivo é naturalmente a possibilidade de experimentar e jogar Fire Emblem Heroes sem pagar, mas em compensação existem micro-transações que resultaram em decisões de design duvidosas. Mas a primeira impressão que tivemos do jogo não foi negativa.

Desta vez vão assumir o papel de um estratega de outro mundo, cuja função é auxiliar as personagens Anna, Alfonse, e Sharena do Reino de Askr. Este reino está em confronto com o Império de Emblia, e ambos têm a capacidade de viajar entre mundos. No caso do Império essa habilidade é utilizada para converter heróis de outros mundos de Fire Emblem para o seu exército. Ao derrotarem estes heróis em combate vão libertá-los dos contratos que os prendem ao Império e enfraquecer o oponente.

Tudo isto bem embrulhado num pacote bonito, embora algumas características de animação japonesa possam ser algo exageradas em vários casos, especialmente comparando com os designs originais das personagens. O sistema de combate em si tem um aspeto agradável no ecrã dos dispositivos, e no sistema em que o experimentámos, os loadings eram quase instantâneos. Uma palavra ainda para a qualidade da (pouca) música que está no jogo, servindo-se de pedaços das bandas sonoras da saga.

Também gostámos da forma como a estrutura dos combates foram bem ajustados ao formato, com a tradição grelha de 8x6. Tudo é facilmente controlável com o dedo, e são estes pormenores que nos levam a pensar que existe aqui grande potencial para a Nintendo fazer um Fire Emblem 'a sério' para plataformas móveis. Quanto ao sistema de combate em si, segue a fórmula clássica da série - espadas vencem machados, machados vencem lanças, lanças vencem espadas. As magias também seguem o mesmo tipo de estrutura 'pedra, papel, tesoura', e se jogaram um jogo da saga no passado, será uma transição suave.

A primeira impressão de Fire Emblem Heroes foi, como podem ver, positiva, mas não demorou muito para esse encanto se dissipar por completo. E é com desgosto que percebemos que a maioria das falhas estão associadas precisamente ao modelo free-to-play. Um elemento crucial de Fire Emblem é conseguir converter os inimigos em aliados através de diálogos e negociações, perceber como ou que personagens podem ajudar a convencer o adversário. Esta característica não está presente no jogo.

Como é que recrutam novas personagens? Investindo pérolas (o dinheiro do jogo) num portal que gere heróis aleatórios para a equipa. Ora, como já podem calcular, ganhar pérolas requer grande investimento e paciência, muito mais do que seria razoável num jogo normal, logo o objetivo é que os jogadores usem dinheiro real para ganharem heróis. Por outras palavras, a Nintendo retirou uma característica chave da série para ganhar dinheiro em micro-transações, mas há outras consequências.

Fire Emblem HeroesFire Emblem Heroes

A geração aleatória de heróis é outra falha tremenda, já que nega os diálogos divertidos entre personagens. E uma personagem aleatória está longe de ter as personalidades criativas que normalmente associamos aos heróis de Fire Emblem. Basta recordar os elementos sociais, românticos, e divertidos que as personagens de Awakening e Fates proporcionaram, por exemplo.

Fire Emblem Heroes é todo dedicado ao combate, o que é algo desapontante, mas que por si só poderia ter o seu interesse. Infelizmente, também isso falha com o tempo, e o jogo torna-se repetitivo e fácil com o passar de poucas horas. Falta real liberdade estratégica ao jogo, e o sistema de classes tem pouco impacto nas batalhas, além de faltarem várias das funções mais recentes de Fire Emblem, como as acções conjuntas de duas personagens. Além dos mapas da campanha, Fire Emblem Heroes inclui ainda uma torre de treino e uma arena, mas não oferecem nada de realmente interessante ou variado.

Para novatos da série que desejem conhecer melhor Fire Emblem, algumas horas gratuitas com este jogo podem ser interessantes e proveitosas, mas para fãs de longa data, é muito difícil recomendar investimento neste jogo. É um Fire Emblem despedido de vários elementos que tornam a série especial, o que é frustrante, porque a base mostra que a Nintendo pode fazer algo muito melhor que isto nas plataformas móveis.

Fire Emblem HeroesFire Emblem Heroes
Fire Emblem HeroesFire Emblem Heroes
05 Gamereactor Portugal
5 / 10
+
Grafismo razoável. Funciona bem no ecrã móvel.
-
Falta profundidade tática. Não há diferenças reais entre as personagens. Não existem classes. Requer ligação online.
overall score
Esta é a média do GR para este jogo. Qual é a tua nota? A média é obtida através de todas as pontuações diferentes (repetidas não contam) da rede Gamereactor
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