Gamereactor Internacional Português / Dansk / Svenska / Norsk / Suomi / English / Deutsch / Italiano / Español / Français / Dutch
Iniciar sessão






Esqueceu-se da password?
Não estou registado mas quero registar-me

Prefiro iniciar sessão com a conta de Facebook
análise

The Legend of Zelda: Breath of the Wild

Já não se fazem aventuras destas.

Publicidade:

Foi uma longa e angustiante espera para os fãs de The Legend of Zelda, mas valeu a pena. Breath of the Wild é um jogo fantástico, repleto de possibilidades e pormenores geniais. São largas dezenas de horas de jogo aqui guardadas, com o potencial de vos proporcionarem a aventura mais épica de Link até à data. Não é perfeito, longe disso até, mas podem ficar descansados - Breath of the Wild é especial.

Dificilmente poderia ter sido de outra forma, já que carrega o fardo de cumprir um duplo propósito quando chegar a 3 de março. Além de ser a despedida merecida da Wii U, é também a bandeira maior da Nintendo Switch, e potencialmente o grande impulsionador da nova consola - mais talvez que qualquer Mario se calhar seria. Este é também um jogo muito importante para a saga - o mais importante desde Ocarina of Time. É um Zelda arrojado, que tenta finalmente cumprir em definitivo com a visão de uma Hyrule que os jogadores podem explorar sem limites.

Este é o primeiro jogo 3D de The Legend of Zelda que funciona em completo mundo aberto, sem limites de exploração, e sem ecrãs de loading (excepto viagens rápidas e entre santuários), e que mundo fantástico é este. Fantástico, e massivo. O mapa de Breath of the Wild é incrivelmente vasto, e não apenas o horizonte. Graças a inúmeras montanhas, torres, e até uma cidade voadora, The Legend of Zelda: Breath of the Wild tem também uma verticalidade impressionante. A isso podem juntar uma sensação de liberdade estupenda. Não existem barreiras invisíveis de qualquer espécie, e podem trepar tudo (pelo menos não encontrámos nada que nos impedisse) no jogo, de casas e ruínas, a árvores e montanhas.

O mundo em si está recheado de conteúdo. É um jogo que convida à exploração, sobretudo porque não existem 200+ pontinhos no mapa a lutar pela atenção do jogador. Isto permite ao jogador explorar verdadeiramente o mundo sem estar a olhar para o mini-mapa, e incentiva a espreitar as ruínas, a subir uma montanha para ver o que está do outro lado, ou a visitar os muitos pontos de interesse e curiosidades que existem no mundo. Pode ser uma enorme árvore gigante caída, um acampamento inimigo, um lago com um tesouro, ou uma bola de metal acorrentada a um tronco. Há sempre algo pronto a despertar a curiosidade do jogador, e adorámos essa sensação de exploração.

Também existem várias povoações, desde vilas com moinhos, a aldeias pesqueiras junto ao mar, passando por vários estábulos espalhados pelo mundo. Nestas localizações podem conversar com todas as personagens, e cada uma segue o seu ritmo. Como o jogo inclui um ciclo noite/dia e um sistema climatérico, as personagens vão agir de acordo com o contexto em que se encontram, seja hora de ir trabalhar ou dormir, por exemplo. Todos estes locais têm curiosidades e missões secundárias que podem aceitar, embora nem todas sejam interessantes.

The Legend of Zelda: Breath of the Wild é um jogo muito focado na jogabilidade e no mundo, não tanto na estória ou nos contextos das missões. Aqui não vão encontrar uma experiência cinemática, um guião inteligente, ou personagens profundas, ou pelo menos, não ao nível de um Witcher, Mass Effect, ou Fallout. É tudo muito simples e até algo infantil, quase como se tivesse saído de uma animação japonesa para crianças. Existem claro algumas personagens memoráveis, e alguns diálogos divertidos, e a estória tem os seus momentos impactantes, mas esse não é o foco de Legend of Zelda.

O que realmente importa é a aventura, e as inúmeras oportunidades de jogabilidade que vão encontrar pelo caminho. Como Link podem usar armas de ataque físico, arco e flecha, e algumas habilidades desbloqueadas com o Sheikah Slate. Este dispositivo assemelha-se um tablet de alta tecnologia que Link pode usar, e que lhe permite tirar fotografias, visionar e marcar pontos no mapa, e usar uma série de habilidades especiais. Entre esses poderes inclui-se a capacidade para criar blocos de gelo na água, mover objetos de metal com um íman, parar o tempo para certos itens, e criar bombas de energia (e ainda podem usar Amiibos para invocar ajudas, como o Wolf Link, uma vez por dia).

O sistema de combate é uma evolução do que conhecemos de Zelda, permitindo prender a câmara e o movimento de Link a um inimigo. Podem saltar e desviar para trás e para os lados, e se o fizerem no momento certo, podem atingir o oponente com uma série de golpes. Depois é o tipo de arma que carregam que vai determinar como lutam. As lanças são longas e velozes, enquanto que as espadas de uma mão podem ser equipadas em conjunto com um escudo. Machados, martelos gigantes, e espadas grandes têm de ser brandidas com as duas mãos, aumentando a capacidade de dano, mas reduzido a defesa porque não podem levantar o escudo. Existem vários estilos disponíveis - incluindo um simples, mas eficaz sistema de ação furtiva -, mas o que vão usar nem sempre depende da vossa vontade.

Durante a aventura vão apanhar uma série de armas e escudos com diferentes estados de durabilidade. Zelda não é o primeiro jogo onde as armas se partem com o uso, mas não nos lembramos de outro jogo em que as armas se partam com tamanha facilidade. Inicialmente é bastante frustrante, sobretudo porque podem querer adotar um estilo específico de combate, mas o jogo não foi desenhado assim. Aqui terão de se ajustar à arma que têm, e não o contrário. Seja como for, com o avançar das horas vão começar a recolher armas superiores que duram mais tempo. Nota ainda para o equipamento. Podem vestir peças para a cabeça, as pernas, e o tronco, com vários formatos visuais e utilidades. Algumas peças melhoram a capacidade furtiva de Link, outras aumentam a velocidade com que trepa estruturas, e assim por diante. Ficámos surpreendidos por ver um elemento tão "RPG" num The Legend of Zelda, mas é bastante suave.

Outro elemento importante da jogabilidade é a resistência, que se esgota quando atacam, correm, nadam, ou trepam algo. Quando começam o jogo terão pouca energia, mas ao recolherem esferas dos santuários, podem aumentar a energia ou a saúde de Link. Uma escolha difícil, e uma vez tomada, não há volta a dar, mas é um tremendo incentivo para procurar e visitar estes santuários, até porque Breath of the Wild não é nenhum passeio em termos de dificuldade. O jogo pode ser bastante duro, e podem encontrar inimigos capazes de vos matar com um único golpe. Felizmente o jogo salva com bastante frequência (e podem guardar a qualquer momento), por isso nunca devem perder muito tempo.

The Legend of Zelda: Breath of the WildThe Legend of Zelda: Breath of the WildThe Legend of Zelda: Breath of the Wild
The Legend of Zelda: Breath of the WildThe Legend of Zelda: Breath of the WildThe Legend of Zelda: Breath of the Wild

Continua na página seguinte.

The Legend of Zelda: Breath of the WildThe Legend of Zelda: Breath of the WildThe Legend of Zelda: Breath of the Wild
The Legend of Zelda: Breath of the WildThe Legend of Zelda: Breath of the WildThe Legend of Zelda: Breath of the Wild
Publicidade: